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Sauditas e japoneses planejam maior projeto de energia solar do mundo

A Arábia Saudita e a japonesa SoftBank Group assinaram um memorando de entendimento para construir um projeto de desenvolvimento de energia solar de US$ 200 bilhões que é exponencialmente maior do que qualquer outro projeto.

O fundador da SoftBank, Masayoshi Son, conhecido por financiar empreendimentos ambiciosos, apresentou o projeto na terça-feira (27) em Nova York em uma cerimônia com o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed Bin Salman.

O poderoso herdeiro do trono do maior exportador de petróleo bruto do mundo pretende diversificar a economia do país e reduzir a dependência do petróleo.

O acordo é o mais novo de uma série de anúncios surpreendentes da Arábia Saudita prometendo expandir o acesso do país a energias renováveis. Durante anos, o reino tentou criar uma base de energia limpa, mas só em 2017 os ministros avançaram com os primeiros projetos, buscando ofertas para uma usina de 300 megawatts em outubro.

Com 200 gigawatts, o projeto da SoftBank para o deserto saudita seria cerca de cem vezes maior do que o segundo maior projeto proposto até agora e forneceria um terço a mais do que a indústria fotovoltaica global forneceu no ano passado, segundo dados compilados pela Bloomberg New Energy Finance.

“É um grande passo na história da humanidade”, disse o príncipe Mohammed. “É algo audaz, arriscado e esperamos ter sucesso.”

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Capital federal faz aniversário

Brasília faz 55 anos sem alcançar maturidade econômica

Dependência do setor público aumentou na última década

Distrito Federal é o local onde existe a maior distância entre pobres e ricos

Sérgio Lima/Folhapress - 16.mai.2005

A capital planejada do Brasil comemora 55 anos nesta 3ª feira, 21 de abril, emitindo sinais de que não pretende reduzir a dependência de sua economia do setor público.

Na última década, a participação da administração pública no PIB (Produto Interno Bruto) de Brasília permaneceu estável, com leve alta. Na outra ponta, o impacto do comércio, indústria e agricultura na produção de riqueza diminuiu.

 

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Indústria cearense perde peso no PIB

A perda foi de 3 pontos percentuais na década de 2001 a 2011. No Brasil, no mesmo período, foi de 3,5

A indústria perdeu peso na composição do Produto Interno Bruto (PIB) do Ceará na década de 2001 a 2011. A perda foi de 3 pontos percentuais. No Brasil, no mesmo período, a perda foi de 3,5 pontos percentuais. Os dados compõem o estudo Perfil da Indústria nos Estados, divulgado ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília.

Conforme o estudo, a indústria corresponde a 19,6% de todas as riquezas produzidas no Ceará em 2011. O PIB do setor no ano mais recente da pesquisa era de R$ 17,2 bilhões. Na proporção nacional, o Estado não passa de 1,8% do PIB industrial do Brasil. Na década analisada, o Estado avançou 0,2 ponto percentual.
Na região, o Ceará é o terceiro estado mais rico, com um PIB de R$ 88 bilhões. Perde para Bahia (R$ 159,9 bi) e Pernambuco (R$ 104.4 bi). O PIB cearense corresponde a 15,8% da soma das riquezas produzidas no Nordeste. No Brasil, o Ceará ocupa a posição 13ª, com 2,1% do PIB do País.
Os setores com maior participação no PIB da indústria do Ceará foram: alimentos (20,6%), couro e calçados (18,3%) e vestuário (9,1%). Juntos, representam quase metade da indústria do Ceará: 48%. Com 2,9% do universo de companhias do setor no Brasil, em 2013, o Ceará tem 14.979 empresas industriais. A maioria é de micro porte (até 9 funcionários). Elas são 67,5% do total. As pequenas (de 10 a 49 empregados) são 24,8%. Médias empresas (50 a 249) são 6,5%. Grandes são 1,2%. Estas são aquelas com 250 ou mais funcionários.
No Nordeste e no País, o cenário é semelhante. As micro são 68,2% na região e 68,7% em nível nacional. A repetição acontece também nas demais categorias. Em pequenas, Nordeste 24% e Brasil 24,2%. Nas grandes, 1,4 (NE) e 1,3% Brasil.
O País depende pouco das exportações cearenses na hora de compor sua balança comercial industrial. As indústrias cearenses pesam ínfimo 0,9% do total das exportações de industrializados do País. Mas é a indústria a responsável por 76,6% das exportações do Ceará. Os produtos manufaturados equivalem a 58,2% das exportações do Estado.
O setor mais importante nas exportações cearenses é a preparação de couros e fabricação de artefatos de couro, artigos para viagem e calçados. Pesou 42,7% na balança do Ceará em 2013. O estudo da CNI foi elaborado com dados do IBGE, Secex, Aneel, MTE, Confaz, MEC e Sebrae.