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Sauditas e japoneses planejam maior projeto de energia solar do mundo

A Arábia Saudita e a japonesa SoftBank Group assinaram um memorando de entendimento para construir um projeto de desenvolvimento de energia solar de US$ 200 bilhões que é exponencialmente maior do que qualquer outro projeto.

O fundador da SoftBank, Masayoshi Son, conhecido por financiar empreendimentos ambiciosos, apresentou o projeto na terça-feira (27) em Nova York em uma cerimônia com o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed Bin Salman.

O poderoso herdeiro do trono do maior exportador de petróleo bruto do mundo pretende diversificar a economia do país e reduzir a dependência do petróleo.

O acordo é o mais novo de uma série de anúncios surpreendentes da Arábia Saudita prometendo expandir o acesso do país a energias renováveis. Durante anos, o reino tentou criar uma base de energia limpa, mas só em 2017 os ministros avançaram com os primeiros projetos, buscando ofertas para uma usina de 300 megawatts em outubro.

Com 200 gigawatts, o projeto da SoftBank para o deserto saudita seria cerca de cem vezes maior do que o segundo maior projeto proposto até agora e forneceria um terço a mais do que a indústria fotovoltaica global forneceu no ano passado, segundo dados compilados pela Bloomberg New Energy Finance.

“É um grande passo na história da humanidade”, disse o príncipe Mohammed. “É algo audaz, arriscado e esperamos ter sucesso.”

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Califórnia passa a exigir energia solar em novas residências

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Painel Solar instalado em residência (Reprodução)

 

A Califórnia acaba de emitir o sinal mais claro de que a geração de energia em telhados está deixando de ser um nicho do mercado e se tornando a norma.

Na quarta-feira (9), o estado se tornou o primeiro dos EUA a exigir painéis solares em quase todas as novas residências. A maioria das novas unidades construídas após 1º de janeiro de 2020 será obrigada a incluir sistemas solares como parte dos padrões adotados pela Comissão de Energia da Califórnia.

Embora seja um impulso para a indústria solar, os críticos alertaram que a medida também elevará em quase US$ 10 mil o custo de comprar uma casa. As ações da Solar subiram com a decisão. As ações das construtoras residenciais caíram.

A medida ressalta como os painéis solares de telhado, que antigamente eram um luxo reservado às casas de proprietários ricos com tendências ecológicas, estão se tornando uma fonte de energia convencional, com a Califórnia –o maior mercado de energia solar do país– abrindo o caminho.

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Em 79º lugar, Brasil estaciona no ranking de desenvolvimento humano da ONU

O IDH é um índice medido anualmente pela ONU e utiliza indicadores de renda, saúde e educação (entenda a metodologia ao final desta reportagem).

O ranking mundial de desenvolvimento humano dos países apresenta o índice de cada nação, que varia de 0 a 1 – quanto mais próximo de um, mais desenvolvido é o país. No RDH divulgado nesta terça, o Brasil registrou IDH de 0,754, mesmo índice que havia sido registrado em 2014.

Conforme o relatório da Pnud, esta foi a primeira vez desde 2010 que o IDH do Brasil se manteve no mesmo patamar:

Quantos seres humanos a Terra seria capaz de suportar?

Segundo pesquisadores, é preciso considerar a disponibilidade do planeta e o padrão de consumo dos indivíduos, que varia de acordo com o país

O número ideal seria entre 1,5 a 3 bilhões de pessoas. Atualmente, porém, a população é de 7 bilhões. Ou seja, já somos mais do que o dobro do que a Terra conseguiria abrigar de forma sustentável. De acordo com o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), três fatores devem ser considerados para o cálculo: disponibilidade de comida, água e terra; padrão de consumo e capacidade do planeta de absorver a poluição; e número de pessoas.

Para o pesquisador Alan Weisman, autor de Contagem Regressiva – A Nossa Última e Melhor Esperança para um Futuro na Terra, há um paradoxo. Não adianta aumentar a nossa capacidade de alimentar e manter bilhões de pessoas vivas se cada vez mais pessoas continuarem nascendo.

“No início do século 20 éramos 2 bilhões e tínhamos vastas florestas, qualidade de vida, comida para todo mundo e pouca emissão de combustíveis fósseis. Ou seja, tínhamos um planeta saudável”, afirma Weisman.

CRESCIMENTO INSUSTENTÁVEL
No século 20, a população mundial quadruplicou
Saco sem fundo: com o avanço da tecnologia e da medicina, mais gente vive por mais tempo. Também produzimos mais grãos utilizando o mesmo espaço – atualmente, nos EUA, cerca de 70% dos grãos alimentam gado (que geram alimento para o homem). Porém, quanto mais comida produzimos, mais pessoas surgem para serem alimentadas.
Alívio temporário: a taxa de natalidade mundial está diminuindo. Atualmente muitas pessoas vivem nas cidades e as famílias não precisam ter tantas crianças (antigamente, os filhos eram importante força de trabalho na lavoura). Além disso, os lares estão cada vez menores e o custo de vida maior. Por tudo isso, pessoas urbanas têm cada vez menos filhos.
Somos exagerados: desenvolvimento também não é garantia de abundância. Se toda a população consumisse como os americanos, a Terra não suportaria – precisaríamos do triplo de recursos existentes atualmente. Mas nem precisamos ir tão longe: com o consumo médio atual, já exploramos pelo menos duas vezes mais do que o planeta oferece.
Planejamento familiar: de acordo com Alan Weisman, podemos reduzir a quantidade de pessoas que vivem na Terra ao longo de três gerações sem tomar medidas extremas. “Há países que reduziram o número de habitantes apenas com distribuição de contraceptivos, educação e planejamento familiar, sem precisar obrigar as famílias a ter menos filhos”.

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