Eclipse solar anelar é visto na Austrália

Fenômeno aconteceu nesta terça-feira; ESA divulgou imagens

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A ESA (Agência Espacial Europeia) divulgou imagens de um eclipse solar visto na Austrália. O eclipse desta terça foi anelar, ou seja, o Sol apareceu na forma de um anel ao redor da Lua.

O eclipse solar aconteceu nesta terça-feira e as imagens foram feitas por equipamento de acompanhamento solar da agência europeia.

O eclipse pôde ser visto somente na Austrália e na Antártida.

O próximo eclipse solar ocorrerá no dia 23 de outubro e poderá ser observado na América do Norte e Oceano Pacífico.

Ao vivo: Transmissão do raro Eclipse Solar anelar da Antártida

eclipse_anelar_01Acontece logo mais um eclipse solar anelar, quando a Lua entra na frente do Sol mas não consegue cobrir totalmente o seu disco luminoso, deixando uma “sobra” de Sol, uma beiradinha aparente da nossa estrela em volta do disco escuro da Lua. A imagem acima mostra o ápice de um eclipse solar anelar. Lindo, não?

O evento, infelizmente, não poderá ser visto no Brasil pois começará logo depois do fim do dia, quando o Sol para nós brasileiros já estará abaixo do horizonte.

Pelo fato da Lua estar se aproximando do apogeu, o ponto mais distante na sua órbita elíptica, seu tamanho aparente não será grande o suficiente para cobrir completamente o disco solar. Um raro, eclipse fora do centro, à fase anelar durará no máximo 49 segundos. Nesse ponto auge o Sol aparecerá como um anel de fogo.

Por outro lado, um eclipse parcial do Sol com a Lua cobrindo no mínimo alguma parte do Sol será visto numa região bem mais ampla no hemisfério sul, incluindo parte da Austrália á tarde.


A observação será muito maior para o eclipse solar parcial de outubro, que será visível no Atlântico Norte  inclusive na América do Norte.

A Slooh irá transmitir as fases parciais do eclipse solar anelar a partir da Austrália (se o clima no local estiver favorável). Cobertura começará nesta madrugada, 29 de abril a partir das 3 horas (horário de Brasília). O fluxo de imagens ao vivo será acompanhado por debates (em inglês) liderados pelo anfitrião da Slooh Geoff Fox e diretor do Observatório Paul Cox.

A Slooh também irá contar com o especialista convidado Dr. Lucie Green, um colaborador da BBC e pesquisador solar no Mullard Space Science Laboratory.

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:: O Fenômeno

Um eclipse solar acontece quando a Lua passa na frente do Sol. A Lua e o Sol, vistos da Terra, têm tamanho aparente praticamente igual, em torno de meio grau. Por esta coincidência, é comum a Lua cobrir o disco solar num eclipse solar total.

No entanto, como a  órbita da Terra em torno do Sol é eliptica tanto quanto elíptica é a órbita da Lua ao redor da Terra, as distâncias Terra-Sol e Lua-Terra variam no tempo. Quando coincide de, num eclipse solar, a Lua estar um pouco mais longe de nós e/ou o Sol um pouco mais perto da Terra, o tamanho aparente da Lua fica ligeiramente menor que o tamanho aparente do Sol. Neste caso, a Lua deixa um “anel de fogo” aparente que corresponde à borda solar bem brilhante, contrastando com o disco escuro opaco central do nosso satélite.

É um belíssimo espetáculo!

Nasa tem planos ambiciosos para chegar à lua oceânica de Júpiter

 Agência planeja mandar um satélite orbital a Europa, como parte de um grupo de sondas internacionais programadas para explorar os arredores de Júpiter, que pode incluir até um pouso nesta intrigante lua

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Uma elaborada coreografia de espaçonaves vai se desenrolar na década de 2020 entre Júpiter e suas luas, descobertas por Galileu, se os planos atualmente em discussão na Nasa e em outras agências espaciais forem aprovados nos próximos anos. O principal desses empreendimentos coordenados e colaborativos será a órbita de – e um possível pouso em – Europa, um mundo cientificamente intrigante onde evidências de um oceano sob sua crosta gelada apontam para um possível lar para vida extraterrestre.

Em fevereiro, a Nasa elegeu a viagem a Europa como prioridade na missão pioneira para os confins do sistema solar, deixando para depois uma proposta de viagem à lua Titã, de Saturno, sob a alegação de que chegar lá demandaria mais estudos e uma tecnologia mais avançada.

