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Transposição peca na revitalização do rio São Francisco, apontam especialistas

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Obras do eixo leste da transposição do rio São Francisco

A chegada das águas do rio São Francisco ao semiárido paraibano, nesta sexta-feira (10), marca a conclusão do eixo leste da transposição e contará com a presença do presidente Michel Temer. Mas o final da tão esperada obra no semiárido nordestino não encerra as polêmicas geradas pelo projeto, que custou R$ 10 bilhões.

Segundo especialistas, ficaram marcas na região ao serem deixadas de lado a revitalização do rio –que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometeu ao bancar a obra– e a negociação com comunidades afetadas. “Nós queremos revitalizar, recuperar as margens, as matas ciliares, fazer saneamento básico nas cidades para que não joguem dejetos no São Francisco, e começamos fazendo isso”, disse Lula, em 2009, durante o programa “Café com o Presidente”, em outubro de 2009.

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Maquetes Usinas de Energia – Modelos e dicas de como fazer

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 Para ajudar  alunos  a construir  maquetes de Usinas de Energia separamos algumas dicas muito especiais que possam auxiliar as equipes na construção das maquetes.escolares.
Um dos trabalhos escolares que toda criança ou adolescente faz na época dos estudos é a maquete.

Pelo fim dos lixões

Programa Sou Resíduo Zero quer engajar empresas e sociedade a acabar com a geração de lixo. Ao reduzir o consumo de embalagens e dar destino correto aos resíduos, será possível dar adeus aos lixões do país

Estima-se que o brasileiro produza por dia um quilo de resíduos sólidos. Esta seria a quantidade de embalagens, restos de alimentos e outros tipos de materiais que o cidadão joga no lixo diariamente. Em 2013, este volume todo somado chegou a 76 milhões de toneladas.

Apesar da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) já ter entrado em vigor e ter estabelecido agosto de 2014 como prazo para que resíduos sólidos e rejeitos tivessem destinação final ambientalmente adequada, em muitas cidades do Brasil os lixões ainda estão funcionando livremente.

Com o objetivo de engajar pessoas, comunidades e empresas a reduzir a geração de resíduos e estimular ao máximo o reaproveitamento, reciclagem e compostagem, foi lançado este mês, em São Paulo, o Programa Sou Resíduo Zero, idealizado pela consultoria Eccaplan.

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Dia Mundial da Reciclagem, conheça os benefícios

11148620_654405277994402_8930617268485523925_nNeste Dia Mundial da Reciclagem faça a sua parte: separe o lixo de sua casa e valorize o trabalho do catador de materiais recicláveis!

A reciclagem é um importante componente da gestão de resíduos sólidos, pois ajuda a reduzir o consumo de matérias-primas, água e energia. Além disso, diminui os impactos ambientais provocados pela disposição inadequada dos resíduos e proporciona a abertura de novos mercados, gera trabalho, emprego e renda, conduzindo à inclusão social.

A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) traz diretrizes sobre o tratamento e o destino dos materiais descartados diariamente e prevê a “responsabilidade compartilhada”, que envolve sociedade, empresas, prefeituras e governos municipais, estaduais e federais na gestão do resíduo. Todos podem colaborar com o meio ambiente!

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Brasileira cria app que poupa água e ganha bolsa em universidade na Nasa

Mineira de 23 anos criou aplicativo para tornar plantações ‘inteligentes’.
Tecnologia reduz em até 60% consumo de água na irrigação.

Mariana Vasconcelos, de 23 anos, criadora do Agrosmart (Foto: Divulgação/Agrosmart)Mariana Vasconcelos, de 23 anos, criadora do Agrosmart (Foto: Divulgação/Agrosmart)

Um aplicativo que conecta o agricultor à sua plantação, reduzindo o consumo de água na irrigação, rendeu a uma brasileira de 23 anos uma bolsa para estudar em uma universidade na Califórnia ligada à Nasa (a agência espacial americana).

A administradora Mariana Vasconcelos, que mora em Itajubá (MG), foi selecionada entre mais de 500 pessoas para representar o Brasil como bolsista na Singularity University. A instituição, que funciona em um centro de pesquisa da Nasa no Vale do Silício, na Califórnia, selecionou empreendedores de 19 países para seu programa de imersão “Call to Innovation”.

Criada na fazenda do pai, Mariana desenvolveu em 2014 o Agrosmart, um aplicativo que promete tornar as plantações “mais inteligentes”.

A tecnologia utiliza sensores espalhados pelo campo, que avaliam a umidade do solo e a presença de pragas, entre outros parâmetros. Esses dados são interpretados pelo aplicativo, que indica ao agricultor os intervalos de irrigação e outras variáveis em tempo real.

