Arquivo da categoria: Geopolítica

Elza Goersh – 3º Ano – Etnia, Diversidade Cultural e Conflitos

Material auxiliar para prova global do 3º Ano (1º período)

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Etnia, Diversidade Cultural e Conflitos

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Páginas correspondentes no livro didático: 11 a 28

© Copyright Prof. Henrique D. F. Souza

Elza Goersch – 2º Ano – Mundo entre Guerras

Material para prova parcial do 2º Ano (1º período).

Mundo entre Guerras

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Páginas correspondentes no livro didático: 11 a 28

© Copyright Prof. Henrique D. F. Souza

Exposição mostra a rotina dos curdos e pergunta ‘Que Mundo É Esse?’

André Fran, Felipe UFO e Michel Coeli foram até o Curdistão.
Mostra estreia na quinta (23) e fica em cartaz até 24 de agosto, no Rio.

André Fran, Felipe UFO e Michel Coeli fizeram uma viagem pelo Curdistão, um país que não existe, para gravar os quatro episódios do programa “Que Mundo É Esse?”, que estreia no próximo domingo (26), às 23h, na GloboNews. Em foco, está a história dos curdos, o maior povo do mundo sem uma nação.

Durante o processo, as lentes de Michel captaram imagens lindas e raras do vasto território curdo e de sua gente, registrando situações e personagens ligados a temas cruciais da atualidade.

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Portugal celebra os 40 anos de liberdade de expressão, mas parece que não cumprirá os 41 anos

Governo e socialistas de acordo em censurar a imprensa
Governo e socialistas de acordo em censurar a imprensa. Foto: © Orlando Almeida/Globalimagens

“Portugal celebra os 40 anos de liberdade de expressão, mas parece que não cumprirá os 41 anos”, escreve o El País, a propósito do projeto que obriga a “visto prévio” da cobertura das eleições.

“Portugal celebra os 40 anos de liberdade de expressão, mas parece que não cumprirá os 41 anos”. Começa assim o texto do El País, jornal de referência em Espanha, publicado quinta-feira à noite, a propósito do projeto de lei que deverá dar esta sexta-feira entrada na Assembleia da República e que revê a lei do tratamento jornalístico das campanhas eleitorais. O ponto mais controverso refere-se à imposição aos media do envio de um plano de tratamento jornalístico antes do início da pré-campanha. Em Portugal, gerou-se uma onda de indignação no seio da comunicação social e nas redes sociais. O país vizinho foi rápido a reagir, dando destaque ao projeto de lei que obriga não só à aprovação de um plano de cobertura eleitoral como a que o espaço dedicado à opinião não exceda o da informação.

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Ilha de Ascensão: Como eles espionam

Foi a partir da ilha de Ascensão, a 2,5 mil quilômetros do Recife, que agentes de Barack Obama conseguiram bisbilhotar conversas telefônicas e trocas de e-mails da presidente Dilma Rousseff.

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A cerca de 2,5 mil quilômetros do Recife (PE), numa região inóspita do Atlântico Sul, existe uma pequena ilha de colonização britânica chamada Ascensão. É lá que os agentes de Barack Obama captam aproximadamente dois milhões de mensagens por hora. São basicamente conversas telefônicas, troca de e-mails e posts em redes sociais. É dessa pequena ilha que os técnicos da NSA, uma das agências de inteligência dos Estados Unidos, vêm bisbilhotando as conversas da presidenta Dilma Rousseff e de alguns de seus ministros mais próximos, segundo especialistas ouvidos por ISTOÉ na última semana. A ilha de Ascensão tem apenas 91 quilômetros quadrados e seria irrelevante se não estivesse numa posição estratégica, a meio caminho dos continentes africano e sul-americano. Ao lado de belas praias, sua superfície abriga poderosas estações de interceptação de sinais (Singint), que se erguem como imensas bolas brancas. Elas integram um avançado sistema de inteligência que monitora em tempo real todas as comunicações de Brasil, Argentina, Uruguai, Colômbia e Venezuela e fazem parte de um projeto conhecido como Echelon (leia quadro à pág. 46), que envolve, além dos Estados Unidos, Reino Unido, Nova Zelândia, Austrália e Canadá.

