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NASA revela descoberta de 7 planetas extrassolares que podem abrigar vida

descoberta de 7 planetas que podem abrigar água e vida

Descoberta fantástica mostra que planetas na zona habitável de suas estrelas não são algo incomum!

O telescópio espacial Spitzer da NASA revelou o primeiro sistema conhecido de sete planetas do tamanho da Terra em torno de uma única estrela. Três desses planetas estão firmemente localizados na zona habitável, a área em torno da estrela mãe onde um planeta rochoso é capaz de abrigar água no estado líquido.

A descoberta estabelece um novo recorde para o maior número de planetas de zonas habitáveis encontrados em torno de uma única estrela fora do nosso Sistema Solar. Todos esses 7 planetas poderiam ter água líquida (a chave para a vida como a conhecemos) sob as condições atmosféricas corretas, mas as chances são maiores com os três exoplanetas na zona habitável.

Ilustração artística da estrela TRAPPIST-1 e seus 7 planetasIlustração artística da estrela anã ultrafria TRAPPIST-1 e seus 7 planetas.Créditos: NASA / JPL-Caltech

Sonda Rosetta descobre que cometa não tem campo magnético

A Agência Espacial Europeia divulgou imagens da superfície do cometa 67P feitas pela sonda Rosetta entre 31 de janeiro e 25 de março deste ano, a distância de 30 a 100 km do cometa
A Agência Espacial Europeia divulgou imagens da superfície do cometa 67P feitas pela sonda Rosetta entre 31 de janeiro e 25 de março deste ano, a distância de 30 a 100 km do cometa

A sonda europeia Rosetta revelou que o cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko não tem um núcleo magnético, o que contradiz o que se acreditava até então sobre a formação e a evolução dos cometas. As medições do módulo Philae, que se desprendeu da Rosetta e pousou no cometa, sugerem que as forças magnéticas “não desempenham um papel preponderante na formação e evolução de um cometa”, nas palavras do cientista do projeto Rosetta Hans-Ulrich Auster. Ele apresentou esses dados em uma conferência de imprensa nesta terça-feira (14).

A comunidade científica pensava até agora que processos como a magnetização eram parte da formação e evolução dos cometas, mas, segundo Auster, em missões espaciais anteriores, os dados não eram totalmente confiáveis devido à interação entre os ventos solares e os cometas. O estudo das propriedades do cometa podem fornecer pistas sobre o papel dos campos magnéticos na formação dos planetas e cometas do Sistema Solar, há 4,6 bilhões de anos.

Lançada em março de 2004, a sonda Rosetta orbita o 67/P desde o ano passado. Após dez anos de viagem, o módulo Philae abandonou a sonda Rosetta da Agência Espacial Europeia (ESA) e pousou sobre o cometa em 12 de novembro de 2014. O cometa está situado a 500 milhões de quilômetros da Terra.

 

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Cientistas descobrem conjunto de galáxias mais antigas e afastadas da Terra

Os satélites Planck e Herschel, foram desenhados para cartografar e analisar o cosmos desde uma órbita situada a 1,5 milhão de quilômetros da Terra. A imagem central mostra a Via Láctea: o risco no meio do desenho oval se refere à poeira cósmica de nossa galáxia. Os pontos pretos mostram a localização das protogaláxias, grupos de dezenas de galáxias que ainda estão se formando e que são, portanto, relativamente menores e "mais compactas" que a nossa. As imagens ao redor mostram a densidade de cada uma

Uma equipe internacional de pesquisadores localizou o conjunto de galáxias mais antigas e mais afastadas da Terra, formações que nasceram cerca de 2 ou 3 bilhões de anos depois do Big Bang e que são as precursoras dos cúmulos de galáxias que vemos atualmente.

O achado, publicado nesta terça-feira na revista “Astronomy & Astrophysics”, servirá para entender melhor a origem do Universo e qual é seu conteúdo.

Uma descoberta que não teria sido possível sem os satélites da Agência Espacial Europeia (ESA), Planck e Herschel, dois instrumentos desenhados para cartografar e analisar o cosmos desde uma órbita situada a 1,5 milhão de quilômetros da Terra.

