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Junho foi o mês mais quente registrado na história, indica órgão dos EUA

foto_tempoO mês de junho foi o mais quente já registrado no planeta, se unindo a março e maio de 2015, que também bateram recordes de calor, para consolidar o primeiro semestre como a metade de ano com temperaturas mais altas desde quando os dados começaram a ser coletados.

A Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera dos Estados Unidos (NOAA) publicou nesta segunda-feira (data local) os dados relativos a junho, que vão na mesma linha dos registrados pela Agência Espacial Americana (Nasa) e a Agência Meteorológica do Japão (JMA), que também indicaram o calor de junho como recorde.

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Primeiro semestre de 2015 foi o mais quente já registrado no mundo

Relatório mostra que a média de temperatura global da primeira metade do ano foi 0,85ºC maior que o normal
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Foto: Arquivo Geografia Onne

Está aberta a temporada de quebra de recordes na temperatura média global. Depois de 2014 bater o recorde de ano mais quente já registrado, 2015 se prepara para ser ainda mais quente. Segundo novo relatório publicado nesta segunda-feira (20) pela NOAA, a agência americana que estuda os oceanos e a atmosfera, a primeira metade de 2015 registrou a maior tempeatura desde o início das medições, há 136 anos.

 

De acordo com a NOAA, o primeiro semestre do ano foi 0,85ºC mais quente do que a média do século XX. Isso significa a quebra de recordes em quase todos os quesitos. 2015 é, até o momento, o ano mais quente na temperatura em terra, no mar e no Hemisfério Norte. Só fica em segundo lugar na temperatura do Hemisfério Sul – perde para 2010, que foi um ano particularmente quente por aqui.

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Março foi o mês mais quente desde 1880

Pássaro é avistado no topo de uma árvore seca em Nova Déli, na Índia
Pássaro é avistado no topo de uma árvore seca em Nova Déli, na Índia

O mês de março de 2015 foi o mês mais quente em todo o mundo desde que o registro da temperatura começou a ser feito em 1880, e o primeiro dos três meses de 2015 que também estabeleceu um novo recorde de calor, informaram os cientistas americanos nesta sexta-feira (17).

“Durante março, a temperatura média nas superfícies terrestres e oceânicas foi 0,85 graus Celsius superior à média do século 20”, assinala o relatório da Administração Oceânica e Atmosférica americana (NOAA).

“Esse é recorde de calor para a março nos registros entre 1880 e 2015, superando o recorde anterior de 2010, que foi de 0,05 Celsius”, afirma o estudo.

 

© Copyright AFP / UOL

Fotos de satélite da Nasa registram drásticas mudanças ambientais no mundo

Impacto do derretimento de geleiras, represamento de águas e da urbanização podem ser vistos do alto ao longo dos anos
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A represa de Mirani, no sul do Paquistão, foi finalizada em 2006, para prover água potável, irrigação e energia elétrica. A imagem à esquerda mostra a região antes da construção da represa; à direita, a represa em 2011, com o avanço agrícola propiciado pela água (Foto: Nasa)

Vistas de cima, áreas enormes do planeta sofreram profundas transformações nas últimas décadas.

Imagens da Nasa mostram como o derretimento de geleiras, lagos em extinção e cidades em expansão alteraram o seu redor, da China à América do Sul.

O projeto completo, chamado Images of Change (Imagens da mudança), pode ser visto no site climate.nasa.gov/state_of_flux.

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Plataformas de gelo da Antártica estão perdendo volume rapidamente

Dados de satélite mostram encolhimento nas últimas duas décadas.

Se ritmo continuar o mesmo, placas poderiam desaparecer em 100 anos.

Foto de arquivo mostra aeronave DC-8, da Nasa, sobrevoando a plataforma de gelo Brunt, em outubro de 2010: observações de satélite revelam declínio das plataformas de gelo da Antártica ao longo dos anos  (Foto: Reuters/Michael Studinger/Nasa)
Foto de arquivo da Reuters mostra aeronave DC-8, da Nasa, sobrevoando a plataforma de gelo Brunt, em outubro de 2010: observações de satélite revelam declínio das plataformas de gelo da Antártica ao longo dos anos (Foto: Reuters/Michael Studinger/Nasa)

As plataformas de gelo que flutuam ao redor da Antártica estão perdendo volume cada vez mais rapidamente, alertou uma equipe de cientistas em um estudo publicado nesta quinta-feira (26) pela revista “Science”.