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A ameaça sobre os rios da Amazônia, em relatório da Rede WWF

Construção de barragens e hidrelétricas, expansão da agropecuária e outras atividades exploratórias colocam em risco a conectividade dos ecossistemas aquáticos da Bacia Amazônica. Sem esta ligação, há grande perda da biodiversidade e série ameaça à economia das populações locais. O alerta vem de relatório elaborado pela Iniciativa Amazônia Viva, da Rede WWF

Além da beleza natural ofuscante, a Amazônia é detentora de números grandiosos. A vegetação da maior floresta tropical do mundo, com aproximadamente 6,5 milhões de km², cobre parte do território de nove países da América do Sul. Mas não é somente mantendo suas árvores em pé que será possível preservar o equilíbrio deste bioma vital para o planeta. É necessário cuidar de suas águas.

A região amazônica possui o maior sistema fluvial do planeta. São mais de 100 mil quilômetros de rios, riachos, igapós, várzeas e outros tipos de áreas alagáveis. Só a foz do Rio Amazonas é responsável por desaguar cerca de 6.700 km3 de água doce por ano no Oceano Atlântico, o que representa quase 20% de todo fluxo global de água fluvial de superfície.

Todavia, muita atenção foi dada ao desmatamento na Amazônia nos últimos anos – algo fundamental e importantíssimo -, mas a proteção de seus rios foi negligenciada. Com o intuito de alertar sobre esta questão, a Iniciativa Amazônia Viva, da organização não-governamental WWF-Internacional, em parceria com suas instituições sulamericanas, lançou hoje (13/04) o relatório “O Estado da Amazônia: Conectividade e Saúde dos Ecossistemas de Água Doce”*. O estudo foi divulgado em evento paralelo do VII Fórum Mundial de Água, realizado pelo Conselho Mundial da Água*, que acontece em Gyeongju, na Coréia do Sul (de 12 a 17/4).

O relatório mostra como a ligação hidrológica da Bacia Amazônia é imprescendível para a sobrevivência de inúmeras espécies. Muitos peixes dependem das migrações laterais ou longitudinais em algumas partes de seus ciclos de vida. É o caso do bagre, por exemplo. A espécie viaja milhares de quilômetros desde o estuário da Amazônia até as cabeceiras dos rios de água branca (barrenta) e deixa suas ovas nos contrafortes dos Andes. Ou seja, o bagre só consegue se reproduzir graças aos chamados corredores de migração.

A conexão entre a água doce da Amazônia também regula o fluxo de material orgânico e inorgânico, necessários para o desenvolvimento da vida aquática e terrestre. Durante épocas de cheias e inundações, sedimentos que são carregados pelo rio influenciam o crescimento de plantas e trazem alimentos para os animais. Alguns rios chegam a subir entre 15 a 20 metros de altura nestes períodos. A floresta Xixuaú, na divisa dos estados de Amazonas e Roraima, depende exatamente deste ciclo para sua preservação.

Entretanto, todo este equilíbrio harmônico do bioma aquático da Amazônia está sob ameaça. Na região Amazônica (não só no Brasil, mas como em seus vizinhos), atualmente 154 usinas hidrelétricas e barragens estão em funcionamento, outras 21 se encontram em construção e nada menos que 277 novas estão sendo planejadas. Se estas obras forem concretizadas, apenas três rios afluentes do Amazonas manterão seu fluxo livre.

“A eletricidade pode ser importante para o desenvolvimento sustentável da Amazônia. A energia hidrelétrica não é uma energia limpa, mas ela é melhor do que a energia proveniente de combustíveis fósseis e do que a energia nuclear. Mesmo assim, o planejamento e o desenvolvimento hidrelétrico precisam levar em conta que abordagens integradas são viáveis na Amazônia”, destaca Claudio Maretti, líder da Iniciativa Amazônia Viva.

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Fotos de satélite da Nasa registram drásticas mudanças ambientais no mundo

Impacto do derretimento de geleiras, represamento de águas e da urbanização podem ser vistos do alto ao longo dos anos
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A represa de Mirani, no sul do Paquistão, foi finalizada em 2006, para prover água potável, irrigação e energia elétrica. A imagem à esquerda mostra a região antes da construção da represa; à direita, a represa em 2011, com o avanço agrícola propiciado pela água (Foto: Nasa)

Vistas de cima, áreas enormes do planeta sofreram profundas transformações nas últimas décadas.

Imagens da Nasa mostram como o derretimento de geleiras, lagos em extinção e cidades em expansão alteraram o seu redor, da China à América do Sul.

O projeto completo, chamado Images of Change (Imagens da mudança), pode ser visto no site climate.nasa.gov/state_of_flux.

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