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A Mística região de Wulingyuan – Fonte de inspiração para “Avatar”

A incrível região de Wulingyuan fica na província de Hunan, na China. Foi declarada Património Mundial em 1992 na Área de Interesse Cênico e Histórico. As características geográficas mais notáveis do parque são as suas formações em forma de pilares, que existem por todo o parque, sendo mais de 3.000 e cuja maioria tem mais de 200 metros de altura.

Montanhas da China (1)

No Zhangjiajie National Forest Park, China, são encontradas formações geológicas realmente impressionantes. Elas parecem saídas de um filme de ficção científica, mas, na realidade, foram elas que deram origem à paisagem fantasiosa do filme Avatar – especialmente a montanha de Hallelujah.

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‘Eremita da Amazônia’ guarda uma cidade fantasma brasileira rica em história

Apesar de os moradores terem abandonado a cidade gradualmente depois do boom da borracha, algumas poucas famílias tentaram repovoar o local
Mauricio Lima/The New York Times

Apesar de os moradores terem abandonado a cidade gradualmente depois do boom da borracha, algumas poucas famílias tentaram repovoar o local

Shigeru Nakayama, o guardião desta cidade fantasma na floresta amazônica, olha para o rio Negro, um vasto afluente de águas escuras. De alguns ângulos, ele mais parece o mar do que um rio, o que o faz lembrar do Japão.

“Fukuoka ficava fria durante o inverno”, disse Nakayama, 66, que deixou a ilha de Kyushu no sul do Japão com seus pais e três irmãos em meados dos anos 1960 para uma nova vida no Brasil. “Éramos agricultores, tentando chegar à frente. O Japão tinha sido reduzido a cinzas depois da guerra. A vida ainda era dura.”

“Mas o Brasil era a terra dos nossos sonhos”, disse Nakayama, com olhos semicerrados devido ao sol punitivo do meio-dia, enquanto apoiava seu corpo magro contra uma das edificações de pedra em ruínas de Airão Velho –-uma cidade tão coberta pela mata e abandonada que agora é abraçada por um labirinto de raízes de árvores e trepadeiras.

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Governo do Chile declara estado de exceção após erupção de vulcão Calbuco

 Crianças observam erupção do vulcão Calbuco, em 22 de abril Foto: Carlos F. Gutierrez / AP
Crianças observam erupção do vulcão Calbuco, em 22 de abril
Foto: Carlos F. Gutierrez / AP

O governo chileno decretou estado de excepção em cidades próximas ao vulcão Calbuco, no sul do país, que entrou em repentina e violenta erupção nesta quarta-feira.

“Decretamos estado de exceção por catástrofe na província de LLanquihue e na comuna de Puerto Octay”, o que significa que as Forças Armadas assumiram o controle nestas localidades, disse o ministro do Interior, Rodrigo Peñailillo.Localizado na região dos lagos chilenos, o vulcão Calbuco entrou em erupção por quase 90 minutos, levando o governo a decretar alerta vermelho e a determinar a evacuação de povoados no entorno da montanha.

A erupção teve um nível de 4-5 em uma escala que vai até 8, informou Peñailillo, destacando que até o momento não há informação “sobre feridos ou desaparecidos”.

 

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Erupção de vulcão chileno gera alerta vermelho e ordem de evacuação

Alerta vale para zona de 10 km ao redor da cratera do Calbuco.
Vulcão fica no sul do país, na região dos lagos chilenos.

Fumaça e cinzas do vulcão Calbuco surgem no céu visto da cidade de Puerto Montt, no Chile. O vulcão Calbuco, no sul do país, entrou em erupção pela primeira vez em mais de cinco décadas nesta quarta-feira (22) (Foto: Rafael Arenas/Reuters)
Fumaça e cinzas do vulcão Calbuco surgem no céu visto da cidade de Puerto Montt, no Chile. O vulcão Calbuco, no sul do país, entrou em erupção pela primeira vez em mais de cinco décadas nesta quarta-feira (22) (Foto: Rafael Arenas/Reuters)

O vulcão chileno Calbuco entrou em erupção nesta quarta-feira (22) e expeliu uma potente coluna de cinzas de vários quilômetros de altura, o que não acontecia há quase 50 anos, provocando o isolamento das cidades mais próximas.

Ele está localizado na turística região dos Lagos, 900 quilômetros ao sul de Santiago, e sua atividade ocorre no mesmo momento em que outro vulcão no país, o Villarica, também está em fase de erupção.

