Arquivo da categoria: Cidades

Califórnia passa a exigir energia solar em novas residências

painel-de-energia-solar-da-renova-green-1471386376072_615x300
Painel Solar instalado em residência (Reprodução)

 

A Califórnia acaba de emitir o sinal mais claro de que a geração de energia em telhados está deixando de ser um nicho do mercado e se tornando a norma.

Na quarta-feira (9), o estado se tornou o primeiro dos EUA a exigir painéis solares em quase todas as novas residências. A maioria das novas unidades construídas após 1º de janeiro de 2020 será obrigada a incluir sistemas solares como parte dos padrões adotados pela Comissão de Energia da Califórnia.

Embora seja um impulso para a indústria solar, os críticos alertaram que a medida também elevará em quase US$ 10 mil o custo de comprar uma casa. As ações da Solar subiram com a decisão. As ações das construtoras residenciais caíram.

A medida ressalta como os painéis solares de telhado, que antigamente eram um luxo reservado às casas de proprietários ricos com tendências ecológicas, estão se tornando uma fonte de energia convencional, com a Califórnia –o maior mercado de energia solar do país– abrindo o caminho.

Continuar lendo Califórnia passa a exigir energia solar em novas residências

Utopia americana na Amazônia

Na floresta amazônica, as ruínas da terra da fantasia de Ford

A selva amazônica já engoliu o campo de golfe Winding Brook. Enchentes arrasaram o cemitério, deixando para trás um monte de cruzes de concreto. O hospital de cem leitos projetado pelo aclamado arquiteto de Detroit Albert Khan foi destruído por saqueadores.

Diante da escala de decadência e decrepitude nesta cidade –fundada em 1928 pelo empresário Henry Ford em paragens longínquas da bacia Amazônica–, eu não esperava encontrar as residências imponentes, muitas delas bem preservadas, na Palm Avenue. Mas lá estavam elas, graças aos invasores.

“Esta rua foi um paraíso dos saqueadores. Os ladrões levaram móveis, maçanetas, tudo o que os americanos deixaram para trás”, disse Expedito Duarte de Brito, 71, um leiteiro aposentado que vive em uma das casas construídas para os gerentes de Ford no que deveria ser uma cidade de plantação utópica. “Eu pensei: ‘Ou eu ocupo este pedaço da história ou ele se somará às outras ruínas de Fordlândia'”, disse Brito.

Bryan Denton/The New York TimesBryan Denton/The New York Times

Capital federal faz aniversário

Brasília faz 55 anos sem alcançar maturidade econômica

Dependência do setor público aumentou na última década

Distrito Federal é o local onde existe a maior distância entre pobres e ricos

Sérgio Lima/Folhapress - 16.mai.2005

A capital planejada do Brasil comemora 55 anos nesta 3ª feira, 21 de abril, emitindo sinais de que não pretende reduzir a dependência de sua economia do setor público.

Na última década, a participação da administração pública no PIB (Produto Interno Bruto) de Brasília permaneceu estável, com leve alta. Na outra ponta, o impacto do comércio, indústria e agricultura na produção de riqueza diminuiu.

 

Continuar lendo Capital federal faz aniversário

Praia de Ipanema recebe show em apoio à ‘Hora do Planeta’

Campanha pede que pessoas apaguem as luzes por 60 minutos.
Playing For Change e Hamilton de Holanda são algumas das atrações.

 © Copyright G1

Uma multidão se reuniu na Praia de Ipanema, na noite deste sábado (28), para acompanhar os shows que apoiam a “Hora do Planeta”. A ação pede que população, governos e empresas apaguem as luzes por 60 minutos, das 20h30 às 21h30, em um ato simbólico global por soluções para as mudanças climáticas.

Apresentam-se em apoio à causa global o grupo Playing For Change e os músicos Hamilton de Holanda, Rodrigo Sha e Eduardo Neves, além do DJ Nado Leal.

O bondinho do Pão de Açúcar, o Jardim Botânico, o Pão de Açúcar, o MAM, o MAC de Niterói e o Shopping Rio Sul são alguns locais que vão aderirar à campanha e terão suas luzes apagadas.

Hora do Planeta tem show em Ipanema (Foto: Beta Saad/Arquivo Pessoal)
Hora do Planeta tem show em Ipanema (Foto: Beta Saad/Arquivo Pessoal)

Hora do Planeta “apagou” a Torre Eiffel durante cinco minutos

Por razões de segurança, o monumento mais visitado do mundo não se manteve às escuras durante uma hora.

