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Capital federal faz aniversário

Brasília faz 55 anos sem alcançar maturidade econômica

Dependência do setor público aumentou na última década

Distrito Federal é o local onde existe a maior distância entre pobres e ricos

Sérgio Lima/Folhapress - 16.mai.2005

A capital planejada do Brasil comemora 55 anos nesta 3ª feira, 21 de abril, emitindo sinais de que não pretende reduzir a dependência de sua economia do setor público.

Na última década, a participação da administração pública no PIB (Produto Interno Bruto) de Brasília permaneceu estável, com leve alta. Na outra ponta, o impacto do comércio, indústria e agricultura na produção de riqueza diminuiu.

 

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Praia de Ipanema recebe show em apoio à ‘Hora do Planeta’

Campanha pede que pessoas apaguem as luzes por 60 minutos.
Playing For Change e Hamilton de Holanda são algumas das atrações.

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Uma multidão se reuniu na Praia de Ipanema, na noite deste sábado (28), para acompanhar os shows que apoiam a “Hora do Planeta”. A ação pede que população, governos e empresas apaguem as luzes por 60 minutos, das 20h30 às 21h30, em um ato simbólico global por soluções para as mudanças climáticas.

Apresentam-se em apoio à causa global o grupo Playing For Change e os músicos Hamilton de Holanda, Rodrigo Sha e Eduardo Neves, além do DJ Nado Leal.

O bondinho do Pão de Açúcar, o Jardim Botânico, o Pão de Açúcar, o MAM, o MAC de Niterói e o Shopping Rio Sul são alguns locais que vão aderirar à campanha e terão suas luzes apagadas.

Hora do Planeta tem show em Ipanema (Foto: Beta Saad/Arquivo Pessoal)
Hora do Planeta tem show em Ipanema (Foto: Beta Saad/Arquivo Pessoal)

Hora do Planeta “apagou” a Torre Eiffel durante cinco minutos

Por razões de segurança, o monumento mais visitado do mundo não se manteve às escuras durante uma hora.

Agora vê-a, agora... menos. Durante cinco minutos a Torre Eiffel esteve sem luzes decorativas
Durante cinco minutos a Torre Eiffel esteve sem luzes decorativas Fotografia © EPA/ETIENNE LAURENT

A emblemática Torre Eiffel, em Paris, esteve hoje com luzes apagadas durante cinco minutos, para assinalar a Hora do Planeta, uma iniciativa que se comemora em todo o mundo contra o aquecimento global.

A Hora do Planeta cumpre-se durante uma hora, mas, por razões de segurança, o monumento mais visitado do mundo só esteve com as luzes desligadas durante cinco minutos, constatou um fotógrafo da agência de notícias francesa AFP.

Ao todo, em Paris, cerca de 300 monumentos estiveram, a partir das 20:30 (horário local), às escuras.

Para a organização ambientalista WWF, que promove a iniciativa pela nona vez, a ideia não é poupar eletricidade, mas lembrar o custo do consumo de energia para o planeta e exigir compromissos internacionais fortes para travar o aquecimento global.

Paris vai acolher este ano, entre 30 de novembro e 11 de dezembro, a conferência mundial sobre alterações climáticas.

A Hora do Planeta 2015 teve, de acordo com a WWF, a adesão de mais de 170 países, incluindo Portugal, onde se esperava que monumentos como o Palácio da Pena, em Sintra, estivessem sem luzes acesas durante uma hora, entre as 20:30 e as 21:30.

A Ponte de Sydney, na Austrália, a Torre Taipei, um dos edifícios mais altos do mundo, em Taiwan, bem como as torres gémeas Petronas, em Kuala Lumpur, na Malásia, também ficaram às escuras.

O Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, a Sagrada Família, em Barcelona, a Times Square, em Nova Iorque, o Big Ben, em Londres, a Catedral de Colónia e a Acrópole de Atenas constavam também da lista de locais com luzes apagadas.

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Aracaju participa da ‘Hora do Planeta’ e deve apagar luzes por 60 minutos

Movimento sugere que luzes sejam apagadas das 20h30 às 21h30 de hoje.
Ato simbólico espera sensibilizar a população contra o aquecimento global.