O plano geral, atualmente conhecido como Missão Sistema Europa Júpiter (EJSM, na sigla em inglês), inclui uma espaçonave da Nasa batizada de Orbitador Júpiter Europa (JEO), que entraria na órbita de Europa após uma passagem pelos arredores do planeta. Uma sonda da Agência Espacial Europeia (ESA), lançada separadamente, focaria na maior lua, Ganimedes, enquanto uma nave japonesa monitoraria o campo magnético de Júpiter.

Uma possibilidade mais avançada – apesar de ainda estar no início das discussões – é que uma espaçonave russa lançada separadamente fosse enviada para pousar em Europa. Essa sonda poderia ser programada para chegar logo após o JEO coletar dados sobre possíveis locais de pouso, com o alvo preciso do módulo de pouso a ser programado durante a viagem.

Um pouso “não é uma coisa fácil de conseguir, primeiro porque não conhecemos a superfície em detalhes”, argumenta Ronald Greeley, geólogo planetário da Arizona State University e corresponsável pela equipe de definição da NASA para a missão a Europa. “Não sabemos o quanto o gelo é resistente, o quanto ele pode estar fragmentado ou como são as encostas.” Coletar essa informação é um objetivo primário da sonda planejada, tanto para uma possível nave russa como para módulos de pouso subseqüentes.
“Europa é um objeto fascinante”, diz Greeley. “É essencialmente um mundo rochoso como a nossa Lua, mas tem uma crosta de gelo de 160 quilômetros de espessura. A superfície é congelada, e pode ser gelado até o fundo – o que não acreditamos. Achamos que seja uma casca de gelo relativamente fina, mas é isso que queremos descobrir.” Ele aponta que no satélite pode haver o triplo da quantidade de água em estado líquido que existe na Terra.

A superfície é um ambiente extremamente hostil, como resultado da constante exposição aos campos de radiação de Júpiter. A camada de gelo mais externa pode ter sido “esterilizada”, observa Karla Clark, gerente de estudos da Nasa para a missão a Europa. Assim, a busca por possíveis sinais de vida terá de ir mais fundo.

“Se houvesse um módulo de pouso, ou uma série deles”, ela diz, “o objetivo final seria chegar abaixo do gelo”. A radiação de Júpiter também reduzirá a vida útil de qualquer módulo de pouso, assim como a do JEO, que poderá funcionar em órbita por apenas alguns meses, apesar da pesada proteção de seus componentes eletrônicos.
O JEO, com custo estimado de US$ 2,7 bilhões, precisa de aprovação do Congresso americano, que funcionários da Nasa esperam obter em um ou dois anos. Da mesma forma, outras espaçonaves propostas no EJSM precisarão do aval de seus respectivos governos.

Pela programação provisória da Nasa, o JEO seria lançado em 2020, chegaria ao sistema de Júpiter em 2025 e começaria a orbitar Europa no ano seguinte. A sonda também chegaria perto de outra lua jupteriana, Io, enquanto o aparato da ESA, batizado Laplace (homenagem ao matemático e astrônomo francês), investigaria Calisto e Ganimedes. Ter três equipamentos em órbita (incluindo a nave japonesa) facilitaria uma pesquisa detalhada da magnetosfera de Júpiter.

Entre os benefícios de um módulo de pouso russo está o fato de que seus dados da superfície dariam o que os cientistas chamam de “informação de terreno” para calibrar as medições remotas da sonda. Além disso, uma equipe de cientistas do Reino Unido propõe a inclusão, em uma das naves da Nasa ou da ESA, de um penetrador de cerca de meio metro de comprimento carregando uma pequena carga de aparatos científicos, que se destacaria e colidiria com a superfície de Europa ou Ganimedes.

Alguns cientistas veem a colaboração internacional no EJSM como um modelo para uma futura exploração espacial robotizada. “Missões pioneiras são muito caras. Se pudermos começar a colaborar internacionalmente, isso certamente levará a um aperfeiçoamento da ciência e aumentará a frequência com que poderemos fazer esse tipo de investigação,” diz Rita Beebe, professora de astronomia da New Mexico State University.

Ademais, com lançamentos e financiamentos separados, partes do plano geral podem render dados valiosos, mesmo que outras não se materializem ou falhem durante o voo. “Se a sonda da ESA não se confirmar, a da Nasa poderá ir sozinha e fazer uma ciência fantástica”, avalia Clark. “E vice-versa: se a da Nasa não passar pelo processo, a da ESA pode ir sozinha e também fazer coisas fantásticas por sua própria conta.”

Os maiores asteroides que passarão “perto” da Terra em 2014

Em meio a tantas profecias apocalípticas sobre a destruição do Planeta Azul, é bom ficar antenado no que a NASA tem a dizer sobre isso

Os maiores asteroides que passarão "perto" da Terra em 2014

A aproximação de um asteroide com a Terra sempre gera notícias mirabolantes sobre o fim do mundo ou algo parecido, causando medo e apreensão em muitas pessoas ao redor do globo. Contudo, são poucos os que sabem a verdade: desde a formação de nosso planeta, inúmeras rochas — algumas pequenas, outras gigantes — orbitam e sempre orbitarão o nosso planeta.

