Prepare-se: hoje à noite vai ter espetáculo no céu!

Lua e Vênus serão protagonistas de belo desfile que será visível aqui no Brasil
Fonte da imagem: History Prepare-se: hoje à noite vai ter espetáculo no céu!

De acordo com o pessoal do History, hoje à noite deve ocorrer um belo e raro espetáculo celeste. Segundo explicaram, trata-se de um raro desfile lunar que será visível em toda a América do Sul, durante o qual a Lua parecerá três vezes maior, mais brilhante e mais alta do que o habitual. Isso significa que quem adora observar o satélite terá a oportunidade de conferir o astro em mais detalhe, inclusive a olho nu.

Além disso, o satélite dividirá a cena com Vênus que, graças à posição em que se encontra no momento, estará 48 vezes mais brilhante do que Mercúrio e 85 vezes mais luminoso do que Saturno. Para assistir ao desfile, fique de olho no céu a partir do pôr do Sol, e para encontrar Vênus, procure pelo planeta logo abaixo da Lua, aproximadamente 7° à direita do satélite. E aproveite, pois, segundo o History, este evento só vai se repetir daqui a muitos anos.

Quer escapar da Via Láctea? Então você precisa alcançar 1,9 milhões de km/h

Cientistas fazem cálculos complexos e chegam à conclusão da velocidade necessária para conseguir fugir da nossa galáxia
Fonte da imagem: Reprodução/Shutterstock Quer escapar da Via Láctea? Então você precisa alcançar 1,9 milhões de km/h

Está cansado da Via Láctea? Não aguenta mais acompanhar a rotação da Terra, o ciclo da Lua e a atividade do Sol? Viver em uma outra galáxia parece uma proposta interessante para você? Então se prepare para acelerar as coisas, literalmente.

Tilmann Piffl e sua equipe de cientistas do Leibniz Institute for Astrophysics em Potsdam, na Alemanha, descobriram que é preciso alcançar a impressionante velocidade de 1,9 milhões de quilômetros por hora para escapulir da Via Láctea.

Um pouco de matemática

Para chegar nesse número estrondoso, os pesquisadores utilizaram dados do levantamento Radial Velocity Experiment (RAVE) e descobriram a velocidade de saída necessária para deixar a nossa galáxia. Ao analisar o movimento de 90 estrelas de alta velocidade e lançar mão de uma série de modelos teóricos complexos para calcular a massa da galáxia, a equipe chegou à velocidade em que os objetos seriam capazes de sair da Via Láctea.

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Os resultados encontrados sugerem que uma aeronave precisaria alcançar a marca de 537 quilômetros por segundo – número que equivale a 1,9 milhões de quilômetros por hora e corresponde a 0,2% da velocidade da luz – caso quisesse escapar da força gravitacional da galáxia. Em termos de comparação, vale notar que um foguete precisa acelerar a 11,2 quilômetros por segundo apenas para conseguir sair da gravidade da Terra.

Mas se você acha que não vai conseguir alcançar a uma velocidade tão alta, o pesquisador Joss Bland-Hawthorn, da Universidade de Sidney, na Austrália, propõe outra solução para você sair da galáxia. O cientista acredita que um sistema de propulsão alimentado pela energia liberada a partir da combinação de matéria e antimatéria daria conta do recado. O único desafio seria criar e armazenar grandes quantidades de antimatéria, já que ela não existe no nosso planeta.

Pesquisa determina a partir de meteoritos que Lua tem 4,47 bilhões de anos

Lua cheia aparece atrás dos Alpes Suíços, vista de Charrat, no sul do país

Lua cheia aparece atrás dos Alpes Suíços, vista de Charrat, no sul do país (Foto: Laurent Gillieron/Efe)

Um grupo de cientistas conseguiu determinar que a Lua tem 4,47 bilhões de anos com uma inovadora análise dos meteoritos que foram expelidos no momento da criação do satélite, cujos destroços acabaram aterrissando na Terra, segundo um estudo publicado nesta quinta-feira na revista “Science”.

Um grupo multidisciplinar de cientistas da Nasa, Universidade do Arizona e Instituto Superior de Estudos Teológicos (ISET) descobriu marcas do momento de criação da Lua nos destroços dos meteoritos rochosos que chegaram na Terra há milhões de anos.