A ‘Hora do Planeta’ acontece neste sábado (28) em todo o mundo. Em Aracaju será das 20h30 às 21h30 quando algumas empresas, residências órgãos públicos apagarão as luzes como ato simbólico em combate ao aquecimento global.

A iniciativa é promovida pela Rede WWF e está na sétima edição. No Brasil, mais de 100 cidades já aderiram a esse movimento. Aracaju faz parte desta lista com o Centro Administrativo Olímpio Campos e a sede da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Sema).

“É um momento de conscientização dos aracajuanos para o grande estágio de degradação que está o nosso planeta. O ato simbólico é uma corrente mundial para despertar, chamar a atenção e convidar as pessoas a cuidarem melhor da Terra”, destaca o secretário municipal do Meio Ambiente, Eduardo Matos.

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Hora do Planeta apagará as luzes para lembrar debate sobre clima

Cerca de 170 países e territórios já confirmaram sua participação

 
Hora do Planeta apagará as luzes para lembrar debate sobre clima  FÁBIO MOTTA/ESTADÃO CONTEÚDO/
Cristo Redentor é um dos monumentos ao redor do mundo que desligará as luzes no sábado à noite Foto: FÁBIO MOTTA/ESTADÃO CONTEÚDO

Centenas de edifícios simbólicos nas principais cidades ao redor do mundo, da Torre Eiffel, em Paris, até o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, apagarão as luzes no sábado como parte de uma campanha global contra as alterações climáticas, realizada há vários anos.

O evento anual promovido pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF), quer que durante 60 minutos as pessoas, cidades, empresas e organizações desliguem as luzes, começando às 20h em cada localidade, a fim de alertar sobre os riscos ambientais que o planeta enfrenta.

Esta será a nona edição do evento, que tem como objetivo economizar não só eletricidade, mas também criar a consciência sobre a necessidade de fontes de energia sustentáveis, além de solicitar compromissos políticos para frear o aquecimento global.

— Cerca de 170 países e territórios já confirmaram sua participação, mais de 1.200 lugares e 40 locais declarados patrimônio da Unesco — disse à AFP o organizador da Hora do Planeta, Sudhanshu Sarronwala.

Durante a Hora do Planeta, o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, a Acrópole, em Atenas, o Castelo de Edimburgo, o Big Ben, em Londres, o centro histórico de Quito, a Times Square em Nova York e a ponte de Sydney apagarão as luzes.

O evento ocorre antes de uma importante reunião política em dezembro, em Paris, que tem como objetivo chegar a um acordo para reduzir as emissões de CO2 e dias antes do término do prazo para todas as partes apresentarem seus compromissos.

A Hora do Planeta, que começou como uma pequena demonstração simbólica em Sydney, em 2007, tornou-se um fenômeno global, que também tem um toque festivo.

O slogan deste ano é “use seu poder para mudar a mudança climática”, que deu origem a inúmeras iniciativas em diferentes lugares, como uma festa de dança Zumba com trajes que brilham no escuro nas Filipinas, ou jantar à luz de velas em restaurantes de Londres e até uma pista de dança com o seu próprio gerador sob a Torre Eiffel.

De acordo com Mike Berners-Lee, um consultor privado especialista em energia, a Hora do Planeta é uma maneira muito eficaz de enviar uma mensagem e dizer que as pessoas “realmente se importam com o sucesso da reunião de Paris”.

— Apagar a luz por uma hora não é muito em termos de economia de emissões de carbono. O que importa é que eles estão enviando uma mensagem de que você deveria ser preocupar com esse tipo de coisa — disse à AFP.

Estima-se que nove milhões de pessoas em 162 países participaram no ano passado na Hora do Planeta, segundo dados da WWF.

Para Sarah Olexsak, autora de um estudo sobre o impacto da Hora do Planeta que mediu os resultados em 10 países em seis edições da iniciativa, afirma que, em média, se registra uma queda de 4% no consumo de energia elétrica durante os 60 minutos do evento.

— Constatamos que uma mudança de comportamento em larga escala tem resultados mensuráveis — explicou ela à AFP.