Em média, todo dia caem milhares de objetos do tamanho de um grão de areia por aqui, e a cada duas semanas despenca do céu algo parecido com uma bola de basquete. Isso acontece por causa da gravidade terrestre e não causa nenhum tipo de dano ao planeta, mas existem alguns deles que são verdadeiras rochas gigantes em alta velocidade no espaço.

Fato é que, se algum asteroide gigante se chocasse com a Terra, iria trazer inúmeros prejuízos à população e à natureza — alterando o clima, aumentando drasticamente as marés e até mesmo deslocando o eixo terrestre de sua posição, aniquilando grande parte dos seres vivos. É justamente com esses “caras” que a atenção dos especialistas no assunto sempre está voltada.

Atualmente, a NASA já catalogou mais de 10.817 objetos rochosos se movimentando em torno do planeta. Porém, a maioria deles não apresenta risco algum para a humanidade, além do que esses objetos dificilmente são vistos a olho nu durante sua passagem e, mesmo aqueles que são considerados “próximos”, estão a anos-luz da Terra.

Mesmo assim, saiba que o site oficial do JPL (Laboratório de Propulsão a Jato da NASA) apresenta diversos relatórios oficiais — com listagens mensais e anuais dos objetos detectados —, valendo a pena dar uma conferida, chamado de Near-Earth Object Observations Program.

Em um desses documentos, é possível descobrir quais são os objetos rochosos que podem ter seu destino alterado — o que aumentaria bruscamente o risco de impacto com o nosso planeta. Confira uma lista que elaboramos com algumas das maiores rochas que vão passar “perto” do planeta em 2014, em que vale a sua torcida para que as rotas deles não sofram alterações, assim possamos viver um pouco mais por aqui.

2013 XM24

JPL NASAFonte: JPL NASA

Esse “bebê viajante” possui um tamanho que pode variar entre 440 e 990 metros e seu peso é de 574,1 milhões de toneladas. Sua velocidade média é de 22 km/s e ele vai passar “perto” do nosso planeta no dia 30 de junho, quando estará a uma distância de 16.904.554,64 km da Terra.

2006 SX217

JPL NASAFonte: JPL NASA

Apenas um pouco maior do que a anterior, esta “criança” pode chegar até 1 km de tamanho, pesando mais de 611 milhões de toneladas. Ela orbita a “nossa casa” de maneira mais lenta, apenas a 13 km/s. Seu ponto de aproximação máxima será no dia 24 de abril, a 4.742.251,17 km daqui.

2001 BA40

JPL NASAFonte: JPL NASA

Este asteroide pode chegar a ter mais de 1 km de comprimento e viaja bem lentamente, a apenas 10 km/s. Possui mais de 774 milhões de toneladas e vem rondar a Terra a uma distância de 27.226.804,82 km nos dias 25, 26, 27 e 28 de junho.

2008 TA1

JPL NASAFonte: JPL NASA

Similar ao anterior, este bloco de rocha tem o seu tamanho variado: 480 metros a quase 1,2 km. Ele está viajando pelo espaço a 15 km/s e pesa mais de 774 milhões de toneladas. Sua aproximação máxima será nos dias 13, 14 e 15 de maio, quando ele estará a 22.439.674,3 km de distância.

2014 GY48

JPL NASAFonte: JPL NASA

Um pouco maior do que os anteriores, esse “vizinho” pode chegar a ter 1,3 km de comprimento, voando a 23 km/s. Se ele caísse por aqui, seria mais de um gigatonelada em cima da nossa cabeça. A menor distância dele será em 04 de maio, em que ele vai estar a 17.502.945,96 km de distância do Planeta Azul.

2005 UK1

JPL NASAFonte: JPL NASA

Prontos para o pódio? A medalha de bronze fica com esse “meninão”, que pode chegar a ter mais de 1,5 km em seu tamanho. Ele está orbitando a Terra na velocidade de 20 km/s, pesando praticamente 2 gigatoneladas. No dia 21 de maio, sua rota estará mais próxima daqui, a uma distância de 14.107.075,24 km.

2002 JC

JPL NASAFonte: JPL NASA

Esse é o segundo melhor colocado na lista dos maiores asteroides que vão passar por aqui em pleno ano de copa. Este “primo distante” do nosso planeta é um verdadeiro gigante: são mais de 5 gigatoneladas de peso, podendo chegar a até 2 km no comprimento. Ele viaja a uma velocidade de 24 km/s e chega “perto” daqui em 24 de maio, a uma distância de 18.699.728,58 km.

