Buraco negro deve engolir nuvem de gás gigante em 2013

Evento ocorrerá na nossa galáxia e oferece oportunidade única de observar o comportamento de buracos negros supermassivos.
De acordo com um estudo realizado pelo Observatório Europeu do Sul, uma nuvem gigante de gás deve ser engolida pelo buraco negro presente no centro da nossa galáxia em 2013. Segundo a pesquisa, se trata de uma oportunidade única para que os cientistas possam observar em tempo real como um buraco negro gigantesco devora matéria.

O gigante, conhecido como Sagittarius A, vem sendo estudado e observado por astrofísicos há décadas, e o fato de que uma nuvem de gás passe a apenas 36 horas-luz — ou 40 bilhões de quilômetros, algo muito próximo em termos astronômicos — é algo de grande interesse para a comunidade científica.

Colisão na nossa vizinhança

De acordo com Reinhard Genzel, líder da equipe do observatório, a velocidade da nuvem — que conta com uma massa 3 vezes maior do que a da Terra — dobrou durante os últimos 7 anos, sendo atualmente estimada em 8 milhões de quilômetros por hora. Ninguém sabe ao certo como será a colisão, mas as extremidades da nuvem já começaram a se desintegrar e se espera que a nuvem se rompa completamente durante os próximos meses.

Assim, de acordo com a simulação criada pelo observatório (e que você pode ver acima), conforme se aproxime do momento da colisão, a nuvem se tornará extremamente quente, o que a levará a emitir raios X como resultado da interação com o buraco negro.

Este é um evento inédito que dará aos cientistas a possibilidade de observar como a matéria se comporta próxima a um buraco negro. Além disso, embora se acredite que existam buracos negros supermassivos no centro de todas as galáxias, suas origens ainda não são completamente claras. A colisão do ano que vem pode oferecer novas informações sobre esses misteriosos gigantes.

Fontes: Observatório Europeu do Sul, European Research Media Center e Universe Today

Você sabe quanto pesa um superburaco negro?

Cientistas estimam que o maior buraco negro do universo teria uma massa equivalente a 50 bilhões de sóis.

(Fonte da imagem: Reprodução/NASA)

Considerando o que se sabe até agora, os maiores corpos que existem no universo são os buracos negros. E, de acordo com o site New Scientist, cientistas do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian, nos Estados Unidos, e do Observatório Europeu do Sul, no Chile, calcularam qual seria a massa máxima de um desses monstros.

Os buracos negros se formam em regiões do espaço nas quais a matéria se tornou tão densa e comprimida pela sua própria gravidade que acabou implodindo para dentro de si mesma. Como não sabemos o que existe dentro deles — nem para onde eles nos levariam —, as leis da Física como as conhecemos simplesmente não podem ser aplicadas aos buracos negros.

Essa imensa quantidade de matéria, maciça e altamente compacta, cria um fortíssimo campo gravitacional, dando a essas regiões o poder de “devorar” qualquer coisa que passe por ali, inclusive a luz. É também essa força que mantém as estrelas e os planetas existentes nas galáxias ancorados, e se especula que os buracos negros poderiam ser passagens de matéria de um lugar para outro do universo ou, inclusive, para um universo paralelo.

Mas qual seria a massa máxima que um buraco negro poderia alcançar?

(Fonte da imagem: Reprodução/NASA)

Segundo os cientistas, no centro de praticamente todas as grandes galáxias existe um buraco negro supergigante — e o maior deles, cuja massa já foi estimada, encontra-se na galáxia Messier 87, pesando o equivalente a 3 bilhões de sóis.

Entretanto, apesar de devorarem tudo o que passa perto deles, os pesquisadores acreditam que existe um limite máximo de massa que um buraco negro pode apresentar. Com base nas informações sobre os buracos negros galácticos existentes em cada estágio da expansão do universo, os cientistas concluíram que a distribuição de massa encontrada hoje só poderia ser explicada caso existisse um limite no volume que um buraco negro poderia alcançar.

Assim, segundo as estimativas, a maior massa que um desses “espaços” poderia chegar a ter seria 50 bilhões de vezes a massa do nosso Sol, ou seja, 100 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 quilos!

Embora o cálculo possivelmente apresente erros — afinal, os cientistas devem se basear quase que totalmente em dados teóricos —, o resultado seria o mesmo que dizer que, em vez de “supergigante”, um buraco negro é “megamonstruoso”.

Fontes: CfA, The Daily Galaxy e New Scientist

Afinal, Plutão é ou não é um planeta?

Vídeo explica o que levou os astrônomos a deixarem de considerar Plutão como um planeta.
O vídeo que você acabou de ver acima, publicado no canal C.G.P. Grey do YouTube, tenta explicar se, no fim das contas, Plutão é ou não é um planeta. O filme define o que é um planeta, mostra alguns dos avanços científicos e tecnológicos que permitiram uma melhor observação e classificação mais precisa dos corpos celestes e explica os motivos pelos quais Plutão não é mais considerado um planeta.

De acordo com o vídeo (você pode ativar as legendas clicando no botão “cc” do menu), Plutão, na verdade, faz parte de uma área do nosso sistema solar chamada de Cinturão de Kuiper. O grande mistério é predizer quanto tempo o pequeno planeta ficará nessa categoria, pois, com tantos avanços e descobertas, parece que ainda será necessário reorganizar o nosso sistema algumas tantas vezes.

Fonte: YouTube