De acordo com a pesquisadora, a mudança de comportamento em grande escala começa com um pequeno passo e participação na Hora do Planeta é um compromisso para salvar energia que pode ser levado para outras áreas de suas vidas.

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São Paulo adere à Hora do Planeta 2015

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A Superintendente de Comunicação, Marketing e Engajamento do WWF-Brasil Renata A. Soares ao lado do Secretário do Verde e Meio Ambiente Wanderley Meira do Nascimento © WWF-Brasil

A capital paulista oficializou sua participação na Hora do Planeta 2015 e irá apagar seus maiores símbolos: a fonte do Parque do Ibirapuera, o Monumento às Bandeiras, o Theatro Municipal e a Ponte Estaiada. O termo foi assinado pelo Secretário do Verde e Meio Ambiente Wanderley Meira do Nascimento. A Secretaria de Estado da Cultura também se mobilizou e irá desligar as luzes das fachadas da Sala São Paulo, da Pinacoteca do Estado de São Paulo, do Museu da Imagem e do Som (MIS), do Museu da Língua Portuguesa e da Casa das Rosas.

Mas a participação da cidade não para por aí. Somando-se aos pontos listados no Termo de Adesão da Prefeitura e aos informados pela Secretaria, serão também apagados os túneis do Metrô administrados pela ViaQuatro e o prédio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) – onde haverá projeção de vídeos sobre a Hora do Planeta na Galeria Digital (à partir das 20h) e uma contagem regressiva para o apagar de luzes País afora com início às 20h29.

Estabelecimentos comerciais e prédios privados da capital também participam do maior ato global contra as mudanças climáticas, como os hotéis Meliá International, Staybridge Suites e Grand Hyatt, e os shoppings Metrô Itaquera, Tietê Plaza, Plaza Sul, Interlagos, Continental e Bourbon – que estão programando diversas atividades de engajamento para o público, funcionários e parceiros.

Em São Paulo, a Hora do Planeta tem as rádios Eldorado e Estadão como canais oficiais. As emissoras encamparam o movimento com a veiculação de spots de personalidades – como como a jornalista Marília Gabriela, e os atores Cissa Guimarães e Leopoldo Pacheco – e a divulgação de notícias sobre a campanha.

Como as cidades podem participar?
Para participar da Hora do Planeta 2015, as cidades brasileiras devem entrar em contato pelo e-mail cidades@wwf.org.br ou pelo telefone (11) 3061-0121. A partir deste contato, será enviado um Termo de Adesão que deve ser assinado por uma autoridade municipal, formalizando a participação no movimento. Ao realizar seu cadastro, o município também recebe o guia Como Participar – Governos, com dicas para envolver a comunidade e divulgar sua participação em mídias locais – além de recomendações quanto à segurança (como, por exemplo, não apagar a iluminação pública de ruas e avenidas). Todas as cidades brasileiras participantes são citadas em matérias e entrevistas aqui no site e nas redes sociais do WWF.

Festival Hora do Planeta
A sétima edição da Hora do Planeta no Brasil acontece no sábado, 28 de março, quando milhares de cidades, empresas e pessoas apagam as suas luzes, entre 20h30 e 21h30, em um grande alerta global contra as mudanças climáticas. Para celebrar a data, o WWF-Brasil promove um grande show gratuito no Rio de Janeiro, na Praia de Ipanema (Posto 10). O evento será no sábado 28 de março, a partir das 16h, e terá como principal atração o coletivo internacional de artistas Playing For Change e o músico Hamilton de Holanda. Também se apresentam Rodrigo Sha, Eduardo Neves e o DJ Nado Leal. Todo o espetáculo será realizado com gerador de biocombustível e com o patrocínio da Ambev, Banco do Brasil e Grupo Malwee. Além da TAM Linhas Aéreas, transportadora oficial da ação no Brasil, e da Globo que apoia o evento.

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Poluição do mar e dos rios causa prejuízos para economia das cidades

Com mais praias limpas, receitas dos hotéis poderiam aumentar em até R$ 882 milhões/ano, calcula Associação Brasileira da Indústria de Hotéis.