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Da Estação Espacial, astronauta lança teste de geografia no Twitter

Scott Kelly, da Nasa, postará fotos da Terra para instigar usuários.

Quem acertar primeiro ganhará foto autografada pelo astronauta.

 

O astronauta da Nasa, Scott Kelly, vai desafiar os usuários do Twitter a descobrirem o local da Terra mostrado na foto feita da Estação Espacial Internacional (Foto: Divulgação/Nasa)
O astronauta da Nasa, Scott Kelly, vai desafiar os usuários do Twitter a descobrirem o local da Terra mostrado na foto feita da Estação Espacial Internacional (Foto: Divulgação/Nasa)

O astronauta americano Scott Kelly lançou nesta quarta-feira (22) um teste de geografia no Twitter, no qual publicará semanalmente uma foto capturada da Estação Espacial Internacional para que seus seguidores identifiquem sua localização.

Kelly está passando um ano na estação espacial com o cosmonauta russo Mikhail Kornienko para realizar uma pesquisa sobre como a mente e o corpo humanos aguentam longos períodos no espaço, antes de futuras missões mais longas a Marte nas próximas décadas.

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Ciclone destrói ilha no Pacífico Sul e causa dezenas de mortes

Presidente de Vanuatu pede ajuda internacional após tempestade devastar o país

Moradores tentam resgatar o que sobrou num pequeno abrigo em Port Vila, capítal de Vanuatu, após passagem do ciclone Pam – HANDOUT / REUTERS

 

SIDNEI e SENDAI – Um balanço parcial da Organização das Nações Unidas, divulgado na manhã deste sábado, informou que somente em uma província chega a 44 o número de mortos pelo ciclone Pam, que destruiu a ilha de Vanuatu, no Pacífico Sul, nesta sexta-feira. A equipe de resgate afirma que serão necessárias semanas de trabalho até que o estrago total possa ser contabilizado. O presidente do país, Baldwin Lonsdale, que estava em Sendai, no Japão, pediu ajuda da comunidade internacional. Ele descreveu a situação como uma “calamidade”.

O ciclone Pam, um dos mais potentes a atingir o Oceano Pacífico, devastou Vanuatu com ventos que chegaram a 340 quilômetros por hora. A ilha ficou praticamente sem energia elétrica, com pouca comunicação e risco de racionamento de água e comida. Testemunhas disseram ter visto ondas de até oito metros de altura atingindo a capital do país, Port Vila, quando a tempestade de categoria 5 — o nível máximo — começou.

A ONU informou que está preparando uma grande operação de auxílio. A Austrália, país vizinho ao complexo de ilhas, também ofereceu ajuda. Organizações humanitárias informam que a destruição foi grande, especialmente na capital do país. Árvores e telhados foram arrancados, e diversas casas foram destruídas. Os desabrigados estão alojados em abrigos emergenciais. Diversos representantes de ONGs que trabalham no país relataram a situação de desespero, Tom Skirrow, diretor da organização Save the children, disse que o cenário na manhã deste sábado era de “devastação completa”:

— Casas estão destruídas, árvores caídas, estradas bloqueadas e há pessoas vagando pelas ruas pedindo ajuda. A comunicação está interrompida em todo o país, e a abrangência do estrago só deve ser conhecida daqui a alguns dias.

Chloe Morrison, representante da World Vision, disse que cidades inteiras foram destruídas em áreas mais remotas do país.

— As ruas estão cheias de telhados, árvores e postes de energia arrancados. O estrago é muito grande na capital, Port Vila, mas é ainda pior nas ilhas menores e mais vulneráveis.

Já na sexta-feira, as autoridades locais dispararam um alerta vermelho para os habitantes do país alertando para a chegada do ciclone. O aviso pode ter salvado vidas mas não chegou a evitar muitas tragédias.

Representantes da Unicef da Nova Zelândia alertaram para a gravidade do ciclone. “Embora ainda seja cedo para afirmar com certeza, os primeiros relatórios indicam que este desastre seja um dos piores da história da região do Pacífico” disse, em declaração, a diretora executiva da Unicef na Nova Zelândia, Vivien Maidaborn. As autoridades de resgate disseram ainda que o ciclone é comparável em intensidade ao tufão Haiyan que, em 2013, matou mais de 6 mil pessoas nas Filipinas.

