Iniciados testes audiovisuais do Planetário de Sobral

O Prefeito Veveu Arruda e uma comitiva de secretários acompanharam, na última quinta-feira (26), a primeira exibição teste do equipamento de audiovisual do Planetário de Sobral, realizada pela equipe responsável pelo projeto. Em uma película de aproximadamente dez minutos de duração, o grupo teve a oportunidade de vistoriar o funcionamento da estrutura, que tem previsão de inauguração pra maio deste ano.

De acordo com Veveu, a adição do planetário aos outros equipamentos de astronomia, além de enriquecer a educação no município, também irá possibilitar uma experiência com a ciência mais atrativa e prazerosa. “Além do forte potencial educacional, o planetário é também uma opção de lazer, que atrairá e beneficiará não só Sobral, como toda a Região Norte”, afirmou o Prefeito.

Localizado na Praça do Patrocínio, ao lado do Museu do Eclipse, o Planetário de Sobral conta com um projetor planetário e um projetor digital, ambos da fabricante alemã Carl Zeiss .  O equipamento tem uma cúpula de projeção de 10 metros de diâmetro e terá 84 assentos, sendo dois para cadeirantes. A obra está sendo executada pela Prefeitura do Município, em parceria com o Governo do Estado do Ceará, que investiram cerca R$ 4 milhões na construção e na aquisição de maquinário.

A função do planetário é simular em condições fidedignas o céu visto da Terra a olho nu, em qualquer latitude ou época do ano. “O Planetário de Sobral também será capaz de projetar qualquer tipo de imagem, como filmes e demonstrações de viagens ao espaço. Terá natureza cultural e educacional”, explica Emerson de Almeida, coordenador do Museu do Eclipse.

Juntamente com o Museu do Eclipse e o Observatório Astronômico Henrique Morize, instalado no Museu, o Planetário irá compor o Centro de Estudos e Pesquisas das Ciências de Sobral.

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Inscrições abertas para o Curso à Distância do Observatório Nacional 2015: Cosmologia

Um dos cursos mais esperados para os entusiastas em astronomia abriu inscrições hoje.

O curso à distância na área de astronomia, em nível de divulgação, é oferecido regularmente pela Divisão de Atividades Educacionais do Observatório Nacional. O seu principal objetivo é socializar o conhecimento científico por meio de um veículo eletrônico que hoje é usado por grande parte da população, a internet.

Hoje os cursos a distância são uma importante ferramenta de inserção social, pois permitem que todas as camadas da população tenham acesso à informação científica, veiculada com uma linguagem simples.

Este curso é uma grande oportunidade para aproximar a ciência da sociedade.

Duração do curso

O curso de “Cosmologia” terá duração de 05 (cinco) meses, sendo iniciado no dia 09 de março de 2015 e encerrado no dia 10 de agosto de 2015. O curso é constituído de 10 (dez) módulos, num total de 60 capítulos.

Inscrição

Neste curso teremos uma nova forma de inscrição e emissão de certificados. As inscrições serão abertas no dia 27/02/2015 e permanecerão abertas até o final do último dia de prova (10/08/2015).

O curso não tem custos

Os cursos a distância, oferecidos pelo Observatório Nacional, são inteiramente grátis. Nenhuma taxa é cobrada aos participantes. O material produzido, disponibilizado no site, pode ser copiado (download) e impresso, desde que não seja publicado em outros meios ou vendido, o que caracteriza crime de propriedade intelectual.

O participante que receber qualquer mensagem ou sugestão que indique custos, deve enviar imediatamente uma cópia para daed@on.br para tomarmos as providências cabíveis.