Este domingo (22) é o Dia Mundial da Água. Já imaginou se todas as nossas praias, rios e lagoas estivessem livres da poluição? Além de bom para a saúde, seria saudável também para a economia.

Uma cidade maravilhosa cercada de águas, nem sempre limpas. Nas praias, quase 27% das amostras coletadas no ano passado desaconselharam o banho de mar. Nos rios, a situação é ainda pior. Dos 15 pontos de coleta analisados no município do Rio, nenhum apresentou qualidade ótima ou boa. Apenas cinco estão em situação regular. Nos outros dez rios, a qualidade da água foi considerada ruim.

Quem mora na cidade já se acostumou a ver imagens de rios poluídos, cheios de esgoto sem tratamento e lixo flutuante. Mas o que não se viu ainda é a conta que o Jornal Nacional vai mostrar. São números importantes e surpreendentes que revelam como a despoluição total das nossas águas pode impactar de forma direta a saúde, a qualidade de vida e a economia da cidade. Com mais praias limpas, as receitas dos hotéis poderiam aumentar em até R$ 882 milhões por ano.

“Nós estamos falando em 12% de perda de ocupação na oferta hoteleira. Se você calcular isso, dá cerca de 7 mil quartos que deixam de ser ocupados por dia, fruto dessa poluição. Fora que o turista vem e faz compras aqui. O prejuízo é muito grande”, calcula Alfredo Lopes, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis.

Quem vive de atividades aquáticas vê no Rio de Janeiro um potencial para virar um grande polo de lazer, principalmente na Baía de Guanabara.

“É todo um comércio relacionado a esse lazer. Nós estamos falando de quiosques, de restaurantes, de bares. Hoje, o Rio de Janeiro perde uma fortuna por não ter condições de água adequadas. Isso o poder público precisa entender, de que mais que um custo é o melhor investimento que o Rio de Janeiro pode fazer”, diz Marco Aurélio Ribeiro, presidente da Confederação Brasileira de Vela.

Um dos maiores ganhos da água limpa é a redução do número de casos de doenças, como diarreia, hepatite e leptospirose, entre outras. Água limpa traz saúde, qualidade de vida e desenvolvimento econômico para qualquer cidade.

Prefeitura de SP planta árvores no asfalto e levanta polêmica

Sete espécies de árvores foram escolhidas, entre eles ipê, caroba, carobinha e cássia.
Sete espécies de árvores foram escolhidas, entre eles ipê, caroba, carobinha e cássia.

Nesta semana, a prefeitura de São Paulo iniciou testes para buscar novas alternativas que ampliem o plantio de árvores na capital. Um projeto piloto, batizado de “Árvore no Asfalto”, em Cidade Patriarca, bairro localizado na zona leste, já plantou 70 mudas no asfalto, entre as duas mãos de circulação de veículos e em ilhas, no cruzamento das vias.

“Nós estamos desenvolvendo novas metodologias de plantio, levando em consideração as características da cidade: as calçadas são estreitas, então a árvore ocupa um espaço precioso na calçada, necessário para o cadeirante ou para a pessoa com deficiência, e a fiação, com o que as árvores convivem mal”, afirmou Haddad. Segundo o prefeito, os testes são supervisionados por agrônomos e engenheiros da CET.

Novas alternativas serão testadas ainda neste primeiro semestre de 2015. O objetivo é ampliar a quantidade de verde na cidade, que conta com menos de um milhão árvores em vias públicas. As árvores no ambiente urbano oferecem mais qualidade de vida à população, pois reduzem as ilhas de calor, atenuam a poluição atmosférica e sonora e oferecem mais conforto para os pedestres.

Foto: Fabio Arantes/SECOM

De acordo com levantamentos realizados pela Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, a região leste é a que apresenta maior déficit de árvores por habitante.

“A árvore na cidade tem adversidades: tem o solo, a qualidade do ar, a fiação. Ao longo da história o planejamento urbano não contemplou o pedestre, então tem muitos lugares onde ou tem espaço para o pedestre ou para a árvore. Então o plantio no asfalto é uma alternativa para deixar a cidade mais verde. Na Europa e no Canadá há projetos de plantio muito semelhantes”, explicou o secretário Wanderley Meira do Nascimento (Verde e Meio Ambiente).