Agora vê-a, agora... menos. Durante cinco minutos a Torre Eiffel esteve sem luzes decorativas
Durante cinco minutos a Torre Eiffel esteve sem luzes decorativas Fotografia © EPA/ETIENNE LAURENT

A emblemática Torre Eiffel, em Paris, esteve hoje com luzes apagadas durante cinco minutos, para assinalar a Hora do Planeta, uma iniciativa que se comemora em todo o mundo contra o aquecimento global.

A Hora do Planeta cumpre-se durante uma hora, mas, por razões de segurança, o monumento mais visitado do mundo só esteve com as luzes desligadas durante cinco minutos, constatou um fotógrafo da agência de notícias francesa AFP.

Ao todo, em Paris, cerca de 300 monumentos estiveram, a partir das 20:30 (horário local), às escuras.

Para a organização ambientalista WWF, que promove a iniciativa pela nona vez, a ideia não é poupar eletricidade, mas lembrar o custo do consumo de energia para o planeta e exigir compromissos internacionais fortes para travar o aquecimento global.

Paris vai acolher este ano, entre 30 de novembro e 11 de dezembro, a conferência mundial sobre alterações climáticas.

A Hora do Planeta 2015 teve, de acordo com a WWF, a adesão de mais de 170 países, incluindo Portugal, onde se esperava que monumentos como o Palácio da Pena, em Sintra, estivessem sem luzes acesas durante uma hora, entre as 20:30 e as 21:30.

A Ponte de Sydney, na Austrália, a Torre Taipei, um dos edifícios mais altos do mundo, em Taiwan, bem como as torres gémeas Petronas, em Kuala Lumpur, na Malásia, também ficaram às escuras.

O Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, a Sagrada Família, em Barcelona, a Times Square, em Nova Iorque, o Big Ben, em Londres, a Catedral de Colónia e a Acrópole de Atenas constavam também da lista de locais com luzes apagadas.

© Copyright Diário de Notícias Portugal

Aracaju participa da ‘Hora do Planeta’ e deve apagar luzes por 60 minutos

Movimento sugere que luzes sejam apagadas das 20h30 às 21h30 de hoje.
Ato simbólico espera sensibilizar a população contra o aquecimento global.

A ‘Hora do Planeta’ acontece neste sábado (28) em todo o mundo. Em Aracaju será das 20h30 às 21h30 quando algumas empresas, residências órgãos públicos apagarão as luzes como ato simbólico em combate ao aquecimento global.

A iniciativa é promovida pela Rede WWF e está na sétima edição. No Brasil, mais de 100 cidades já aderiram a esse movimento. Aracaju faz parte desta lista com o Centro Administrativo Olímpio Campos e a sede da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Sema).

“É um momento de conscientização dos aracajuanos para o grande estágio de degradação que está o nosso planeta. O ato simbólico é uma corrente mundial para despertar, chamar a atenção e convidar as pessoas a cuidarem melhor da Terra”, destaca o secretário municipal do Meio Ambiente, Eduardo Matos.

© Copyright G1

Hora do Planeta apagará as luzes para lembrar debate sobre clima

Cerca de 170 países e territórios já confirmaram sua participação

 
Hora do Planeta apagará as luzes para lembrar debate sobre clima  FÁBIO MOTTA/ESTADÃO CONTEÚDO/
Cristo Redentor é um dos monumentos ao redor do mundo que desligará as luzes no sábado à noite Foto: FÁBIO MOTTA/ESTADÃO CONTEÚDO

Centenas de edifícios simbólicos nas principais cidades ao redor do mundo, da Torre Eiffel, em Paris, até o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, apagarão as luzes no sábado como parte de uma campanha global contra as alterações climáticas, realizada há vários anos.

O evento anual promovido pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF), quer que durante 60 minutos as pessoas, cidades, empresas e organizações desliguem as luzes, começando às 20h em cada localidade, a fim de alertar sobre os riscos ambientais que o planeta enfrenta.

Esta será a nona edição do evento, que tem como objetivo economizar não só eletricidade, mas também criar a consciência sobre a necessidade de fontes de energia sustentáveis, além de solicitar compromissos políticos para frear o aquecimento global.

— Cerca de 170 países e territórios já confirmaram sua participação, mais de 1.200 lugares e 40 locais declarados patrimônio da Unesco — disse à AFP o organizador da Hora do Planeta, Sudhanshu Sarronwala.

