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Obama diz que ainda não decidiu se retira Cuba de lista de terrorismo

Afirmação foi dada em entrevista coletiva após encontro histórico.

Líderes de EUA e Cuba se encontram pela 1a vez em mais de 50 anos.

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Dilma se encontra com Obama e marca visita à Casa Branca

Presidente Dilma participa neste sábado da VII Cúpula das Américas.
Foi marcada viagem da presidente brasileira aos EUA para 30 de junho.

O presidente Barack Obama e a presidente Dilma Rousseff durante encontro na Cúpula das Américas, na Cidade do Panamá (Foto: Jonathan Ernst/Reuters)
O presidente Barack Obama e a presidente Dilma Rousseff durante encontro na Cúpula das Américas, na Cidade do Panamá (Foto: Jonathan Ernst/Reuters)

Em meio às atividades da VII Cúpula das Américas, na Cidade do Panamá, a presidente Dilma Rousseff teve encontro bilateral com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Na ocasião, também foi marcada uma visita da presidente brasileira aos Estados Unidos para o dia 30 de junho.

Na última terça (7), o chefe do Departamento dos Estados Unidos, Canadá e Assuntos Interamericanos do Ministério das Relações Exteriores, Paulino Franco, disse que Dilma e Obama discutiriam temas da agenda bilateral (que interessa aos dois países) e assuntos relacionados à cúpula.

FOTO HOME - O presidente Barack Obama e a presidente Dilma Rousseff durante encontro na Cúpula das Américas, na Cidade do Panamá (Foto: Jonathan Ernst/Reuters)
Dilma Rousseff posa para foto com Barack Obama (Foto: Jonathan Ernst/Reuters)

Após o vazamento de denúncias de que líderes mundiais, incluindo Dilma e a chanceler alemã Angela Merkel, haviam sido alvos de espionagem por parte do governo dos Estados Unidos, as relações entre os governos brasileiro e norte-americano ficaram estremecidas. A presidente brasileira cancelou, em setembro de 2013, uma visita de Estado que faria a Washington.

No ano passado, após Dilma ser reeleita, ela conversou por telefone com Obama. Na ligação, segundo o Palácio do Planalto, a presidente brasileira disse ter “todo interesse” em estreitar as relações do Brasil com os Estados Unidos.

Perguntada, em entrevista coletiva, sobre a decisão de ir aos Estados Unidos e se as relações entre os dois países estariam “normalizadas”, Dilma respondeu que o que fez ela aceitar a ida a Washington foi um processo.

Desde a denúncia da NSA, o governo Obama prometeu que não espionaria países amigos. Dilma disse que levaria isso em consideração. Obama, por sua vez, brincou que disse que, toda vez que precisasse de informações, ligaria para ela.

Dilma informou ainda que decidiu fazer uma visita de governo e não de Estado, porque uma viagem de Estado só poderia ser feita ano que vem – ano eleitoral nos Estados Unidos.

A presidente Dilma Rousseff avaliou ainda que os Estados Unidos e o Brasil têm uma agenda em comum: combate ao aquecimento global, exploração de energias renováveis, aviação, tecnologia e comércio, Defesa e Educação. Segundo ela, a principal agenda é Educação.

Presos políticos na Venezuela
Durante a entrevista coletiva, Dilma também falou sobre a Venezuela. Ela negou que tenha pedido ao presidente do país, Nicolás Maduro, para libertar presos políticos. A presidente disse que, da mesma forma que não se mete com os presos de Guantanamo (dos EUA, na ilha de Cuba), também não interfere com os presos da Venezuela.

Holanda e Argentina
Outro encontro bilateral de Dilma Rousseff, no Panamá, foi com o presidente da Holanda, Mark Rutte. De acordo com o governo, eles conversaram  sobre a importância da educação para a promoção do desenvolvimento. Rutte, informou o Planalto, elogiou o programa brasileiro Ciência sem Fronteiras e reconheceu a posição pioneira do Brasil com a aprovação do Marco Civil da Internet e com as discussões sobre as mudanças climáticas.