O pesquisador do departamento de Física da Universidade de Oviedo e coautor do estudo, Luigi Toffolatti, explicou à Agência Efe que graças a estes dois satélites foram encontrados “grupos de galáxias mais antigos, os precursores dos cúmulos de galáxias que são vistos atualmente”.

Anteriormente tinham sido localizado galáxias mais afastadas da Terra que estas, mas “esta é a primeira observação concreta de protogaláxias que estão no interior de grupos” que, por sua vez, são os precursores dos agrupamentos de galáxias que vemos hoje, precisou o astrofísico.

Concretamente, as imagens captadas por Planck mostram grupos de dezenas de galáxias que ainda estão se formando e que são, portanto, relativamente menores e “mais compactas” que a nossa.

Além disso, “têm uma altíssima formação de estrelas”, porque estão sendo vistas na época em que estão se formando, um detalhe que não teria sido notado sem Planck, porque só este satélite observou “todo o céu” nos microondas.

Os detectores dos satélites Planck e Herschel eram sensíveis na região do espectro electromagnético do infravermelho distante e dos microondas, uma setor em que há poucos instrumentos especializados como estes.

Atualmente, à revelia de Planck e Herschel (ambos inativos já), o observatório ALMA, no Deserto do Atacama, no Chile, é o instrumento mais adequado para observar com mais detalhe alguns destes grupos ou protocúmulos de galáxias.

O achado ajudará a compreender melhor “como pôde a gravidade chegar a criar ao longo do tempo cósmico” as galáxias atuais e os grupos e cúmulos que são vistos na atualidade, embora passarão anos antes que os astrônomos sejam capazes de explicar muitas coisas.

“Só estamos no início deste projeto, os resultados mais impressionantes estão ainda por chegar durante os próximos meses”, ressaltou o professor Hervé Dole, diretor do estudo e astrofísico da Universidade de Orsay (Paris).

Até agora, graças aos dados facilitados por Planck, foi confirmado o achado de 228 agrupamentos de galáxias originárias, mas quando é analisada toda a informação dos satélites da ESA, “serão encontrados mais”, segundo Toffolatti.

Ao mesmo tempo, o achado demonstra que é importante contar com satélites capazes de captar, classificar e estudar os tesouros do cosmos. “Poderíamos dizer que Planck descobriu o cofre do tesouro ao achar estes grupos compactos de galáxias no Universo mais distante e Herschel olhou em seu interior para descobrir as brilhantes moedas de ouro ali escondidas, as galáxias de alta formação estelar”, descreveu Toffolatti.

O astrofísico está duplamente satisfeito pela descoberta já que confirma seus prognósticos “feitos há dez anos”.

É que, em 2005, este astrofísico, junto com seu colega do Departamento de Física da Universidade de Oviedo Joaquín González-Novo e aos pesquisadores Gianfranco De Zotti (Observatório Astronômico de Padova) e Mattia Negrello (SISSA de Trieste), previram que estes cúmulos de galáxias podiam ser observados por Planck e Herschel.

A ideia foi publicada em vários artigos pelas revistas “Astronomy & Astrophysics” e “Monthly Notices of the Royal Astronomical Society”.

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Sistema Galileu: 6º satélite recolocado em órbita

FOTO: J.Huart/ESA

 

O satélite Sat-6 do sistema europeu de navegação Galileu, um dos dois satélites colocados em agosto passado numa órbita ruim, foi reposicionado numa trajetória melhor, anunciou a Agência Espacial Europeia (ESA), nesta sexta-feira.

Agora, os pesquisadores vão realizar testes até o final do mês para avaliar as performances dos instrumentos de navegação, e verificar se é possível se integrar ao sistema, garante a ESA em comunicado.

O programa Galileu foi desenvolvido para permitir ter uma alternativa ao sistema de navegação por satélite norte-americano GPS.

Lançado em 22 de agosto no foguete lançador russo Soyuz, a partir da Guiana Francesa, os dois satélites Sat-5 e Sat-6 não conseguiram chegar na órbita circular prevista para 23.522 km de altitude. Ao contrário, ficaram em uma órbita elíptica 6.000 km mais abaixo que o previsto e o erro não pôde ser retificado, tornando o sistema Galileu inoperante.

Desde então, a ESA iniciou uma missão de “resgate” e conseguiu, em novembro, reposicionar o Sat-5 numa órbita degradada, “um pouco mais adaptada às operações de navegação”.