Durante a Hora do Planeta, o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, a Acrópole, em Atenas, o Castelo de Edimburgo, o Big Ben, em Londres, o centro histórico de Quito, a Times Square em Nova York e a ponte de Sydney apagarão as luzes.

O evento ocorre antes de uma importante reunião política em dezembro, em Paris, que tem como objetivo chegar a um acordo para reduzir as emissões de CO2 e dias antes do término do prazo para todas as partes apresentarem seus compromissos.

A Hora do Planeta, que começou como uma pequena demonstração simbólica em Sydney, em 2007, tornou-se um fenômeno global, que também tem um toque festivo.

O slogan deste ano é “use seu poder para mudar a mudança climática”, que deu origem a inúmeras iniciativas em diferentes lugares, como uma festa de dança Zumba com trajes que brilham no escuro nas Filipinas, ou jantar à luz de velas em restaurantes de Londres e até uma pista de dança com o seu próprio gerador sob a Torre Eiffel.

De acordo com Mike Berners-Lee, um consultor privado especialista em energia, a Hora do Planeta é uma maneira muito eficaz de enviar uma mensagem e dizer que as pessoas “realmente se importam com o sucesso da reunião de Paris”.

— Apagar a luz por uma hora não é muito em termos de economia de emissões de carbono. O que importa é que eles estão enviando uma mensagem de que você deveria ser preocupar com esse tipo de coisa — disse à AFP.

Estima-se que nove milhões de pessoas em 162 países participaram no ano passado na Hora do Planeta, segundo dados da WWF.

Para Sarah Olexsak, autora de um estudo sobre o impacto da Hora do Planeta que mediu os resultados em 10 países em seis edições da iniciativa, afirma que, em média, se registra uma queda de 4% no consumo de energia elétrica durante os 60 minutos do evento.

— Constatamos que uma mudança de comportamento em larga escala tem resultados mensuráveis — explicou ela à AFP.

De acordo com a pesquisadora, a mudança de comportamento em grande escala começa com um pequeno passo e participação na Hora do Planeta é um compromisso para salvar energia que pode ser levado para outras áreas de suas vidas.

© Copyright AFP / UOL

São Paulo adere à Hora do Planeta 2015

img_20150325_152511_654
A Superintendente de Comunicação, Marketing e Engajamento do WWF-Brasil Renata A. Soares ao lado do Secretário do Verde e Meio Ambiente Wanderley Meira do Nascimento © WWF-Brasil

A capital paulista oficializou sua participação na Hora do Planeta 2015 e irá apagar seus maiores símbolos: a fonte do Parque do Ibirapuera, o Monumento às Bandeiras, o Theatro Municipal e a Ponte Estaiada. O termo foi assinado pelo Secretário do Verde e Meio Ambiente Wanderley Meira do Nascimento. A Secretaria de Estado da Cultura também se mobilizou e irá desligar as luzes das fachadas da Sala São Paulo, da Pinacoteca do Estado de São Paulo, do Museu da Imagem e do Som (MIS), do Museu da Língua Portuguesa e da Casa das Rosas.

Mas a participação da cidade não para por aí. Somando-se aos pontos listados no Termo de Adesão da Prefeitura e aos informados pela Secretaria, serão também apagados os túneis do Metrô administrados pela ViaQuatro e o prédio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) – onde haverá projeção de vídeos sobre a Hora do Planeta na Galeria Digital (à partir das 20h) e uma contagem regressiva para o apagar de luzes País afora com início às 20h29.

Estabelecimentos comerciais e prédios privados da capital também participam do maior ato global contra as mudanças climáticas, como os hotéis Meliá International, Staybridge Suites e Grand Hyatt, e os shoppings Metrô Itaquera, Tietê Plaza, Plaza Sul, Interlagos, Continental e Bourbon – que estão programando diversas atividades de engajamento para o público, funcionários e parceiros.

Em São Paulo, a Hora do Planeta tem as rádios Eldorado e Estadão como canais oficiais. As emissoras encamparam o movimento com a veiculação de spots de personalidades – como como a jornalista Marília Gabriela, e os atores Cissa Guimarães e Leopoldo Pacheco – e a divulgação de notícias sobre a campanha.

