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Transposição peca na revitalização do rio São Francisco, apontam especialistas

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Obras do eixo leste da transposição do rio São Francisco

A chegada das águas do rio São Francisco ao semiárido paraibano, nesta sexta-feira (10), marca a conclusão do eixo leste da transposição e contará com a presença do presidente Michel Temer. Mas o final da tão esperada obra no semiárido nordestino não encerra as polêmicas geradas pelo projeto, que custou R$ 10 bilhões.

Segundo especialistas, ficaram marcas na região ao serem deixadas de lado a revitalização do rio –que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometeu ao bancar a obra– e a negociação com comunidades afetadas. “Nós queremos revitalizar, recuperar as margens, as matas ciliares, fazer saneamento básico nas cidades para que não joguem dejetos no São Francisco, e começamos fazendo isso”, disse Lula, em 2009, durante o programa “Café com o Presidente”, em outubro de 2009.

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Sertão nordestino enfrenta sua pior seca em um século

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Na área rural de Quixeramobim (CE), carcaças de bois e jumentos ficam abandonadas ao sol, na pior seca enfrentada no Nordeste em cem anos

O crânio de uma vaca jaz exposto sob o sol escaldante do sertão. Ao seu lado, um bezerro se decompõe encostado em um arbusto ressecado. É a imagem da desolação no Nordeste do Brasil, que vive sua pior seca em um século.

É neste local empoeirado que pecuaristas do semiárido cearense deixam seus animais mortos. Em meio a cactus e arbustos, contam-se ao menos 30 esqueletos de vacas, burros e cabras.

“A maioria dos animais morreu de sede ou porque o alimento não foi suficiente. Infelizmente, essa é a realidade, é o resultado destes cinco anos de seca”, conta à “AFP” Kerginaldo Pereira, um agricultor de 30 anos, que deixou uma de suas vacas e vendeu três bezerros e dez ovelhas “esqueléticas” porque não conseguia mantê-las.

 

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Mapa quantifica pela primeira vez água escondida debaixo da terra no mundo

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O volume total de água armazenada no subsolo do planeta é estimado em 23 milhões de km³. Seria o suficiente para cobrir toda a superfície da Terra com uma camada de 180 metros de profundidade.

Essa foi a conclusão de um estudo conduzido por pesquisadores canadenses e publicado na revista científica Nature Geoscience.

Mas apenas 6% dessa água é própria para consumo humano. Isso porque a chamada água “moderna” presente no subsolo está próxima da superfície e pode ser extraída ou usada para complementar recursos localizados acima do solo, em rios e lagos.

“Esta é a água que é renovada mais rapidamente na escala de vida humana”, explicou Tom Gleeson, da Universidade de Victoria, no Canadá, responsável pelo estudo.

“Ao mesmo tempo, é a mais sensível a mudanças climáticas e contaminação humana. Trata-se, portanto, de um recurso vital que precisa ser mais bem gerenciado.”

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Seca. Castanhão garante abastecimento de Fortaleza só até setembro de 2016

Secretário de Recursos Hídricos, Francisco Teixeira, diz que, caso as primeiras chuvas de 2016 não deem bom aporte ao Castanhão, açude Orós reforçará abastecimento da Capital dentro de seis meses, a partir de abril

FOTO: FÁBIO LIMA
Especial
A declaração do secretário estadual dos Recursos Hídricos (SRH), Francisco Teixeira, ao O POVO é a mais esclarecedora sobre o momento hídrico de Fortaleza: “Trabalhamos em simulações e levando em conta que pode haver o pior no próximo ano. Partindo desse princípio de um aporte mínimo (de chuvas), com a água que dispomos hoje do açude Castanhão e mais a ajuda do Orós, podemos garantir o abastecimento da Região Metropolitana de Fortaleza sem medidas drásticas até setembro de 2016”. Na sequência, outra ênfase: “A partir de setembro, aí sim, podem ser adotadas medidas como o racionamento”.