Homem observa o estrago provocado em sua casa pelo ciclone Pam, que atingiu a cidade de Port Vila,…Foto: POOL / REUTERS
A ONU e outras organizações humanitárias já estão se organizando para enviar ajudar a VanuatuFoto: AP

 

Vanuatu é um complexo de 83 ilhas, com cerca de 260 mil habitantesFoto: FRED PAYET / AFP

 

Um satélite da Nasa registrou a chegada do ciclone a VanuatuFoto: NASA / Reuters

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A verdade sobre o Triângulo das Bermudas

O Triângulo das Bermudas é uma enorme área de oceano entre o estado da Flórida, nos EUA, Porto Rico e as ilhas Bermudas. Ao longo dos últimos séculos, acredita-se que dúzias de navios e aviões desapareceram sob circunstâncias misteriosas na área, rendendo a ela assim o apelido de “Triângulo do Diabo”.

Muita gente já foi além e chegou a especular que é uma área de atividade extraterrestre, ou que há alguma causa natural científica bizarra para a região ser tão perigosa; mas o mais provável é que é simplesmente uma área em que pessoas experienciaram azar – a ideia de ser um “vórtice da destruição” não é mais real do que o Pé-Grande ou o Monstro do Lago Ness.

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Área correspondente ao Triângulo das Bermudas.

A reputação ruim do Triângulo das Bermudas começou com Cristóvão Colombo. De acordo com seus registros, em 8 de outubro de 1492, Colombo olhou para a sua bússola e percebeu que ela apresentava leituras estranhas. Ele não alertou sua tripulação inicialmente, já que ter uma bússola que não apontava para o norte poderia fazer com que a tripulação entrasse em pânico. Foi uma boa decisão, considerando que três dias depois Colombo avistou uma luz estranha, e isso fez a tripulação ameaçar voltar à Espanha.

Esse e outros relatos de problemas em bússolas na região ajudaram a criar o mito de que as bússolas não funcionarão no Triângulo, o que não é correto, ou, ao menos, é uma exagero em reação ao que realmente acontece. Apesar disso, em 1970, a Guarda Costeira dos EUA, em uma tentativa de explicar motivos de desaparecimentos, afirmou:

Em primeiro lugar, o “Triângulo do Diabo” é um dos dois lugares na Terra onde uma bússola magnética aponta para o norte verdadeiro. Normalmente, elas apontam para o norte magnético. A diferença entre os dois é conhecida como variação de bússola. A quantidade de variação muda em cerca de 20 graus conforme alguém circunda a Terra. Se esta variação na bússola ou erro não for compensado, um navegador pode se encontrar distante do seu curso e em apuros.

Claro, mesmo que isso tenha sido repetido diversas vezes como uma explicação para os desaparecimentos no Triângulo em diversos artigos e documentários desde então, acontece que a variação magnética é algo que capitães de navios (e outros exploradores) conhecem e sabem como lidar praticamente desde que existem navios e bússolas. Lidar com o declínio magnético é algo como “Navegação com Bússola – O Básico”, e nada com o que se preocupar, nem nada que prejudicaria um navegador experiente.

Em 2005, a Guarda Costeira revisou a questão após um produtor de TV em Londres questioná-la para um programa no qual ele trabalhava. Neste caso, eles corretamente mudaram o tom sobre o campo magnético ao afirmar:

Muitas explicações citaram propriedades magnéticas incoTodayIFoundOutmuns nos limites do Triângulo. Apesar dos campos magnéticos do planeta estarem em fluxo constante, o “Triângulo das Bermudas” permanece relativamente sem distúrbios. É verdade que alguns valores magnéticos excepcionais foram relatados dentro do Triângulo, mas nenhum para torná-lo um lugar mais incomum do que qualquer outro na Terra.

A lenda moderna do Triângulo das Bermudas começou nos anos 1950, quando um artigo escrito por Edward Van Winkle Jones foi publicado pela Associated Press. Jones relatou diversos incidentes de navios e aeronaves que desapareceram no Triângulo das Bermudas, incluindo cinco torpedeiros da Marinha dos EUA que desapareceram em 5 de dezembro de 1945, e as linhas aéreas comerciais “Star Tiger” e “Star Ariel”, que sumiram em 30 de janeiro de 1948 e 17 de janeiro de 1949, respectivamente. Dito isso, cerca de 135 pessoas estavam desaparecidas, e todas elas sumiram na região do Triângulo das Bermudas. Como Jones disse, “eles foram engolidos sem deixar rastros”.

Foi um livro de 1955, O Caso UFO, de M. K. Jessup, que começou a apontar os dedos para formas de vida alienígena. Afinal, nenhum corpo nem destroço havia sido encontrado. Em 1964, Vincent H. Gaddis – que popularizou o termo “Triângulo das Bermudas” – escreveu um artigo dizendo que mais de 1000 vidas haviam sido perdidas pela área. Ele também concordou que era um “padrão de eventos estranhos”. A obsessão com o Triângulo das Bermudas atingiu seu auge no início dos anos 70 com a publicação de diversos livros sobre o tema, incluindo o bestseller O Triângulo das Bermudas, de Charles Berlitz.

