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Pequeno satélite brasileiro será lançado da ISS em outubro

O satélite de pequeno porte Serpens (Sistema Espacial para Realização de Pesquisa e Experimentos com Nanossatélites) será lançado da Estação Espacial Internacional (ISS) em outubro
O satélite de pequeno porte Serpens (Sistema Espacial para Realização de Pesquisa e Experimentos com Nanossatélites) será lançado da Estação Espacial Internacional (ISS) em outubro

O satélite de pequeno porte Serpens (Sistema Espacial para Realização de Pesquisa e Experimentos com Nanossatélites) será lançado da Estação Espacial Internacional (ISS) em outubro. A Agência Espacial Japonesa (Jaxa) realizou testes elétricos adicionais pedidos em razão do lançamento ser feito de um veículo espacial com tripulação. O Laboratório de Integração e Testes (LIT) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em São José dos Campos (SP), também testou o aparelho. O nanossatélite foi integrado e testado em fevereiro no LIT.

Em órbita, o pequeno satélite testará conceitos simples de recebimento, armazenamento e retransmissão de mensagens por sistema de rádio. O principal objetivo do projeto Serpens é a capacitação de engenheiros e técnicos, além de consolidar os novos cursos de engenharia espacial brasileiros. Participam também do projeto as universidades federais do ABC (Ufabc), de Santa Catarina (UFSC), de Minas Gerais (UFMG) e o Instituto Federal Fluminense (IFF).

O Serpens será transportado para a Jaxa em julho e para a ISS em agosto. Este é o terceiro CubeSat nacional a ser colocado no espaço, sendo o segundo a ser lançado do laboratório espacial. O primeiro foi o Aesp-14, desenvolvido em parceria entre o ITA e o Inpe.

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Nave russa não tripulada perde controle e cai em direção à Terra

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Nave russa Progress /Foto: Arquivo

Os operadores de voo russos perderam o controle da Progress, uma nave espacial sem tripulação que abasteceria a Estação Espacial Internacional (ISS) e que agora cairá na Terra, anunciou nesta quarta-feira uma fonte russa.

“Começou a cair”, disse o funcionário, que não quis se identificar.

De acordo com a fonte, os controladores de voo russos tentarão agora restabelecer duas vezes a conexão com a nave de carga, mas com poucas possibilidades de sucesso.

“É impossível saber quando cairá exatamente na Terra, depende de muitos fatores. Mas a queda acontecerá em condições incontroláveis”, explicou.

A Progress M-27M transporta material científico e produtos de primeira necessidade, como água e comida, mas sua perda não representará um problema para os seis astronautas que estão na ISS e que dispõem de vários meses de reserva.

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Da Estação Espacial, astronauta lança teste de geografia no Twitter

Scott Kelly, da Nasa, postará fotos da Terra para instigar usuários.

Quem acertar primeiro ganhará foto autografada pelo astronauta.

 

O astronauta da Nasa, Scott Kelly, vai desafiar os usuários do Twitter a descobrirem o local da Terra mostrado na foto feita da Estação Espacial Internacional (Foto: Divulgação/Nasa)
O astronauta da Nasa, Scott Kelly, vai desafiar os usuários do Twitter a descobrirem o local da Terra mostrado na foto feita da Estação Espacial Internacional (Foto: Divulgação/Nasa)

O astronauta americano Scott Kelly lançou nesta quarta-feira (22) um teste de geografia no Twitter, no qual publicará semanalmente uma foto capturada da Estação Espacial Internacional para que seus seguidores identifiquem sua localização.

Kelly está passando um ano na estação espacial com o cosmonauta russo Mikhail Kornienko para realizar uma pesquisa sobre como a mente e o corpo humanos aguentam longos períodos no espaço, antes de futuras missões mais longas a Marte nas próximas décadas.

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Cápsula Dragon de SpaceX chega à Estação Espacial Internacional

A cápsula não tripulada Dragon da companhia SpaceX chegou nesta sexta-feira à Estação Espacial Internacional (ISS), transportando alimentos e outros itens para os astronautas em órbita.

A astronauta da Agência Espacial Europeia Samantha Cristoforetti sincronizou a cápsula com o braço robótico da estação no momento em que a ISS se encontrava sobrevoando o norte do Pacífico, leste do Japão, informou a Nasa.

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Space X lança sonda com sucesso, mas pouso de foguete na Terra falha

O foguete não tripulado Falcon 9, da SpaceX, que carrega a cápsula Dragon, decola da plataforma de lançamento 40 na estação da Força Aérea de Cabo Canaveral, na Flórida (EUA)

A empresa particular Space X pôs em órbita nesta terça-feira (14) a sonda Dragon, com material para a Estação Espacial Internacional (ISS), mas não conseguiu o feito histórico de pousar sem danos a primeira fase de seu foguete Falcon 9.