A pesquisa, feita por especialistas de duas instituições dos Estados Unidos (a Universidade da Califórnia, em San Diego, e o Centro de Pesquisa de Terra e Espaço em Corvallis, no Oregon), ressaltou a preocupação com a rapidez com a elevação do nível global do mar à medida que o clima esquenta.

As plataformas de gelo ao redor da Antártica têm se estreitado aceleradamente nas últimas duas décadas, sobretudo no oeste do continente, mostrou o estudo, que se baseia em dados de satélite recolhidos durante 18 anos.

O manto de gelo da Antártica, a espessa camada de gelo que cobre grande parte do continente, está ancorada por sua franja flutuante, plataformas de gelo que se projetam para fora no oceano. Essas placas agem como um contraforte para o gelo “aterrado”, ajudando a manter o fluxo das geleiras do manto de gelo no oceano.

Perigo de desaparecer
Se essas plataformas de gelo continuarem se estreitando a essa velocidade, poderiam desaparecer, o que faria com que as placas de gelo “aterradas” que sustentam a terra colapsassem no oceano.

As plataformas de gelo que rodeiam a Antártida ajudam a conter a libertação do manto de gelo no oceano.

Este efeito diminui quando as plataformas de gelo ficam mais finas, o que leva a um aumento da descarga de gelo no oceano.

O pesquisador Fernando Paolo e seus companheiros, que combinaram dados de três missões de satélite realizadas entre 1994 e 2012, descobriram que a maior parte da massa perdida era das plataformas de gelo dos mares de Amundsen e de Bellingshausen, no litoral oeste da Antártica.

As duas regiões representam menos de 20% do total da área de plataforma de gelo do oeste da Antártida, mas contribuem para mais de 85% do total do volume de plataforma de gelo perdido nessa zona.

Fim em 100 anos
Ao ritmo atual, duas das plataformas de gelo do litoral oeste poderiam desaparecer completamente em 100 anos, alertou a pesquisa.

O estudo também mostrou que a massa da plataforma de gelo do leste da Antártica cresceu entre 1994 e 2003, embora venha se estreitando rapidamente desde então.

Os dados em que o estudo se baseia foram recolhidos por três missões de satélites com altitudes sobrepostas (ERS1, 1992-1996; ERS2, 1995-2003; e Envisat, 2002-2012) entre 1994 e 2012.

Segundo os pesquisadores, suas conclusões demonstram que estudos anteriores sobre o afinamento das plataformas de gelo que rodeiam a Antártica, baseados em dados de satélite de cinco anos, não foram representativos de tendências mais longas.

© Copyright EFE / UOL

Hora do Planeta apagará luzes por uma hora em todo o Brasil

Ato ocorre em várias partes do mundo e é comandado pela WWF

Às 20h30 de hoje (28), vários pontos em todo o Brasil vão ficar às escuras por uma hora. Locais como a Praça dos Três Poderes, em Brasília, os Arcos da Lapa, no Rio de Janeiro, e a Igrejinha da Pampulha, em Belo Horizonte, apagarão as luzes como parte da Hora do Planeta, mobilização liderada pela organização não governamental (ONG) WWF.

A Hora do Planeta é um movimento simbólico, que ocorre uma vez por ano, no fim de março. A ideia existe desde 2007 e aqueles que participam firmam o compromisso com o planeta de criação de um mundo sustentável. A ideia é que vários pontos em todo o mundo apaguem as luzes entre as 20h30 e as 21h30, em seus horários locais. Todas as 27 capitais brasileiras se comprometeram com o movimento. De acordo com a entidade, já são 173 cidades brasileiras com participação confirmada.