1997 WS22

JPL NASAFonte: JPL NASA

Sem horas e sem dores, este é o grande vencedor! Descoberto em 1997, este imenso bloco de rocha maciço possui mais de dois quilômetros de extensão em seu tamanho e voa a quase 13 km/s. Tem mais de 5 gigatoneladas e vai orbitar nosso planeta a uma distância “próxima” de 18.101.337,27 km de nosso planeta entre os dias 20 e 23 de maio.

Em comemoração ao Dia da Terra, Nasa divulga foto do planeta azul

Para celebrar o Dia da Terra, a Agência Espacial Americana (Nasa) divulgou nesta terça-feira, 22, uma imagem do planeta azul. Na foto, capturada por um satélite, é possível ver as Américas e desvendar as condições climáticas do planeta.

Imagem em comemoração ao Dia da Terra - Nasa
                                           Imagem em comemoração ao Dia da Terra

De acordo com a Nasa, a localização das nuvens indicam pancadas de chuva na Colômbia, Venezuela, Equador, Peru, Bolívia, Paraguai e a noroeste e sudeste do Brasil.

Selfie global. A Nasa também convocou a população mundial a fazer uma ‘selfie’ e compartilhar nas redes sociais com a tag #GlobalSelfie para criar um mosaico mundial durante a comemoração do Dia da Terra. A agência lembrou que, apesar de que os cientistas tenham identificado milhares de novos planetas no universo nos últimos anos, a Nasa não estuda nenhum outro com mais profundidade como estuda a Terra.

“Com 17 missões de observação da Terra orbitando nosso planeta e várias mais que serão lançadas este ano, a Nasa estuda a atmosfera terrestre, a terra e os oceanos em toda sua complexidade”, destaca a agência espacial.

Clique aqui para acessar o site do projeto

Sabia que é possível mergulhar entre duas placas tectônicas na Islândia?

Fotógrafo registra imagens espetaculares do vão que separa a placa Euroasiática da Norte-americana
Fonte da imagem: Reprodução/Alex Mustard Sabia que é possível mergulhar entre duas placas tectônicas na Islândia?

Se você se interessa por geologia — em especial por temas relacionados com a tectônica de placas —, então você provavelmente já leu sobre as diversas placas e subplacas presentes na Terra. Entre elas estão a Euroasiática e a Norte-americana que, de acordo com o Daily Telegraph, estão se separando a um ritmo de aproximadamente 2,5 centímetros ao ano.

No entanto, sabe algo muito interessante sobre essas duas placas? Existe um lugar no qual é possível visualizar sua separação! Esse local é conhecido como Silfra e se encontra no lago Þingvallavatn, na Islândia. Além de permitir que possamos observar o afastamento entre as duas placas tectônicas, também é possível mergulhar no vão que está se formando entre elas.

A imagem que abre esta notícia foi clicada pelo fotógrafo britânico Alex Mustard. Nela, ele se encontra a cerca de 25 metros de profundidade, embora existam trechos ao longo de Silfra que podem ultrapassar os 60 metros. Além disso, as águas cristalinas — que marcam temperaturas de apenas 4 °C — oferecem incrível visibilidade, tornando o vão um popular destino para mergulhadores profissionais e amadores. Confira a seguir mais imagens desse local espetacular:

Nasa criará mosaico de “selfies” para celebrar Dia da Terra

Imagem(EFE).- Com intenção de celebrar o chamado Dia da Terra, que ocorre amanhã, terça-feira, a Nasa reunirá uma série de “selfies” sob a hashtag #GlobalSelfie para dar forma a um inédito mosaico mundial.

“A Nasa convida você e o resto das pessoas do planeta a fazer parte de uma celebração mundial do Dia da Terra neste ano com o evento #GlobalSelfie”, afirma a agência espacial americana em seu site.

No comunicado, a Nasa lembra que, apesar de seus cientistas terem identificado milhares de novos planetas no universo no últimos anos, a agência não estuda nenhum outro planeta mais de perto do que a Terra.

“Com 17 missões de observação da Terra orbitando nosso planeta e várias mais que serão lançadas neste ano, a Nasa estuda a atmosfera terrestre, a terra e os oceanos em toda sua complexidade”, destacou a agência espacial.

De acordo com a agência espacial americana, os dados desses satélites, que captam novas imagens da Terra a cada segundo, ajudam seus cientistas a gerar uma imagem clara de nosso planeta do ponto de vista cientifico.

Mas, pensando em celebrar o Dia da Terra, a agência apostou em algo diferente, uma coleção de auto-retratos, os chamados “selfies”, para criar um mosaico único das pessoas que habitam nosso planeta.