Para o Sat-6, as operações de salvamento começaram em meados de janeiro e foram concluídas após seis semanas – ou 14 manobras depois.

A posição atual o coloca numa posição espelhada com relação ao Sat-5, com os dois satélites ficando simetricamente de um lado do planeta.

Quando os testes forem concluídos, caberá à Comunidade Europeia decidir se serão integrados na constelação do satélite, ressaltou a ESA.

Quatro primeiros satélites do sistema Galileu já haviam sido lançados anteriormente.

O sistema Galileu contará, ao todo, com 30 satélites. Vinte serão lançados de hoje até 2017, e seis outros serão acrescentados até 2020.

Os dois próximos satélites serão lançados em 27 de março.

 

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Nasa confirma oceano em Lua de Júpiter

Cientistas que utilizam o Telescópio Espacial Hubble confirmaram que a lua Ganímedes, na órbita de Júpiter, possui um oceano por baixo de uma crosta superficial de gelo, elevando a probabilidade da presença de vida, afirmou a Nasa nesta quinta-feira.

A descoberta resolve um mistério relacionado à maior Lua do sistema solar após a nave Galileo, já aposentada, ter fornecido pistas sobre a existência de um oceano abaixo da superfície de Ganímedes enquanto cumpria uma missão exploratória ao redor de Júpiter e de suas luas, entre 1995 e 2003.

Assim como a Terra, Ganímedes possui um núcleo de ferro fundido que gera um campo magnético, embora o campo magnético de Ganímedes seja amalgamado ao campo magnético de Júpiter. Isso dá origem a uma interessante dinâmica visual, com a formação de duas faixas de auroras brilhantes nos pólos norte e sul de Ganímedes.

O campo magnético de Júpiter se altera com sua rotação, agitando as auroras de Ganímedes. Cientistas mediram tais movimentos e descobriram que os efeitos visuais se mostravam mais restritos do que deveriam.

Usando modelos gerados por computador, eles chegaram à conclusão de que um oceano salgado, capaz, portanto, de conduzir eletricidade, abaixo da superfície da Lua se contrapunha à atração magnética de Júpiter.

“Júpiter é como um farol cujo campo magnético muda conforme a rotação do farol. Isso influencia a aurora”, explicou o geofísico Joachim Saur, da Universidade de Colônia, na Alemanha. “Com o oceano, a agitação fica significativamente reduzida.”

Os cientistas testaram mais de 100 modelos computadorizados para observar se qualquer outro elemento poderia ter impacto sobre a aurora de Ganímedes. Eles também reprocessaram sete horas de observações ultravioletas do Hubble e analisaram dados sobre ambos os cinturões de aurora da Lua.

O diretor da Divisão de Ciência Planetária da Nasa, Jim Green, classificou a descoberta como “uma demonstração supreendente”.

?Eles desenvolveram uma nova abordagem para se observar a parte interna de um corpo planetário com um telescópio?, disse Green.

Ganímedes se junta agora a uma crescente lista de luas localizadas nas partes mais afastadas do sistema solar que possuem uma camada de água abaixo da superfície.

Na quarta-feira, cientistas disseram que outra Lua de Júpiter, a Encélado, possui correntes quentes de água abaixo de sua superfície gélida. Entre outros corpos ricos em água estão Europa e Callisto, também luas de Júpiter.

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Sonda espacial Rosetta tenta se comunicar com robô Philae

O robô Philae que está pousado sobre a superfície do cometa 67P: baterias desligadas
O robô Philae que está pousado sobre a superfície do cometa 67P: baterias desligadas

A sonda espacial europeia Rosetta tenta se comunicar com o robô Philae, adormecido há quatro meses no cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko pela falta de exposição aos raios solares, informou nesta quinta-feira (12) a Agência Espacial Europeia (ESA).

O robô Philae, do tamanho de uma máquina de lavar roupas, está no modo “sleep” desde o último 15 de novembro, após aterrissar sobre o cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko.

O Philae conseguiu transmitir fotos e dados a partir da superfície do corpo celeste de cerca de 4 quilômetros de diâmetro, antes de adormecer pela falta de energia.

Da Terra, a mais de 450 milhões de quilômetros de distância, os cientistas da ESA (Agência Espacial Europeia) instruíram a sonda Rosetta, que acompanha o cometa em seu périplo ao Sol, para que ative os sistemas destinados a ‘escutar’ um eventual sinal de vida de Philae.