 Foto: Internet/Medios
Luzes serão apagadas em vários pontos do Brasil Foto: Internet/Medios

Além dos pontos em Brasília, no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte, outros locais de destaque no país aderiram, entre eles o Elevador Lacerda, em Salvador, o Theatro Municipal de São Paulo e o Memorial da República, em Maceió. Na capital federal, a Biblioteca Nacional, o Museu Nacional, a Catedral e o Palácio do Buriti, sede do governo local, também vão ficar às escuras.

Às 16h, no entanto, a data já começa a ser celebrada. É quando terá início um show, na Praia de Ipanema (posto 10), no Rio de Janeiro. Entre as atrações estão o músico Hamilton de Holanda e o coletivo internacional de artistas Playing For Change. Todo o evento será realizado com gerador de biocombustível.

Além de monumentos públicos, a ONG incentiva as pessoas a participar da mobilização em suas casas, apagando as luzes não essenciais, como as de teto, televisões e computadores. A WWF lembra que luzes de funcionamento essencial, como iluminação de segurança em espaços públicos, luzes de orientação da aviação e semáforos, devem permanecer ligadas.

Por se tratar de uma mobilização mundial, em alguns países a Hora do Planeta de 2015 já ocorreu. Em Sidney, na Austrália, a famosa Opera House ficou apagada. As cidades de Yokohama, Tóquio e Osaka, no Japão, também participaram, desligando as luzes de importantes monumentos.

Para a WWF, no entanto, isso é só um começo, uma demonstração de comprometimento com um mundo melhor para essa geração e para as futuras. “Nossa expectativa é que esses indivíduos, comunidades e empresas tomem medidas além da hora. Em 2012, lançamos a campanha ‘I will if you will’ (Eu Vou se Você For) para fornecer uma plataforma destinada a inspirar as pessoas a compartilhar o  compromisso com o planeta com os seus amigos, colegas, líderes e redes”, explica a organização no site oficial.

© Copyright Agência Brasil / Terra

Hora do Planeta é celebrada em Sydney, onde iniciativa nasceu

Luzes dos locais mais emblemáticos da cidade foram apagadas.
Iniciativa neste ano reforça a luta contra a mudança climática.

Combinação de fotos mostra a Ponte de Sydney e a Opera House com luz e sem luz durante a Hora do Planeta neste sábado (28) (Foto: Peter Parks/AFP)Combinação de fotos mostra a Ponte de Sydney e a Opera House com luz e sem luz durante a Hora do Planeta neste sábado (28) (Foto: Peter Parks/AFP)

A Hora do Planeta começou neste sábado (28) em Sydney, a cidade natal da iniciativa, com um blecaute voluntário às 20h30 (6h30 em Brasília) nos locais mais emblemáticos da cidade, como a Opera House e a Ponte da Baía.

Entre os atos mais destacados do evento propiciado pela ONG WWF há um concerto realizado às escuras da obra “Os Planetas”, de Gustav Holst, interpretada pela Orquestra Sinfônica de Sydney na Opera House.

Na mesma hora, emblemáticos monumentos na Nova Zelândia, incluindo a Sky Tower, e dezenas de residências foram apagadas para apoiar a iniciativa, que neste ano reforça a luta contra a mudança climática.

Samoa, o arquipélago do Pacífico Sul, foi o primeiro país a celebrar oficialmente a Hora do Planeta, à qual é previsto que se unam mais de sete mil cidades em 172 países às 20h30 de cada local.

No vídeo promocional deste ano, com música “Pompeii”, da banda Bastille, aparecem o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama; o secretário das Nações Unidas, Ban Ki-moon, e a atriz americana Emma Thompson, entre outros.

Em comunicado, os organizadores dissram a iniciativa conta com a participação dos países mais vulneráveis ao aquecimento global como Filipinas, Maldivas e Madagascar, assim como os principais poluentes como Estados Unidos, China e Brasil.

Neste ano, as arrecadações por crowdfunding incluem projetos de luz por energia solar nas Filipinas e Índia ou iniciativas de proteção da vida selvagem em Colômbia, Uganda e Indonésia.

A Hora do Planeta nasceu em Sydney, em 2007, com a participação de aproximadamente 2.000 estabelecimetnos comerciais e 2,2 milhões de pessoas. No ano seguinte, o número aumentou para 50 milhões de participantes de 35 países.

© Copyright EFE / G1