O foguete Falcon 9 colocou em orbita a sonda Dragon com sucesso em 14 minutos, mas o fato mais importante deste lançamento de aparência rotineira foi a tentativa de pousar a primeira fase do foguete sem danos. O executivo-chefe da SpaceX, o magnata Elon Musk, comunicou em sua conta no Twitter que a colocação em órbita da sonda foi um êxito, mas não conseguiram a reentrada suave do foguete, que foi “brusca demais para sua sobrevivência”.

Os engenheiros da empresa espacial esperavam que os 42 metros do foguete pudessem descer à Terra de maneira suave e, por meio de correções automáticas, pousasse sem danos em uma plataforma flutuante no Oceano Atlântico.

A empresa SpaceX já tinha tentado em uma ocasião anterior, embora sem sucesso, que a primeira fase de seu foguete retornasse à Terra, freasse seu descenso e pousasse verticalmente na plataforma flutuante.

No entanto, desta vez parece que o foguete aterrissou com a velocidade adequada, mas, segundo Musk, “um excesso de velocidade lateral o levou a inclinar-se e desaprumar-se após a aterrissagem”.

Uma aterrissagem bem-sucedida seria um marco no desenvolvimento espacial ao permitir a reutilização dos foguetes e economizar custos, um dos objetivos do programa da Nasa para fechar contratos com empresas privadas após o fim das missões da nave espacial.

A sonda Dragon transporta experimentos e equipamentos para a ISS, entre eles uma cafeteira para que os astronautas possam preparar café em seu lar a 400 quilômetros de altura.


 

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Como os astronautas veem a Terra lá de cima?

Foto tirada da Estação Espacial Internacional (ISS na sigla em inglês) focaliza a Costa Leste dos Estados Unidos, com as luzes de Boston ao fundo
Foto tirada da Estação Espacial Internacional (ISS na sigla em inglês) focaliza a Costa Leste dos Estados Unidos, com as luzes de Boston ao fundo

Às vezes é preciso sair de um lugar para apreciá-lo.

Os humanos não deixaram exatamente a Terra. Na verdade, faz cerca de 40 anos que os representantes desta antiga espécie de voadores pelo espaço conseguiram se deslocar algumas centenas de quilômetros além da superfície do nosso planeta.

Hoje, o voo espacial humano, tal como é, está centrado na Estação Espacial Internacional. Ela se move pesadamente ao redor da Terra a cerca de 400 quilômetros de altitude, entrando e saindo da escuridão a cada 90 minutos, em média. Ela é tripulada por seis astronautas que passam o tempo – quando não estão cantando músicas de David Bowie – fazendo a manutenção e conduzindo experimentos médicos e científicos. Um novo conjunto de investigações irá examinar os gêmeos cósmicos, Scott e Mark Kelly, como um par de relógios geneticamente sincronizados – uma na estação, outro na Terra – durante um ano para ver o que acontece.

A Estação Espacial Internacional custou aproximadamente US$ 100 bilhões. Desde que este gigante brinquedo de montar começou a tomar forma, gurus, cientistas, políticos e fãs da exploração espacial têm defendido o que ela é e se vale a pena.

Um dos benefícios pouco conhecidos a respeito da estação espacial é o fato de ela estar na altitude certa para fotografar coisas na Terra. Toda semana, os astronautas a bordo da estação espacial gravam imagens de coisas que gerariam inúmeras manchetes se as víssemos como um dos milhares de planetas que agora sabemos circular outras estrelas.

O Dia da Terra está chegando, então vale a pena dar uma olhada.

Lá de cima, nós podemos ver como a geologia se tornou o destino. Este é o único lugar conhecido no universo onde as forças primordiais – as que fizeram brotar nossas cadeias de montanhas, sulcos de cânions, fitas serpenteantes de água e limo, espirais de nuvens, vulcões, continentes deslizando um para baixo do outro, uma crosta que se divide e expele fogo – conspiraram para gerar a vida.

A Terra é habitável – isto é, temperatura suficiente para água líquida na superfície – há quatro bilhões de anos, dizem os geólogos, regulada pelo fluxo e refluxo de dióxido de carbono na atmosfera e na crosta. Lavado da atmosfera pela chuva, esse gás do efeito estufa desgasta rochas, carregando sílica, cálcio e compostos de carbono para o oceano e, por fim, para baixo do leito oceânico. Milhões de anos depois, o dióxido de carbono é lançado por vulcões, reabastecendo a atmosfera.

O termostato se regula sozinho. Quanto mais dióxido de carbono na atmosfera, mais violento é o clima e com maior velocidade o gás é levado pela chuva. Quando se esfria, existe menos chuva e o dióxido de carbono volta a se acumular.