Módulos e datas

HISTÓRIA DA COSMOLOGIA

Início 09 de março/2015, prova 24 a 27/abril/2015

CONHECENDO O UNIVERSO EM QUE VIVEMOS

Início 09 de março/2015, prova 24 a 27/abril/2015

A TEORIA RELATIVÍSTICA DA GRAVITAÇÃO E A NOVA VISÃO DO CONTEÚDO DO UNIVERSO

Início 28 de abril/2015, prova 29/maio/2015 a 01/junho/2015

O NOVO CONCEITO DE ESPAÇO E TEMPO E A TEORIA RELATIVÍSTICA DA GRAVITAÇÃO

Início 28 de abril/2015, prova 29/maio/2015 a 01/junho/2015

OS MODELOS COSMOLÓGICOS

Início 28 de abril/2015, prova 29/maio/2015 a 01/junho/2015

CONCEITOS FUNDAMENTAIS SOBRE A ESTRUTURA DA MATÉRIA

Início 28 de abril/2015, prova 29 a 01/junho/2015

A HISTÓRIA TÉRMICA DO UNIVERSO

Início 02 de junho/2015, prova 03 a 06/julho/2015

NEM TODOS ACEITAM O BIG BANG: AS TEORIAS ALTERNATIVAS

Início 02 de junho/2015, prova 03 a 06/julho/2015

GRAVITAÇÃO QUÂNTICA E OS PROBLEMAS DO ESPAÇO E DO TEMPO

Início 07 de julho/2015, prova 07 a 10/agosto/2015

NOVAS IDEIAS SOBRE O UNIVERSO

Início 07 de julho/2015, prova 07 a 10/agosto/2015

As provas

As questões das provas sempre terão um conteúdo genérico. Não será exigido conhecimento de fórmulas, cálculos e gráficos. Lembre-se que este curso é de informação e divulgação científica, apesar da necessidade da apresentação de algumas equações.

Serão realizadas 04 (quatro) provas durante o curso.

As provas terão duração de 4 (quatro) dias, sempre iniciando numa Sexta-Feira às 0h e terminando na Segunda-Feira à meia-noite. Durante este período o aluno poderá consultar previamente a prova, sem precisar fazê-la.

Recomendamos ao aluno copiar a prova para o seu computador (download), responder as questões e depois entrar no sistema para realizar a prova. Isso diminui o risco do aluno ter sua prova enviada incorretamente por algum problema de transmissão de dados da sua rede internet.

A rede e o sistema de energia do Observatório Nacional são redundantes (duplicados), ou seja, o risco de falhas é bastante minimizado.

Também recomendamos que os alunos evitem realizar a prova no último dia, pois o sistema poderá ficar lento ao acesso à prova, aumentando assim os riscos de falhas (rede, energia elétrica, etc).

Quando o aluno terminar a prova, deve, obrigatoriamente, clicar nos botões CONCLUIR e ENTREGAR PROVA, para que o sistema dê por encerrado o evento com sucesso.

Não haverá, em hipótese alguma, segunda chamada.

IMPORTANTE: SOMENTE no período de provas o aluno utilizará, obrigatoriamente, o LOGIN e a SENHA. Caso esses dados sejam extraviados, o aluno poderá recuperá-los, sendo acessados pelo botão “Esqueci minha senha”.

Certificado do curso

Ao final do curso o certificado será emitido e disponibilizado na página do Observatório Nacional, sem qualquer custo. Não será emitido ou enviado certificado impresso ou declarações. A divulgação das notas e o acesso ao certificado são restritos ao aluno.

Cada módulo corresponde a 12 horas de curso. No final do curso o certificado será emitido multiplicando-se o número de módulos por prova realizada, com nota média mínima igual a 6,0(seis), por 12 horas. Assim, o aluno que tiver feito todas as quatro provas, tendo obtido a nota mínima em cada uma delas, terá um certificado de 120 horas.

 LINKS:

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Poeira do Saara viaja até a Amazônia, mostra NASA

Um vídeo criado pela NASA mostra que, apesar dos mais de 2.500 quilômetros de distância, o deserto do Saara e a floresta amazônica estão mais ligados do que parece.

A agência espacial americana coletou dados entre 2007 e 2013 que mostram a relação entre o deserto, que ocupa um terço do território africano, e a maior floresta tropical do mundo.

