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Califórnia passa a exigir energia solar em novas residências

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Painel Solar instalado em residência (Reprodução)

 

A Califórnia acaba de emitir o sinal mais claro de que a geração de energia em telhados está deixando de ser um nicho do mercado e se tornando a norma.

Na quarta-feira (9), o estado se tornou o primeiro dos EUA a exigir painéis solares em quase todas as novas residências. A maioria das novas unidades construídas após 1º de janeiro de 2020 será obrigada a incluir sistemas solares como parte dos padrões adotados pela Comissão de Energia da Califórnia.

Embora seja um impulso para a indústria solar, os críticos alertaram que a medida também elevará em quase US$ 10 mil o custo de comprar uma casa. As ações da Solar subiram com a decisão. As ações das construtoras residenciais caíram.

A medida ressalta como os painéis solares de telhado, que antigamente eram um luxo reservado às casas de proprietários ricos com tendências ecológicas, estão se tornando uma fonte de energia convencional, com a Califórnia –o maior mercado de energia solar do país– abrindo o caminho.

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Mar avança sobre Rio São Francisco e afeta população ribeirinha em Alagoas

Fenômeno conhecido como salinização é provocado pela seca prolongada.

A estiagem prolongada tem feito o Rio São Francisco perder força na divisa de Alagoas e Sergipe, permitindo que o mar avance sobre a água doce. O fenômeno é conhecido como salinização e, segundo pesquisadores da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), está transformando o ecossistema da região e prejudicando a população ribeirinha.

Sem chuvas e com menos água no leito, o rio acaba sendo empurrado pela maré nos pontos onde encontra o mar.

É no trecho da Área de Preservação Ambiental (APA) da Foz do São Francisco, entre os municípios de Piaçabuçu (AL) e Brejo Grande (SE), que o fenômeno pode ser percebido com mais intensidade pelos quase 25 mil habitantes da região.

“A gente pescava surubim, piau, dourado e todas as espécies de água doce. Era tanto peixe na rede que a gente não podia nem carregar. Nessa época, a gente também plantava arroz, que dava era muito. Hoje a coisa tá diferente, a água está tão salgada que arde até os olhos”, relata o pescador alagoano José Anjo.

O que o pescador percebe no dia a dia também foi apontado pelo oceanógrafo Paulo Peter, pesquisador da Ufal que analisa os impactos ambientais e sociais da salinização do Rio São Francisco. “É possível notar no estuário a morte da vegetação típica de água doce, substituição dos peixes de água doce pelos de água salgada e inviabilização da água para o consumo humano”.

Piaçabuçu é o ponto de origem de outro problema que vem afetando os ribeirinhos, os esgotos (Foto: Jonathan Lins/G1)Em Piaçabuçu, outro problema vem afetando os ribeirinhos: o esgoto no rio (Foto: Jonathan Lins/G1)

Fevereiro foi o 2º mês mais quente desde 1880, diz Nasa

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O mês de fevereiro de 2016 foi o segundo mais quente desde 1880, quando as medições de temperatura começaram a ser realizadas, informou o Goddard Institute for Space Studies (GISS) da Nasa nesta quinta-feira (16).

No mês passado, a temperatura ficou 1,1 grau Celsius acima da média mundial, que é calculada com base nos números entre os anos de 1951 e 1980. O recorde de mês mais quente da história pertence a fevereiro de 2016, quando os termômetros ficaram 1,3 grau mais alto do que a média histórica.

De acordo com o GISS, o dado foi obtido após a análise das informações de 6,3 mil estações meteorológicas espalhadas pelo mundo, dos dados sobre os oceanos coletados por navios e boias e por índices apresentados por estações de pesquisa na Antártida.

© Copyright Geografia Onne / ANSA/ UOL

Iceberg gigante ameaça se desprender da Antártida e gera preocupação

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Bloco de gelo na Antártida possui 5 mil km², área equivalente à do Distrito Federal (Foto: Nasa)

Um gigantesco iceberg – que seria um dos dez maiores do mundo – pode se desprender a qualquer momento da Antártida, dizem cientistas.

Uma imensa rachadura na plataforma de gelo Larsen C cresceu de tal forma em dezembro que agora apenas 20 km de gelo impedem o imenso bloco de 5 mil km² (o equivalente a 500 mil campos de futebol ou à área do Distrito Federal) de se soltar.

A Larsen C é a maior plataforma de gelo no norte da Antártida. As plataformas de gelo são as porções da Antártida onde a camada de gelo está sobre o oceano e não sobre a terra.

Cientistas do País de Gales afirmam que o desprendimento do iceberg pode deixar toda a plataforma Larsen C vulnerável a uma ruptura futura.

A plataforma tem espessura de 350 m e está localizada na ponta do oeste da Antártida, impedindo a dissipação do gelo.

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Junho foi o mês mais quente registrado na história, indica órgão dos EUA

foto_tempoO mês de junho foi o mais quente já registrado no planeta, se unindo a março e maio de 2015, que também bateram recordes de calor, para consolidar o primeiro semestre como a metade de ano com temperaturas mais altas desde quando os dados começaram a ser coletados.

A Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera dos Estados Unidos (NOAA) publicou nesta segunda-feira (data local) os dados relativos a junho, que vão na mesma linha dos registrados pela Agência Espacial Americana (Nasa) e a Agência Meteorológica do Japão (JMA), que também indicaram o calor de junho como recorde.

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Primeiro semestre de 2015 foi o mais quente já registrado no mundo

Relatório mostra que a média de temperatura global da primeira metade do ano foi 0,85ºC maior que o normal
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Foto: Arquivo Geografia Onne

Está aberta a temporada de quebra de recordes na temperatura média global. Depois de 2014 bater o recorde de ano mais quente já registrado, 2015 se prepara para ser ainda mais quente. Segundo novo relatório publicado nesta segunda-feira (20) pela NOAA, a agência americana que estuda os oceanos e a atmosfera, a primeira metade de 2015 registrou a maior tempeatura desde o início das medições, há 136 anos.

 

De acordo com a NOAA, o primeiro semestre do ano foi 0,85ºC mais quente do que a média do século XX. Isso significa a quebra de recordes em quase todos os quesitos. 2015 é, até o momento, o ano mais quente na temperatura em terra, no mar e no Hemisfério Norte. Só fica em segundo lugar na temperatura do Hemisfério Sul – perde para 2010, que foi um ano particularmente quente por aqui.

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Por que o norte encheu e o sudeste secou?

Para falar das mudanças climáticas, é preciso discutir escalas geográficas e ação humana

Em 2014, o clima surpreendeu todos os brasileiros. Enquanto no norte e sul do país choveu muito além do esperado, o sudeste sofreu com a seca e o esvaziamento das represas. O caso mais grave é o do Sistema Cantareira, responsável pelo abastecimento de boa parte da cidade de São Paulo e sua região metropolitana.

Para 2015, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) previu chuvas ligeiramente abaixo da média nas regiões Norte e Sul e precipitações um pouco acima do normal nas regiões Centro-Oeste e Sudeste. Mas até meados de janeiro, a situação não era animadora. Pelo contrário: em São Paulo e no Rio de Janeiro, por exemplo, as temperaturas bateram recordes, choveu pouco e longe dos reservatórios. A possibilidade de racionamento de água e energia nos grandes centros urbanos é cada vez mais concreta.

 

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