Como as cidades podem participar?
Para participar da Hora do Planeta 2015, as cidades brasileiras devem entrar em contato pelo e-mail cidades@wwf.org.br ou pelo telefone (11) 3061-0121. A partir deste contato, será enviado um Termo de Adesão que deve ser assinado por uma autoridade municipal, formalizando a participação no movimento. Ao realizar seu cadastro, o município também recebe o guia Como Participar – Governos, com dicas para envolver a comunidade e divulgar sua participação em mídias locais – além de recomendações quanto à segurança (como, por exemplo, não apagar a iluminação pública de ruas e avenidas). Todas as cidades brasileiras participantes são citadas em matérias e entrevistas aqui no site e nas redes sociais do WWF.

Festival Hora do Planeta
A sétima edição da Hora do Planeta no Brasil acontece no sábado, 28 de março, quando milhares de cidades, empresas e pessoas apagam as suas luzes, entre 20h30 e 21h30, em um grande alerta global contra as mudanças climáticas. Para celebrar a data, o WWF-Brasil promove um grande show gratuito no Rio de Janeiro, na Praia de Ipanema (Posto 10). O evento será no sábado 28 de março, a partir das 16h, e terá como principal atração o coletivo internacional de artistas Playing For Change e o músico Hamilton de Holanda. Também se apresentam Rodrigo Sha, Eduardo Neves e o DJ Nado Leal. Todo o espetáculo será realizado com gerador de biocombustível e com o patrocínio da Ambev, Banco do Brasil e Grupo Malwee. Além da TAM Linhas Aéreas, transportadora oficial da ação no Brasil, e da Globo que apoia o evento.

© Copyright WWF

Poluição do mar e dos rios causa prejuízos para economia das cidades

Com mais praias limpas, receitas dos hotéis poderiam aumentar em até R$ 882 milhões/ano, calcula Associação Brasileira da Indústria de Hotéis.

Este domingo (22) é o Dia Mundial da Água. Já imaginou se todas as nossas praias, rios e lagoas estivessem livres da poluição? Além de bom para a saúde, seria saudável também para a economia.

Uma cidade maravilhosa cercada de águas, nem sempre limpas. Nas praias, quase 27% das amostras coletadas no ano passado desaconselharam o banho de mar. Nos rios, a situação é ainda pior. Dos 15 pontos de coleta analisados no município do Rio, nenhum apresentou qualidade ótima ou boa. Apenas cinco estão em situação regular. Nos outros dez rios, a qualidade da água foi considerada ruim.

Quem mora na cidade já se acostumou a ver imagens de rios poluídos, cheios de esgoto sem tratamento e lixo flutuante. Mas o que não se viu ainda é a conta que o Jornal Nacional vai mostrar. São números importantes e surpreendentes que revelam como a despoluição total das nossas águas pode impactar de forma direta a saúde, a qualidade de vida e a economia da cidade. Com mais praias limpas, as receitas dos hotéis poderiam aumentar em até R$ 882 milhões por ano.

“Nós estamos falando em 12% de perda de ocupação na oferta hoteleira. Se você calcular isso, dá cerca de 7 mil quartos que deixam de ser ocupados por dia, fruto dessa poluição. Fora que o turista vem e faz compras aqui. O prejuízo é muito grande”, calcula Alfredo Lopes, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis.

Quem vive de atividades aquáticas vê no Rio de Janeiro um potencial para virar um grande polo de lazer, principalmente na Baía de Guanabara.

“É todo um comércio relacionado a esse lazer. Nós estamos falando de quiosques, de restaurantes, de bares. Hoje, o Rio de Janeiro perde uma fortuna por não ter condições de água adequadas. Isso o poder público precisa entender, de que mais que um custo é o melhor investimento que o Rio de Janeiro pode fazer”, diz Marco Aurélio Ribeiro, presidente da Confederação Brasileira de Vela.

Um dos maiores ganhos da água limpa é a redução do número de casos de doenças, como diarreia, hepatite e leptospirose, entre outras. Água limpa traz saúde, qualidade de vida e desenvolvimento econômico para qualquer cidade.

Prefeitura de SP planta árvores no asfalto e levanta polêmica

Sete espécies de árvores foram escolhidas, entre eles ipê, caroba, carobinha e cássia.
Sete espécies de árvores foram escolhidas, entre eles ipê, caroba, carobinha e cássia.

Nesta semana, a prefeitura de São Paulo iniciou testes para buscar novas alternativas que ampliem o plantio de árvores na capital. Um projeto piloto, batizado de “Árvore no Asfalto”, em Cidade Patriarca, bairro localizado na zona leste, já plantou 70 mudas no asfalto, entre as duas mãos de circulação de veículos e em ilhas, no cruzamento das vias.

