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Vulcão Kilaeua, no Havaí, tem erupção explosiva no cume

Defesa civil avisou que fumaça pode atrapalhar visibilidade na região.

Imagem do Serviço Geológico americano mostra fumaça sobre o Kilauea nesta quinta (Foto: Reprodução/Twitter/USGS_volcanoes)
Imagem do Serviço Geológico americano mostra fumaça sobre o Kilauea nesta quinta (Foto: Reprodução/Twitter/USGS_volcanoes)

O vulcão Kilaeua, no Havaí, teve uma erupção explosiva em seu cume, lançando uma coluna de fumaça para o alto na manhã desta quinta-feira (17), pela hora local. A defesa civil local advertiu que a fumaça irá cobrir a área ao redor da montanha e que motoristas que sejam surpreendidos pelas cinzas devem parar seus veículos e esperar que a visibilidade melhore.

Nesta quarta, o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês) havia elevado para alerta vermelho o nível de erupção do vulcão, que na última semana provocou a retirada de centenas de pessoas de seus lares.

Um nível de alerta vermelho significa que “uma grande erupção vulcânica é iminente, está acontecendo ou se presume”.

Cientistas advertem para risco de erupção em grande escala de vulcão no Havaí

 Níveis de lava dentro da cratera estão diminuindo, o que poderia ser o prelúdio de uma grande erupção. Vulcão Kilauea está em atividade há vários dias.

Governo do Havaí alerta para retirada em massa por conta da erupção do vulcão Kilauea
Foto do dia 9 de maio mostra lava do vulcão Kilauea na área de East Rift Zone, no Havaí (Foto: Cindy Ellen Russell/Honolulu Star-Advertiser via AP)

Governo do Havaí alerta para retirada em massa por conta da erupção do vulcão Kilauea

Cientistas alertaram nesta sexta-feira (11) para o risco de uma erupção em grande escala do vulcão Kilauea do Havaí, que está em atividade há vários dias.

A erupção começou na semana passada no arquipélago americano e agora está ainda mais intensa, informou o Serviço de Parques Nacionais, que nesta sexta decidiu fechar o parque em que se localiza o vulcão.

Parque nacional do Havaí fecha com medo de erupção vulcânica
Parque nacional do Havaí fecha com medo de erupção vulcânica “explosiva”

 

De acordo com os cientistas, os níveis de lava dentro da cratera estão diminuindo, o que poderia ser o prelúdio de uma grande erupção, afirmou a geofísica Ingrid Johanson, do Centro Geológico dos Estados Unidos (USGS), ao jornal Los Angeles Times.

O cientista Donald Swanson, também da USGS, disse que a água poderia começar a mesclar-se com o magma e gerar vapor. E se o vapor provocar um aumento da pressão, “isto pode provocar repentinamente uma explosão”.

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Por que é tão complicado conter a lava de um vulcão como o Kilauea, no Havaí?

No Havaí, a lava avançou sem controle nas estradas e engolido casas e carros
No Havaí, a lava avançou sem controle nas estradas e engolido casas e carros (Reprodução – Getty Images)

A erupção do vulcão Kilauea no Havaí rendeu imagens espetaculares nos últimos dias e, ao mesmo tempo, apocalípticas.

O vulcão está em atividade desde quinta-feira, dia 3, e rios de lava têm avançado sem controle nas estradas e engolido casas e carros por onde passa. Cerca de 2 mil pessoas foram obrigadas a deixar a área e outras 10 mil aconselhadas a procurar abrigo.

As imagens aéreas permitem ver a cor laranja incandescente da lava e as colunas de fumaça do vulcão.

Organizações que atuam em casos de emergência têm adotado vários tipos de estratégias, nos últimos anos, na tentativa de impedir o avanço da lava.

As investidas incluem desde tentativas de resfriamento da lava com água até o uso de bombas em seu trajeto para enfraquecer o fluxo.

Mas até que ponto esses mecanismos têm funcionado?  Continuar lendo Por que é tão complicado conter a lava de um vulcão como o Kilauea, no Havaí?

Sabia que é possível mergulhar entre duas placas tectônicas na Islândia?

Fotógrafo registra imagens espetaculares do vão que separa a placa Euroasiática da Norte-americana
Fonte da imagem: Reprodução/Alex Mustard Sabia que é possível mergulhar entre duas placas tectônicas na Islândia?

Se você se interessa por geologia — em especial por temas relacionados com a tectônica de placas —, então você provavelmente já leu sobre as diversas placas e subplacas presentes na Terra. Entre elas estão a Euroasiática e a Norte-americana que, de acordo com o Daily Telegraph, estão se separando a um ritmo de aproximadamente 2,5 centímetros ao ano.