No entanto, o crítico Larry Kusche, que publicou The Bermuda Triangle Mystery: Solved (O Mistério do Triângulo das Bermudas: Solucionado), em 1975, defendia que os outros autores exageraram nos números e não fizeram as pesquisas adequadas. Eles apresentaram alguns casos de sumiço como “mistérios” quando eles não eram tão misteriosos, e alguns casos relatados sequer haviam ocorrido no Triângulo das Bermudas.

Após pesquisa extensa na questão, Kusche concluiu que o número de sumiços ocorrido dentro do Triângulo das Bermudas não era muito maior do que em outras áreas parecidas do oceano, e que os outros autores apresentaram desinformações – como não relatar tempestades que ocorreram no mesmo dia dos desaparecimentos, e às vezes faziam parecer que as condições climáticas eram calmas com o propósito de criar uma história sensacional. Em resumo: os autores do Triângulo das Bermudas não faziam a pesquisa e criavam situações, propositadamente ou não.

O livro fez um trabalho minucioso ao desbancar o mito que efetivamente terminou com todo o hype em torno do Triângulo das Bermudas. Quando autores como Berlitz e outros não conseguiram refutar as descobertas de Kusche, mesmo o mais inabalável dos crentes ficou com dificuldades em permanecer confiante em relação à narração sensacionalista dada ao Triângulo. Mesmo assim, muitos artigos de revistas, programas de TV e filmes continuaram a apresentar o Triângulo.

Como o número de desaparecimentos no Triângulo das Bermudas não é maior do que em qualquer área semelhante dos oceanos do mundo, eles não precisam de uma explicação. Mas se você ainda está convencido de que o Triângulo é um cemitério de navios em relação a outras regiões que recebem o mesmo número de viajantes, eis uma explicação natural da Guarda Costeira para combater algumas das teorias fantásticas envolvendo alienígenas e outras coisas:

A maioria dos sumiços pode ser atribuído aos recursos únicos da área. A Corrente do Golfo, um oceano quente atualmente fluindo do Golfo do México ao redor da Flórida em direção à Europa, é extremamente rápida e turbulenta. Ela pode rapidamente apagar qualquer evidência de um desastre.

As imprevisíveis tempestades do Caribe e Atlântico que dão origem a ondas de tamanho imenso, assim como trombas d’água, muitas vezes significam desastres para pilotos e navegadores. (Sem falar na área conhecida como “beco do furacão”). A topografia do fundo do oceano varia de extensos cardumes a algumas das mais profundas fossas marinhas do mundo. Com a interação de fortes correntes sobre os recifes, a topografia está em um estado constante de fluxo e gera desenvolvimento de novos perigos para a navegação.

Sem contar o subestimado fator humano. Um grande número de barcos de lazer viajam pelas águas entre a costa da Flórida (a área mais densamente populada do mundo) e as Bahamas. Frequentemente, os cruzamentos são feitos com barcos pequenos demais, conhecimento insuficiente dos perigos da área, e a ausência de boa marinharia.

Fatos Bônus:

  • Quaisquer que sejam os rumores nos quais você acredita, seguradoras não cobram preços maiores para o transporte no Triângulo das Bermudas.
  • Outro “triângulo” misterioso é o Triângulo de Michigan – uma área entre os estados de Michigan e Wisconsin, nos EUA, ao redor do centro do Lago Michigan, onde desaparecimentos já ocorreram. Um deles foi do Capitão George R. Donner que supostamente simplesmente sumiu da sua cabine no O.S. McFarland enquanto levava carvão para Winsconsin. Em 28 de abril de 1937, seu oficial náutico foi avisá-lo em sua cabine de que eles se aproximavam do porto, mas ninguém conseguiu encontrá-lo no navio. Em outro caso, um avião sobrevoando o triângulo aparentemente simplesmente desapareceu. Pequenas quantidades de detritos foram encontradas flutuando na água, mas o resto dos destroços e o corpo dos passageiros não foram encontrados. Se você acha que pouco crédito é dado a esse triângulo sendo uma área de atividades incomuns por razões semelhantes às deturpações no Triângulo das Bermudas, você está correto.

© Copyright Prof. Henrique D. F. Souza  / TodayIFoundOut

 

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