O robô esgotou toda a sua energia porque acabou pousando em um lugar mal iluminado e, portanto, suas baterias solares não podem ser recarregadas.

“O sistema de comunicação Philae (ESS – Electrival Support System) a bordo (da sonda europeia) Rosetta foi ligado às 1h00 GMT (22h00 de quarta-feira no horário de Brasília). Ele permanecerá ligado até 20 de marco. Nenhum sinal foi observado até o momento”, indicou um porta-voz da ESA.

Após mais de dez anos de viagem interplanetária, a sonda Rosetta gravita em torno do cometa e o acompanha em seu deslocamento de trajetória elíptica ao redor do Sol.

Está previsto para que em 13 de agosto ambos alcancem o ponto mais próximo ao astro-rei, que estará então a 186 milhões de quilômetros de distância.

Está acordado?

O robô Philae pesa 100 quilos na Terra e apenas um grama no cometa, onde quase não existe a força da gravidade. Conta com 10 instrumentos de observação, entre eles seis câmeras fotográficas, um tomógrafo e um espectrômetro.

Sua missão é buscar moléculas orgânicas que tenham desempenhado um papel na aparição da vida na Terra, aproveitando que os cometas são os corpos mais antigos do sistema solar.

Com seus instrumentos, o robô já pode coletar uma compilação de imagens e dados científicos, transmitidos à sonda Rosetta, que por sua vez os enviou à Terra, algo que espera voltar a fazer caso fique comprovado que o Philae despertou e consigam voltar a se comunicar.

“A dificuldade é se o Philae conseguirá acumular energia suficiente (através de seus painéis solares) para acordar e enviar um sinal a Rosetta”, explicou Patrick Martin.

A sonda Rosetta foi lançada ao espaço em 2004 e já percorreu cerca de 6,5 bilhões de quilômetros no espaço e sua missão custou 1,3 bilhões de euros.

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Astrônomos encontram estrela em rápida trajetória para fora da galáxia

Impressão artística da fase de transferência de massa seguida de uma supernova de dupla detonação que leva à ejeção da US 708. Enquanto a ilustração mostra a supernova (abaixo, no centro) e a estrela ejetada (à esquerda) ao mesmo tempo, na realidade a supernova já teria desaparecido muito antes da estrela alcançar essa posição
Impressão artística da fase de transferência de massa seguida de uma supernova de dupla detonação que leva à ejeção da US 708. Enquanto a ilustração mostra a supernova (abaixo, no centro) e a estrela ejetada (à esquerda) ao mesmo tempo, na realidade a supernova já teria desaparecido muito antes da estrela alcançar essa posição

Astrônomos encontraram uma estrela arremessada através da galáxia mais rápido do que qualquer outra já registrada, impulsionada pela explosão de uma enorme estrela irmã, disseram pesquisadores nesta quinta-feira (5).

A estrela, conhecida como US 708, viaja a cerca de 1.200 quilômetros por segundo, rápido o bastante para que deixe a Via Láctea em cerca de 25 milhões de anos, disse o astrônomo Stephan Geier, do Observatório Europeu do Sul, que opera três telescópios no Chile.

“Nessa velocidade você pode viajar da Terra à Lua em cinco minutos”, observou o atrônomo Eugene Magnier, da Universidade do Havaí.

A US 708 não é a primeira estrela encontrada pelos astrônomos movendo-se rápido o suficiente para deixar a galáxia, mas é a única até agora que parece ter sido arremessada pela explosão de uma supernova.

As 20 outras estrelas descobertas até agora dirigindo-se para fora da galáxia provavelmente ganharam impulso ao se aproximarem demais de buracos negros gigantes encontrados no centro da Via Láctea, disseram cientistas em artigo publicado nesta semana na revista Science.

Antes ser arremessada através da galáxia, a US 708 era uma estrela gigante fria, mas teve todo o seu hidrogênio extraído por uma estrela irmã em sua órbita.

Cientistas suspeitam ter sido tal extração o que provocou a explosão da estrela irmã. Caso confirmado, esses tipos de estrelas arremessadas podem fornecer mais dados sobre como ocorrem as explosões de supernovas.

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