Foto: Fabio Arantes/SECOM

Nesta primeira etapa do projeto, sete espécies de árvores foram escolhidas, entre eles ipê, caroba, carobinha e cássia. As espécies plantadas são de médio e grande porte, com raiz pivotante, que não se espalha lateralmente. A medida visa justamente evitar a deformação do pavimento no futuro. No plantio, são também utilizados anéis de concreto que direcionam as raízes para camadas mais profundas do solo.

Outros cuidados foram de verificar se no local de plantio existem redes subterrâneas de concessionárias, como água, esgoto ou gás, ou fiação elétrica. Em seis meses, os ipês plantados começarão a ter flores.

Foto: Fabio Arantes/SECOM

Critérios técnicos

O projeto piloto estabelece que as árvores podem ser plantadas em vias pavimentadas que apresentam um volume diário médio de tráfego abaixo de 2.500 veículos, leito carroçável com 12 metros ou mais de largura, e que não sejam corredores de carga ou de ônibus.

O plantio sobre o asfalto possui baixo custo de implantação e uma única equipe consegue plantar cerca de 30 árvores por dia. Para delimitar a faixa de plantio, a CET implementou sinalização horizontal, com duas faixas contínuas e zebradas. Além disso, o plantio é interrompido com pelo menos sete metros de distância das esquinas transversais, de modo a garantir a visibilidade de motoristas e pedestres.

Foto: Fabio Arantes/SECOM

Iniciativa divide opiniões

Apesar da boa intenção, as árvores não estão sendo bem vistas por todos os olhos. O projeto acendeu um debate nas redes sociais aos favoráveis e contrários à decisão.

“É um protótipo para corrigir imperfeições, erros, estudos. No fundo, percebemos que todos são favoráveis e querem mudanças simples. Prototipar é isso mesmo tem que testar, ouvir, estudar, pesquisar e aprimorar”, afirma o especialista em mobilidade urbana Lincoln Paiva. Ele que assessora os projetos de ocupação urbana da prefeitura de São Paulo está entusiasmado com a quantidade de pessoas debatendo – seja  contra ou a favor do projeto.

Já para a jornalista e agricultora urbana Claudia Visoni, é importante dar mais espaço para planta se desenvolver. “Sou a favor e acho importantíssimo trazer mais verde e sombra para as ruas. É preciso, no entanto, aumentar a caixa para não sufocar as árvores (tornar maior o buraco no cimento, o manual de arborização da prefeitura tem as medidas necessárias). Acho que seria legal colocar árvores também próximas à calçada, no local de estacionamento de carros. Perde-se uma vaga (ou menos), mas ganha-se sombra”, defende.

Outra questão que tem rendido bastante discussão é a ausência de canteiro central, que para uns pode causar acidentes ou, pelo contrário, obrigar os condutores a dirigirem com mais atenção, reduzindo a velocidade nas avenidas. Ainda em fase de testes, a prefeitura afirma que os resultados serão avaliados junto com a população para definir a possibilidade de expansão do projeto.

Foto: Fabio Arantes/SECOM

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Conheça Fordlândia, a cidade construída pela Ford na Amazônia

Ruínas de Fordlândia hoje estão sendo saqueadas (Fonte da imagem: Wikimedia)

Em meio a cerca de 300 mil seringueiras, na Amazônia, é possível encontrar ruínas que parecem ter saído dos subúrbios dos Estados Unidos, com casas pré-fabricadas, cinemas, hospitais e escolas. E, de certa forma, foi isso que aconteceu: no final da década de 20, Henry Ford tentou construir no Brasil uma espécie de Detroit, cidade norte-americana cuja principal indústria é a automobilística. Para isso, Ford contava com um latifúndio de 1 milhão de hectares nas margens do rio Tapajós, a cerca de um dia e meio de viagem de barco de Santarém, no Pará. A “cidade” planejada pelo empresário deveria abrigar milhares de trabalhadores brasileiros e estrangeiros, além de servir como fonte de látex para a produção mundial da companhia. Porém, envolto em muitas dificuldades, o projeto acabou falhando.