Os especialistas concluíram que a Lua se formou a partir do “maior impacto” da história do Sistema Solar, quando um protoplaneta (pequeno corpo celeste considerado um embrião planetário) colidiu com o corpo celeste que mais tarde se transformaria na Terra.

Não se sabe exatamente quando aconteceu este impacto, pois os cientistas seguem debatendo a idade das amostras de solo e rochas lunares que os astronautas trouxeram de volta à Terra das missões Apolo.

No entanto, os pesquisadores descobriram que, no momento do choque, meteoritos de mais de um quilômetro de comprimento colidiram com velocidade acima da normal em um cinturão de asteroides.

A superfície dos meteoritos se aqueceu acima do normal e deixou atrás de si “um registro permanente do impacto”, que permitiu aos cientistas determinarem que a Lua se formou há 4,47 bilhões de anos, como apontavam outros estudos anteriores.

“O antigo impacto lunar gravou a si próprio”, afirmaram os pesquisadores, que puderam decifrar as marcas do tempo medindo e analisando os meteoritos produzidos após as colisões com o cinturão de asteroides.

“Esta pesquisa está nos ajudando a definir nossas escalas de tempo para saber quando se passou o que no Sistema Solar”, disse Bill Bottke, aluno do Laboratório Lunar e Planetário da Universidade do Arizona.

Os cientistas estão avaliando a possibilidade de utilização destes novos conhecimentos para saber como se formaram outros antigos corpos celestes, como o asteroide gigante Vesta, que se encontra no cinturão de asteroides entre as órbitas de Marte e Júpiter e que abriga centenas de corpos celestes.

A sonda Dawn, da Nasa, visitou durante 14 meses, entre 2011 e 2012, este asteroide gigante, e conseguiu registrar mais de 30 mil imagens para fornecer aos especialistas dados sobre a composição e a história geológica do Vesta, que tem um diâmetro meio de 525 quilômetros.

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60 bilhões de planetas habitáveis podem estar orbitando a Via Láctea

Novos cálculos mostram que a estimativa é de que exista o equivalente a quase dois planetas Terra para cada estrela anã vermelha da galáxia.
Fonte da imagem: Shutterstock 60 bilhões de planetas habitáveis podem estar orbitando a Via Láctea

Um novo estudo publicado no periódico Astrophysical Journal Letters reforça a ideia de que existe vida em outros planetas. Baseados em simulações computadorizadas, os cientistas refizeram os cálculos acerca do comportamento das nuvens em planetas extrassolares e chegaram a resultados surpreendentes.

Ao revisitar estudos anteriores, os pesquisadores conseguiram ampliar drasticamente a zona considerada habitável na órbita de estrelas anãs vermelhas, que são menores e mais pálidas do que o Sol. Os dados do telescópio Kepler Space, da NASA, sugeriam que existia um planeta aproximadamente do tamanho da Terra na zona habitável de cada estrela anã vermelha. Os novos cálculos, que se assemelham às simulações usadas para prever o clima na Terra, dobram essa estimativa.

O segredo está nas nuvens

“As nuvens levam ao aquecimento e causam resfriamento na Terra. Elas refletem os raios solares para esfriar os elementos e absorvem a radiação infravermelha da superfície para criar um efeito estufa. Isso é parte do que faz com que o planeta se mantenha morno o suficiente para ter vida”, explica o autor do estudo, Dr. Dorian Abbot, da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos.

Um planeta que orbita o Sol, por exemplo, teria que completar sua órbita em cerca de um ano para poder manter uma quantidade suficiente de água em sua superfície e, por consequência, ter nuvens. Os cientistas explicam que, para estrelas menores, como é o caso das anãs vermelhas, o tempo total da órbita seria de apenas alguns meses para garantir a mesma incidência de luz que recebemos do Sol.

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Outro dado relevante é que esses planetas com órbitas menores sempre manteriam um dos lados voltados para o Sol, assim como acontece com a Terra e a Lua. Os cálculos demonstram que isso implicaria uma maior presença de nuvens refletoras na região subestelar.

A conclusão é que, se houver água na superfície do planeta, haverá o surgimento de nuvens. O resfriamento que essas nuvens causariam dentro da zona habitável seria suficiente para permitir a manutenção da água na superfície do planeta mesmo com a proximidade do Sol. E esse pode ser um dos indícios de que não estamos sozinhos na Via Láctea.

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