Tendo uma chance na forma de ambiente estável, a vida prospera de formas inesperadas. Lá de cima, o mundo inteiro parece um organismo só, um mercado de troca de genes – e, como demonstrado pelas luzes vistas de cima, um sistema nervoso cada vez mais complicado e espalhafatoso, mais aparente para o resto do cosmos.

A glória da Terra são seus oceanos azuis, o berço da vida que conhecemos. Um dia, talvez achemos outra – Terra 2.0 como é às vezes chamada.

O azul-marinho do nosso planeta é tão impressionante que apareceu na câmera da Voyager 1 a seis bilhões de quilômetros de distância em 14 de fevereiro de 1990 e, novamente, posando ao longe, além dos anéis de Saturno, para a câmera da sonda espacial Cassini em 19 de julho de 2013.

A terceira rocha a partir do Sol é um ponto azul pálido, o único que conhecemos. À medida que o tempo passa e cresce a lista de presença dos exoplanetas achados pelo telescópio Kepler, da Nasa, e outras iniciativas se desenvolvem, não consigo parar de pensar que o planeta parece cada vez mais raro.

Como escreveu T. S. Eliot em “Quatro Quartetos”:

“Não paremos de explorar,

E o fim das nossas explorações

Será chegar aonde começamos

E conhecer o lugar pela primeira vez.”

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Astronautas embarcam para missão de um ano na ISS

- Os astronautas embarcam na nave espacial Soyuz TMQ-16M nesta sexta-feira (27). No topo, Mikhail Kornienko, cosmonauta da agência espacial russa (Roscosmos), no centro o astronauta da Nasa Scott Kelly e o cosmonauta Gennady Padalka, também da Roscosmos.
– Os astronautas embarcam na nave espacial Soyuz TMQ-16M nesta sexta-feira (27). No topo, Mikhail Kornienko, cosmonauta da agência espacial russa (Roscosmos), no centro o astronauta da Nasa Scott Kelly e o cosmonauta Gennady Padalka, também da Roscosmos.

O astronauta norte-americano Scott Kelly, 50, embarcou juntamente com os russos Mikhail Kornienko, 54, e  Gennady Padalka, 56, para uma missão na Estação Espacial Internacional (ISS). Kelly e Kornienko vão ficar 342 dias na missão e Padalka, seis meses. Eles partiram no foguete Soyuz, da base do Cazaquistão, nesta sexta-feira (27), às 16h42, horário de Brasília. A viagem até a ISS dura seis horas.

Kelly e Kornienko serão os primeiros astronautas a ficar tanto tempo em órbita, quase um ano. Padalka vai bater o recorde pessoal, por ter sido o ser humano a ter ficado o maior tempo no espaço. Ele já passou mais de 710 dias em órbita, levando em conta passagens pela estação espacial russa Mir e mais três estadias na ISS. Kelly e Kornienko participarão de um estudo da Nasa para analisar o efeito da gravidade zero e de voos espaciais no corpo e na mente do ser humano. O objetivo a longo prazo da agência espacial americana (Nasa) é utilizar esses dados no momento de uma missão tripulada a Marte.

O irmão gêmeo de Scott, Mark Kelly, astronauta aposentado, vai participar também do estudo da Nasa, só que da Terra. Ele servirá como “controle” para que seja feita a comparação dos efeitos do espaço no corpo humano. Ele será monitorado periodicamente e seus sinais vitais serão comparados com os do irmão. Scott Kelly disse à agência AFP estar preocupado com o efeito das radiações e da microgravidade. A estadia prolongada afeta o sistema imunológico, reduz a densidade óssea e atrofia os músculos. A falta de gravidade também afeta a visão. “Espero que isto não seja muito difícil e que possamos continuar vivendo e trabalhando no espaço durante períodos mais longos”, disse.

“Com a ISS vamos descobrir se os exercícios físicos intensivos durante as estadias orbitais são eficazes para proteger os astronautas”, explicou a cientista da Nasa Julie Robinson, à agência AFP. Assim como em suas estadias anteriores a bordo da ISS, Scott Kelly vai passar uma parte de seu tempo lendo e vendo jogos de basquete e hóquei na televisão. Além disso, ele tem a intenção de levar um diário onde vai registrar suas experiências e impressões. Kelly disse que sentirá muita falta de sua família.

Os três astronautas vão se unir a outros três oficiais que participam da missão de número 43. Em maio, terá início a Expedição 44, sob o comando do russo Gennady Padalka. Ele se tornará o primeiro astronauta a comandar quatro missões espaciais. A primeira tripulação a morar na ISS chegou em 2 de novembro de 2000. Desde então, a Estação esteve continuamente ocupada.

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