O estudo mostra que cerca de 182 milhões de toneladas de poeira atravessam o oceano Atlântico todos os anos, saindo do Saara para o continente americano. É a primeira vez que a NASA consegue quantificar quanta poeira faz essa viagem.

Do total, 27,7 milhões de toneladas caem na floresta, trazendo diversos nutrientes, como o fósforo.

A região amazônica recebe em média 22 mil toneladas de fósforo, que funciona como um fertilizante e é fundamental para o crescimento das plantas, compensando as perdas desse nutriente durante as chuvas e inundações.

O estudo também mostra que a quantidade de poeira transportada depende das chuvas que ocorrem no Sahel, região ao sul do Saara. Quando as chuvas aumentam, a quantidade de poeira transportada no ano seguinte para a floresta é menor.

A descoberta faz parte de uma pesquisa que visa compreender o papel da poeira e outros agentes no meio ambiente e no clima local e global.

Veja a viagem que a poeira do Saara faz em direção ao continente americano, até depositar seus nutrientes na floresta amazônica, recriada pela NASA em 3D:

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Americanos flagram “buracos” em nuvens; fenômeno tem explicação científica

Agência de notícias divulga uma foto de uma espécie de “buraco” na nuvem em Nova Orleans, em Louisiana (EUA). O fenômeno é conhecido como fallstreak holes, que é uma grande lacuna circular ou elíptica que pode aparecer em nuvens do tipo cirrocumulus e altocumulus, abaixo das quais oscilam trilhas de cristais de gelo.

Quem olhou para o céu na quinta-feira (26) na região sudeste dos EUA, em Mississippi, Alabama e Louisiana, ficou intrigado com um mistério: nuvens pareciam perfurar o céu.

O fenômeno é conhecido como fallstreak holes, que é uma grande lacuna circular ou elíptica que pode aparecer em nuvens do tipo cirrocumulus e altocumulus, abaixo das quais oscilam trilhas de cristais de gelo.

Estes flagras têm fascinado e preocupado as pessoas ao redor do mundo por décadas, levando à especulação até sobre ETs.

Um estudo de 2011 descobriu que o pouso e a decolagem de aviões através da camada dessas nuvens são a provável causa desses buracos.

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Sonda encontra luzes misteriosas em planeta anão Ceres

A sonda Dawn, da Nasa, detectou duas luzes piscando na superfície do objeto, e os cientistas ainda não sabem a explicação para o fenômeno.

Imagem do planeta anão Ceres feita em 19 de fevereiro pela sonda Dawn (NASA/JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/IDA/VEJA)

A Nasa divulgou na quarta-feira fotografias do planeta anão Ceres, feitas pela sonda Dawn a 46.000 quilômetros de distância do corpo celeste, localizado no cinturão de asteroides existente entre Marte e Júpiter. As imagens mostram duas luzes piscando na superfície do planetoide, um fenômeno para o qual os cientistas ainda não têm explicação.

Chris Russell, principal investigador da missão, afirmou que os pontos brilhantes podem ser estruturas vulcânicas do planeta anão, mas que será preciso esperar fotografias com resolução melhor para tirar conclusões.

A sonda Dawn entrará na órbita de Ceres no dia 6 de março. “Os pontos brilhantes continuam sendo muito pequenos para a resolução da nossa câmera, mas, apesar do tamanho, são mais brilhantes do que qualquer coisa em Ceres”, afirmou Andreas Nathues, principal pesquisador de uma das câmeras da sonda Dawn. “Isso é algo inesperado e um mistério para nós.”

Lançada em 2007 pela Nasa, a Missão Dawn tem como objetivo orbitar os asteroides Vesta e Ceres para estudar sua estrutura interna, densidade, forma, tamanho, composição e massa, entre outros aspectos. Os dados ajudarão os cientistas a entender a história desses objetos e quais meteoritos encontrados na Terra vêm desses corpos.

Em agosto de 2011, a Missão Dawn orbitou o asteroide Vesta, ficando lá até setembro do ano seguinte. Ela fez mais de 30.000 imagens dele, assim como diversas medições e informações sobre sua composição geológica.