(Fonte da imagem: The Henry Ford/Flickr)

Terreno inapropriado e cultura conflitante

O projeto da Fordlândia começou errado. Sem saber que poderia negociar terras diretamente com o governo brasileiro — e consegui-las gratuitamente —, Henry Ford acabou comprando a propriedade de um cafeicultor por cerca de R$ 125 mil nos dias de hoPágina com mais informações fotos: je. Porém, havia um problema: a terra, montanhosa demais, também era inapropriada para o cultivo de seringueira. Mesmo assim, a cidade começou a ser erguida em meio à floresta e o projeto foi sendo estruturado. Madeira, telhas e até mesmo as mudas das seringueiras foram trazidas dos EUA de navio. Pessoas do Brasil todo seguiam para o norte do país na expectativa de um emprego na Fordlândia, mas nem todos eram aceitos, visto que o exame médico era bastante rigoroso. Mesmo assim, muita gente sem experiência foi contratada, o que causou uma espécie de debilidade de mão de obra. A cidade possuía vilas para administradores, com campo de golfe, cinema e piscina, e para funcionários, com estruturas mais modestas. Além disso, ali também ficava um dos melhores hospitais da região e, como se não bastasse, o salário era pago quinzenalmente e em dinheiro, algo muito bom para a época. Mas como dizem, dinheiro não é tudo. Com o passar do tempo, os funcionários começaram a ficar insatisfeitos com regras que, na época, eram muito novas para os trabalhadores, como relógios de ponto, sirenes e regras de comportamento que desmotivavam a permanência no local. Isso gerou uma rotatividade muito grande de funcionários.

“Abaixo ao espinafre!”

Também foi na Fordlândia que aconteceu um protesto curioso. Cansados da alimentação à moda americana, os funcionários se rebelaram e prometeram greve caso a empresa continuasse a servir espinafre com tanta frequência. No lugar do vegetal rico em ferro, os moradores queriam o bom feijão brasileiro, além de peixe e farinha.

Vila dos funcionários de Fordlândia (Fonte da imagem: The Henry Ford/Flickr)

 Praga e mudança de mercado

E apesar de um ou outro momento que indicaram um possível sucesso na empreitada de Ford, o projeto acabou fracassando. Além dos problemas já mencionados, as seringueiras foram afetadas por um fungo que se espalhou rapidamente. Na floresta, as seringueiras existem com mais espaçamento entre elas e, portanto, as doenças não se espalham com essa facilidade. Mas os americanos plantaram as árvores muito próximas uma das outras, de maneira semelhante ao plantio de eucalipto. Além disso, o aparecimento da borracha sintética também atrapalhou os planos da empresa, já que grandes potências começaram a trocar a borracha natural por essa variante. No total, Ford teria gasto cerca de meio bilhão de reais no projeto, que no fim acabou sendo vendido ao governo brasileiro por US$ 250 mil (cerca de R$ 574 mil). Hoje, as instalações sPágina com mais informações fotos: e encontram abandonadas e sofrem saques e desmanches constantes enquanto aguardam o tombamento pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

Para saber mais acesse os seguintes links:

 

Documentário:

Os detalhes desta história fantástica e do que aconteceu com Fordlândia depois do fracasso fordista são contados no excelente documentário Fordlândia, de Marinho Andrade e Daniel Augusto, que está disponível na íntegra no YouTube:
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Sabesp demite 300 funcionários, 70% da área operacional, e já há ameaça de greve

A meta da Sabesp é cortar até 5% do quadro de funcionários e reduzir 10% da folha de pagamento
A meta da Sabesp é cortar até 5% do quadro de funcionários e reduzir 10% da folha de pagamento

Em “penúria hídrica e financeira”, conforme afirmou integrante do governo paulista, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) colocou em curso um plano de “ajustes no quadro pessoal” que deve resultar em cerca de 600 demissões.

Segundo os sindicatos que representam funcionários, 300 dispensas já foram homologadas em todo o Estado, 70% na área operacional da empresa, onde atuam trabalhadores que fazem, por exemplo, reparos de vazamentos nas redes de água e esgoto.