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EUA e Cuba: estancando sangrias

BARACK OBAMA PANAMA

O histórico aperto de mãos entre os presidentes Raúl Castro e Barack Obama, na 7ª Cúpula das Américas – a primeira com a participação de Cuba -, deve ser comemorado pelo retorno público do diálogo entre os dois países. A aproximação norte-americana é uma vitória para o valente povo cubano que resiste ao impiedoso embargo econômico de meio século. Mas há muito a analisar sobre o repentino “abraço de urso” da potência estadunidense.

Cuba tem sido um país firme no embate que as nações latinas têm travado ao longo da História contra a tentativa de unilateralidade imposta pelos Estados Unidos. A ilha governada por Raúl Castro sofre com as consequências econômicas do embargo, além de constantes ataques publicitários anti-socialismo por parte dos governos americanos. Apesar disso, conseguiu sobressair-se em sua realidade, mantendo políticas públicas de referência internacional em saúde e educação, por exemplo.

A vitória de Cuba também se dá com a ajuda internacional, que envolveu nos últimos anos mais de 40 mil entidades de apoio ao país, inclusive no Brasil, junto dos constantes apelos dos chefes de Estado latinos. A mudança de forças econômicas no mundo, rompendo a hegemonia estadunidense, e a entrada de novos mercado competitivos, como a China, também são parte deste desfecho. No mais, cresceu muito no país da América do Norte a opinião pública contra as restrições impostas ao povo cubano.

Neste contexto, a Cúpula das Américas tem muito a saudar, principalmente na força que o presidente Raúl Castro tem demonstrado ao negociar as sanções com o EUA, como a que listava Cuba como país pró-terrorismo. Se de um lado vemos passos na direção de avançar, de outro prossegue o desrespeito à soberania de outros países, em manobras que tem como objetivo a desestabilização de governos progressistas e à esquerda.

Desde março, Obama vem aplicando sanções de altíssima gravidade à Venezuela por meio de seus altos-comissários, como proibição de entrada no país e congelamento de bens. Para a chanceler Delvy Rodríguez, a movimentação dos Estados Unidos representa lentos passos para uma futura intervenção militar, objetivando recursos naturais estratégicos e a estatal petroleira PDVSA.

Na tentativa de desestabilizar o governo de Nicolás Maduro, como já ocorreu em outros países vizinhos, através de arrochos diplomáticos e embates internacionais, o Estados Unidos trilha o caminho que sempre tomou na história da América Latina: o de apunhalar e saquear os países tardiamente em desenvolvimento, fomentando, inclusive, rupturas democráticas. E o Brasil não está longe disto. Independente da concordância ou não com as políticas adotadas por este ou aquele governo é preciso defender a soberania das nações.

Em 2009, ironicamente durante a 5ª Cúpula das Américas, Obama recebeu das mãos de Eduardo Galeano uma de suas obras mais geniais: “As veias abertas da América Latina”. O livro, escrito há 40 anos, expõe com máxima modernidade a exploração imperialista que rendeu à América do Sul um crescimento tardio e abaixo dos níveis internacionais de desenvolvimento humano. Escreveu ele: “… é a América Latina, a região das veias abertas. Desde o descobrimento até nossos dias, tudo se transformou em capital europeu ou, mais tarde, norte-americano…”.

Para abandonar o subdesenvolvimento histórico, os países da Unasul devem firmar posição resistente à atual influência norte-americana na soberania dos países latinos, com governos eleitos democraticamente, assim como o povo cubano resistiu de forma corajosa por tanto tempo. A verdade é que o “sangramento”, agora na Venezuela, precisa ser estancado o quanto antes.

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