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Cinco curiosidades sobre ‘superjacaré’ brasileiro

O Purussaurus brasiliensis está extinto há 8 milhões de anos, mas ainda pode causar um certo frisson na comunidade científica.

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O antepassado do jacaré, que viveu na região da Amazônia no período mioceno, foi descoberto em 1892, pelo cientista e aventureiro brasileiro Barbosa Rodrigues. Mas um estudo publicado na semana passada tirou o réptil de décadas de esquecimento: uma equipe de pesquisadores brasileiros pela primeira vez fez estimativas detalhadas de suas dimensões e de sua fisiologia.

A principal revelação foi a de que a mordida do Purussaurus era duas vezes mais forte que a do Tiranossauro Rex, o mais notório dos dinossauros.

Mas essa não foi a única curiosidade, como a lista abaixo mostra.

Segundo Aline Ghilardi, paleontóloga da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o Purussaurus precisava de uma imensa quantidade de comida para sustentar o corpanzil que podia passar dos 12 metros de comprimento. Ela e seus colegas calcularam que o jacaré pré-histórico precisava comer uma média de 40kg de carne diariamente para sobreviver.

 

Isso é pelo menos 15 vezes mais do que um jacaré contemporâneo come.

“O mioceno foi uma era marcada por grandes mamíferos na região da Amazônia. Havia preguiças de cinco metros, por exemplo. Isso era perfeito para o Purussarus“, conta Ghilardi.

Diagrama de escala que indica o tamanho do Purussaurus brasiliensis (vermelho)

 

O Purussaurus viveu há 8 milhões de anos, mais de 50 milhões depois da extinção do tiranossauro. Mas Ghilardi não tem dúvidas sobre quem levaria a melhor caso os dois animais se encontrassem pelo caminho.

“O tiranossauro não teria vez numa luta. Para começar, o Purussaurus vivia numa região de pântanos, o que lhe dava mais vantagem territorial. E sempre vale lembrar que um antepassado do jacaré era predador do tiranossauro”, conta Ghilardi.

Uma lista dos animais de mordida mais poderosa tem detalhes impressionantes. Segundo a equipe de pesquisadores, a força da mordida média do jacaré pré-histórico brasileiro era de sete toneladas, com força mínima de 41 mil e máxima de mais de 115 mil. O tiranossauro, por exemplo, não passava de 57 mil.

A pesquisa brasileira foi possível por causa da descoberta de um crânio no Acre pelos paleontologistas Edson Guilherme e Jonas Souza Filho.

Não é por mera coincidência que o “ranking da mordida” tem seis animais da família dos jacarés e crocodilos entre os dez mais fortes. “O Purussaurus tinha uma anatomia bem adequada para uma mordida violenta e sustentável”, diz Ghilardi.

E essa eficiência se manteve ao longo de milhões de anos.

“Basta vermos as semelhanças entre os antepassados e os jacarés e crocodilos de hoje”, observa.

Análises de outros pesquisadores em fósseis do Purussaurus revelaram que ele já era capaz de fazer os temidos “rolamentos” na água com que jacarés e crocodilos de hoje matam e desmembram suas presas.

Na Amazônia miocênica, o Purussaurus era o rei da selva – ou melhor, do pântano.

Mas um fenômeno geológico seria fatal para o jacaré pré-histórico: o surgimento da Cordilheira dos Andes, que teve um impacto profundo no meio-ambiente do continente inteiro, e ainda mais dramático na região amazônica. As mudanças extinguiram diversas espécies e tornaram a vida do Purussaurus brasiliensis extremante complicada.

“A constante subida dos Andes e a mudança do sistema amazônico de pântanos para os sistemas de rios que temos hoje reduziu muito a área para esses animais gigantes viverem. Ao reduzir também o número de presas, causou rapidamente a extinção dos superjacarés amazônicos. É uma lição para nós de que nem sempre é necessário um meteoro para causar a extinção de um grupo bem sucedido de espécies”, afirma Tito Aureliano, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), um dos autores do estudo.