“As demissões são claramente uma política de economia da empresa que vai precarizar o atendimento à população. Como você combate uma crise hídrica dessa proporção mandando mão de obra embora? São funcionários que fazem a manutenção da rede, que trabalham para evitar o desperdício de água”, disse Rene Vicente dos Santos, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente de São Paulo (Sintaema).

A entidade marcou uma assembleia para o dia 10 que pode levar à paralisação da categoria.

Segundo o jornal “O Estado de S. Paulo” apurou com funcionários da empresa, a meta é cortar até 5% do quadro de funcionários e reduzir 10% da folha de pagamento, por causa da queda de receita, que pode superar R$ 1 bilhão, provocada pela crise hídrica.

Anteriormente, no início de 2014, a Sabesp tinha 15 mil funcionários em todo o Estado. Os números atualizados devem ser divulgados no balanço anual da companhia, no fim do mês.

O secretário de Saneamento e Recursos Hídricos, Benedito Braga, disse a prefeitos da região do Alto Tietê nesta semana que a Sabesp está em “penúria hídrica e financeira”.

Sobre as demissões, afirmou ao Estado que fazem parte de um termo de ajustamento de conduta (TAC) assinado entre a empresa e o Ministério Público do Estado (MPE) em 2010 – que estabelece o desligamento de funcionários já aposentados, com o argumento de que recebem dois proventos do Estado.

Cargos sem concurso

O presidente do Sindicato dos Urbanitários de Santos e Região (Sintius), Marquito Duarte, criticou as 31 demissões já homologadas na Baixada Santista e no Vale do Paraíba e disse que a companhia manteve em seus quadros 60 assessores de diretoria que ocupam cargos comissionados (sem concurso) e recebem cerca de R$ 20 mil.

“Para diminuir despesa, a Sabesp faz como toda empresa em crise, corta funcionários e até o café, mas mantém os assessores de diretoria, muitos dos quais são indicação política”, afirmou.

Segundo levantamento feito pelo Estado na relação de funcionários da Sabesp disponível no portal da transparência estadual, a companhia tem ao menos cinco assessores de diretoria filiados ao PSDB, partido do governador Geraldo Alckmin. São eles: Juan Manuel Villarnobo Filho, presidente da sigla em Santos; Hélio Rubens, ex-prefeito de Itapecerica da Serra; Rodolfo Costa e Silva, ex-deputado estadual; Silvio Antonio Ranciaro; e José Aurélio Boranga – além do ex-prefeito de Presidente Prudente pelo PPS Virgílio Tiezzi Júnior.

Qualidade

Em nota, a empresa afirma que “não procede a informação de que não estão sendo desligados assessores de diretoria dentro da política de ajustes atualmente em curso na Sabesp”.

Dos seis assessores citados, “três, que ocupavam cargos comissionados, já foram notificados sobre a dispensa”. A empresa não informou quais são nem quantos assessores serão desligados no total. Procurado, o PSDB não se manifestou. O Estado não conseguiu contato com Tiezzi Júnior.

A companhia também nega que as demissões vão comprometer a qualidade na prestação de serviços.

“Anualmente, em seu relatório de sustentabilidade, a Sabesp divulga a evolução do quadro de funcionários. A companhia tem perseguido a melhora do índice de produtividade na relação ligações de água e esgoto por empregado. Em 2002, eram 551; em 2007, 708, e em 2013, 948. Os dados comprovam, assim, um aumento de 70% da eficiência”.

Com queda de receita, por causa da redução no volume de água faturado, a Sabesp ainda estuda pedir reajuste da tarifa acima da inflação em abril. A empresa alega aumento de custos, como de energia elétrica. As informações são do jornal “O Estado de S. Paulo”.

Vista da represa Atibainha, na cidade de Nazaré Paulista (SP), uma das que formam o sistema Cantareira. O nível do Cantareira manteve-se hoje em 11,7% de sua capacidade total, no mesmo patamar registrado desde a segunda-feira, mas esse percentual inclui duas cotas do volume morto, água que fica no fundo das represas

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