“Nós estamos desenvolvendo novas metodologias de plantio, levando em consideração as características da cidade: as calçadas são estreitas, então a árvore ocupa um espaço precioso na calçada, necessário para o cadeirante ou para a pessoa com deficiência, e a fiação, com o que as árvores convivem mal”, afirmou Haddad. Segundo o prefeito, os testes são supervisionados por agrônomos e engenheiros da CET.

Novas alternativas serão testadas ainda neste primeiro semestre de 2015. O objetivo é ampliar a quantidade de verde na cidade, que conta com menos de um milhão árvores em vias públicas. As árvores no ambiente urbano oferecem mais qualidade de vida à população, pois reduzem as ilhas de calor, atenuam a poluição atmosférica e sonora e oferecem mais conforto para os pedestres.

Foto: Fabio Arantes/SECOM

De acordo com levantamentos realizados pela Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, a região leste é a que apresenta maior déficit de árvores por habitante.

“A árvore na cidade tem adversidades: tem o solo, a qualidade do ar, a fiação. Ao longo da história o planejamento urbano não contemplou o pedestre, então tem muitos lugares onde ou tem espaço para o pedestre ou para a árvore. Então o plantio no asfalto é uma alternativa para deixar a cidade mais verde. Na Europa e no Canadá há projetos de plantio muito semelhantes”, explicou o secretário Wanderley Meira do Nascimento (Verde e Meio Ambiente).

Foto: Fabio Arantes/SECOM

Nesta primeira etapa do projeto, sete espécies de árvores foram escolhidas, entre eles ipê, caroba, carobinha e cássia. As espécies plantadas são de médio e grande porte, com raiz pivotante, que não se espalha lateralmente. A medida visa justamente evitar a deformação do pavimento no futuro. No plantio, são também utilizados anéis de concreto que direcionam as raízes para camadas mais profundas do solo.

Outros cuidados foram de verificar se no local de plantio existem redes subterrâneas de concessionárias, como água, esgoto ou gás, ou fiação elétrica. Em seis meses, os ipês plantados começarão a ter flores.

Foto: Fabio Arantes/SECOM

Critérios técnicos

O projeto piloto estabelece que as árvores podem ser plantadas em vias pavimentadas que apresentam um volume diário médio de tráfego abaixo de 2.500 veículos, leito carroçável com 12 metros ou mais de largura, e que não sejam corredores de carga ou de ônibus.

O plantio sobre o asfalto possui baixo custo de implantação e uma única equipe consegue plantar cerca de 30 árvores por dia. Para delimitar a faixa de plantio, a CET implementou sinalização horizontal, com duas faixas contínuas e zebradas. Além disso, o plantio é interrompido com pelo menos sete metros de distância das esquinas transversais, de modo a garantir a visibilidade de motoristas e pedestres.

Foto: Fabio Arantes/SECOM

Iniciativa divide opiniões

Apesar da boa intenção, as árvores não estão sendo bem vistas por todos os olhos. O projeto acendeu um debate nas redes sociais aos favoráveis e contrários à decisão.

“É um protótipo para corrigir imperfeições, erros, estudos. No fundo, percebemos que todos são favoráveis e querem mudanças simples. Prototipar é isso mesmo tem que testar, ouvir, estudar, pesquisar e aprimorar”, afirma o especialista em mobilidade urbana Lincoln Paiva. Ele que assessora os projetos de ocupação urbana da prefeitura de São Paulo está entusiasmado com a quantidade de pessoas debatendo – seja  contra ou a favor do projeto.

Já para a jornalista e agricultora urbana Claudia Visoni, é importante dar mais espaço para planta se desenvolver. “Sou a favor e acho importantíssimo trazer mais verde e sombra para as ruas. É preciso, no entanto, aumentar a caixa para não sufocar as árvores (tornar maior o buraco no cimento, o manual de arborização da prefeitura tem as medidas necessárias). Acho que seria legal colocar árvores também próximas à calçada, no local de estacionamento de carros. Perde-se uma vaga (ou menos), mas ganha-se sombra”, defende.

Outra questão que tem rendido bastante discussão é a ausência de canteiro central, que para uns pode causar acidentes ou, pelo contrário, obrigar os condutores a dirigirem com mais atenção, reduzindo a velocidade nas avenidas. Ainda em fase de testes, a prefeitura afirma que os resultados serão avaliados junto com a população para definir a possibilidade de expansão do projeto.

Foto: Fabio Arantes/SECOM

Copyright CicloVivo