No entanto, sabe algo muito interessante sobre essas duas placas? Existe um lugar no qual é possível visualizar sua separação! Esse local é conhecido como Silfra e se encontra no lago Þingvallavatn, na Islândia. Além de permitir que possamos observar o afastamento entre as duas placas tectônicas, também é possível mergulhar no vão que está se formando entre elas.

A imagem que abre esta notícia foi clicada pelo fotógrafo britânico Alex Mustard. Nela, ele se encontra a cerca de 25 metros de profundidade, embora existam trechos ao longo de Silfra que podem ultrapassar os 60 metros. Além disso, as águas cristalinas — que marcam temperaturas de apenas 4 °C — oferecem incrível visibilidade, tornando o vão um popular destino para mergulhadores profissionais e amadores. Confira a seguir mais imagens desse local espetacular:

Saiba quais foram os 5 terremotos mais poderosos de que se tem notícia

Conheça um pouco mais sobre alguns tremores de terra que abalaram a História
Fonte da imagem: Shutterstock Saiba quais foram os 5 terremotos mais poderosos de que se tem notícia

Por sorte, aqui no Brasil não sofremos com grandes tremores de terra, só com uns chacoalhõezinhos  bem de vez em quando. No entanto, existem países pelo mundo — inclusive alguns vizinhos nossos! — que estão acostumados com abalos violentos, desses que deixam inúmeras vítimas e provocam grandes destruições.

A seguir você pode conferir uma lista com os cinco piores terremotos já registrados no mundo, selecionados a partir de um artigo publicado pelo The Guardian. Por certo, você vai perceber que a escala utilizada foi a “magnitude de momento” ou Mw— e não a Escala de Richter —, que está baseada na medição da energia total liberada durante um sismo e é a mais utilizada pela sismologia para medir e comparar os abalos de terra de grandes proporções.

5 – Peru

Fonte da imagem: Reprodução/Wikipédia

Bem, quando este terremoto de magnitude 9Mw ocorreu, em 1868, a região de Arica ainda fazia parte do território peruano e não do chileno, como agora. O sismo resultou em um tsunami que destruiu a cidade de Arequipa e provocou a morte de 25 mil pessoas.

Os tremores também foram sentidos em La Paz, na Bolívia, e horas depois, ondas de 16 metros de altura atingiram o Havaí, inundando a costa e até arrastando um navio canhoneiro mais de três quilômetros continente adentro, que foi parar precariamente na beira de uma falésia de 60 metros.

4 – Rússia

Fonte da imagem: Reprodução/Wikipédia

Registrado em 1952, na península vulcânica de Kamchatka, na Rússia, este terremoto de magnitude 9 Mw não provocou danos locais. Quem sofreu com os abalos foram — de novo — as ilhas do Havaí que, apesar de estarem localizadas a quase 5 mil quilômetros de distância do epicentro, foram atingidas por um tsunami que provocou danos estimados em vários milhões de dólares.

3 – Oceano Índico

Fonte da imagem: Reprodução/Wikipédia

Você provavelmente se lembra deste terrível terremoto que ocorreu a costa oeste de Sumatra, na Indonésia, em dezembro de 2004. O sismo de magnitude 9,1 Mw ocorreu um dia após o natal, e o tsunami resultante arrasou  diversas cidades litorâneas e provocou a morte de aproximadamente 230 mil pessoas. Este foi o pior desastre natural já registrado — com respeito ao número de vítimas — da História.

2 – Alasca

Fonte da imagem: Reprodução/Wikipédia

Com magnitude 9,2 Mw, o terremoto que atingiu a enseada de Prince William no Alasca em março de 1964, além dos violentos tremores, também provocou deslizamentos de terra e a elevação de algumas ilhas remotas em até 11 metros. O sismo desencadeou um tsunami que chegou a atingir 67 metros de altura e arrasou a cidade de Valdez, deixando 128 mortos e danos estimados em mais de R$ 700 milhões.

1 – Chile

Fonte da imagem: Reprodução/Wikipédia

O terremoto mais poderoso já registrado no mundo foi o que ocorreu no Chile em maio de 1960. Com uma magnitude de 9,5 Mw, o sismo deixou mais de 4.400 vítimas — entre mortos e feridos —, além de aproximadamente 2 milhões de desabrigados. O tremor foi seguido de um tsunami não só destruiu o Porto Saavedra, como também matou outras 170 pessoas quando ondas de mais de 5 metros de altura atingiram as costas do Japão e das Filipinas.

Para piorar ainda mais a situação, apenas um dia após o terremoto o vulcão Puyehue, localizado na Cordilheira dos Andes, na região de Los Ríos, entrou em erupção, lançando cinzas a mais de 6 mil metros de altura. A atividade vulcânica durou várias semanas.