O Tiranossauro Rex viveu milhões de anos antes do Purussaurus, mas tinha antepassado como predador

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A plantação de algodão que fez mar de Aral virar deserto

Foram necessários apenas 40 anos para que o quarto maior lago do mundo, o mar de Aral, na Ásia Central, secasse. O que antes eram 60 mil quilômetros quadrados preenchidos por água, com profundidade de 40 metros em alguns locais, evaporou. Agora, resta apenas 10% do lago

O desaparecimento do Mar de Aral, na Ásia Central, é uma das maiores catástrofes provocadas pelo homem do mundo. Para estimular o cultivo de algodão, políticas de irrigação agressivas implementadas pelos soviéticos transformaram 90% do que costumava ser o quarto maior lago do mundo em um deserto.

O repórter da BBC uzbeque Rustam Qobilov analisa as tentativas de salvar o Mar de Aral e suas probabilidades de sucesso.

Foram necessários apenas 40 anos para que o quarto maior lago do mundo, o Mar de Aral, na Ásia Central, secasse.

O que antes eram 60 mil quilômetros quadrados de água, com profundidade de 40m em alguns locais, evaporou. Agora, resta apenas 10% do lago.

Seu desaparecimento é considerado uma das alterações mais dramáticas feitas na superfície da Terra em séculos.

Os dois maiores rios da Ásia Central costumavam desaguar no Mar de Aral: um – o Syr Darya – a partir do norte; outro – o Amu Darya – a partir do sul.

Mas os dois rios também foram a fonte óbvia de irrigação para a indústria de algodão soviética.

Os soviéticos queriam transformar a Ásia Central na maior região produtora de algodão do mundo – por um período na década de 1980, o Uzbequistão cresceu mais do que qualquer outro país.

Como o mar encolheu, os enormes volumes de pesticidas e inseticidas jogados no rio ao longo dos anos tornaram-se gradualmente mais concentrados, até que os peixes começaram a morrer.

Em outras palavras, para construir a indústria de algodão, os soviéticos acabaram com um mar e seus peixes.

O clima também começou a mudar. A chuva parou. A grama secou, e os pequenos lagos de água doce que existiam perto da costa desapareceram, bem como os rebanhos de antílopes que costumavam vagar pela área.

Ao diminuir, o Mar de Aral ficou com o formato de um boneco de neve, com um corpo grande e gordo e uma cabeça pequena.

A cabeça é conhecida como o Pequeno Aral, com uma barragem localizada na “garganta” do boneco.

Foi essa barreira, a represa Kokaral, que permitiu que a água do lago subisse três metros a partir do seu ponto mais baixo desde 2005, enchendo o fundo do mar vazio e trazendo-o de volta à vida.

Mas o pequeno Aral sempre foi apenas 5% do tamanho total do antigo mar. Por isso, as grandes fábricas de processamento de peixe que agora estão ociosas nunca mais serão tão produtivas quanto antes.

Ainda assim, é a fonte de alguma esperança.

Marjan, um mulher de 67 anos que vive na antiga cidade portuária de Aral, no Cazaquistão, tem saudades dos dias antes do mar se transformar em um deserto.

Embora possa ser tarde demais para ela, diz desejar que seus netos possam ver a água batendo nos muros do porto outra vez.

A meta do governo cazaque é fazer com que o pequeno Aral se expanda até atingir sua antiga costa. Com o Banco Mundial, o governo pagou US$ 85 milhões pela barragem Kokaral.

No entanto, o que pode salvar o Pequeno Aral é visto no Uzbequistão como uma sentença de morte para o que resta do Grande Aral.

No lado uzbeque da barragem para o sul, as pessoas estão com raiva porque dizem que a barragem fechou a única fonte de água que estava entrando em seu mar.

No entanto, alguns acreditam que as autoridades uzbeques não estão muito preocupadas em salvar o Mar de Aral.

Depósitos de petróleo e gás foram identificados sob o fundo do mar. É mais fácil extrai-los em condições secas.

Empresas de energia russas e coreanas já começaram a trabalhar.

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