Durante a Cúpula das Américas, no Panamá, Dilma Rousseff também se teve reunião bilateral com a mandatária da Argentina, Cristina Kirchner, neste sábado (11). Segundo o Palácio do Planalto, as presidentes conversaram sobre a situação política e econômica da América Latina.

Dilma Rousseff se reúne com a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, na Cúpula das Américas (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)
Dilma Rousseff se reúne com a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, na Cúpula das Américas (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)

Mais cedo, neste sábado (11), a presidente Dilma Rousseff elogicou, durante discurso na sessão plenária da Cúpula das Américas, reaproximação entre Cuba e Estados Unidos, negociada pelos presidentes Raúl Castro e Barack Obama, e defendeu o fim do embargo norte-americano ao país caribenho.

“Celebramos aqui agora a iniciativa corajosa dos presidentes Raúl Castro e Barack Obama de restabelecer relações entre Cuba e Estados Unidos, de pôr fim a este último vestígio da Guerra Fria na região que tantos prejuízos nos trouxe […]. Os dois presidentes deram uma prova do quanto se pode avançar quando aceitamos os ensinamentos da História e deixamos de lado preconceitos e antagonismos que tanto afetaram nossas sociedades”, afirmou Dilma.

“Estamos seguros que outros passos serão dados, como o fim do embargo, que há mais de cinco décadas vitima o povo cubano e enfraquece o sistema interamericano. Aí, sim, continuaremos concluindo as linhas que pautarão nosso futuro e estaremos sendo contemporâneos de nosso presente […]. Inúmeras oportunidades nascem desse novo ambiente”, completou ela.

Estados Unidos e Cuba
Após a fala de Dilma, o presidente norte-americano discursou e afirmou que seu país não ficará preso ao passado. Obama disse considerar histórico o fato de estar sentado numa mesma mesa com o presidente de Cuba, Raúl Castro. “Os EUA não ficarão presos ao passado. É a primeira vez que em mais de meio século que serão restabelecidadas formalmente as relações diplomáticas”, disse Obama.

Raúl Castro, que falou logo após Obama, começou seu discurso na Cúpula das Américas dizendo que “já era hora de eu falar aqui em nome de Cuba”, referindo-se à primeira participação de seu país no encontro dos líderes do continente americano.

Obama e Castro conversaram por telefone nesta quinta, depois que os dois mandatários chegaram ao Panamá para a cúpula. Na sexta, eles se cumprimentaram na abertura do encontro. É esperado que os presidentes se reúnam neste sábado, segundo afirmou um assessor da Casa Branca. Será a primeira reunião entre um presidente americano e um cubano em mais de cinco décadas de conflito bilateral.

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Obama e Castro têm encontro histórico na Cúpula das Américas

Reunião ocorreu em clima cordial entre os dois líderes e com promessas para o futuro de Cuba e EUA

Obama e Castro apertam as mãos em encontro histórico na Cúpula das Américas – Pablo Martinez Monsivais / AP
 CIDADE DO PANAMÁ — Os presidentes dos EUA, Barack Obama, e de Cuba, Raúl Castro, se reuniram há pouco em uma sala privada nos bastidores da VII Cúpula das Américas e voltaram a apertar as mãos. O momento foi um marco das relações interamericanas: trata-se do primeiro encontro entre líderes dos dois países desde antes da Revolução de janeiro de 1959, ou seja, há mais de 56 anos.

Os dois líderes falaram brevemente à imprensa, após o encontro a portas fechadas, acompanhados de seus principais assessores. Convergiram na avaliação de que há muito trabalho a fazer para o restabelecimento pleno das relações diplomáticas, mas asseguraram que as divergências que existem entre Washington e Havana não impedem que os dois países venham a concordar no futuro.

Obama, porém, não anunciou a remoção de Cuba da lista de Estados que apoiam o terrorismo. Esta é a principal demanda cubana nas negociações da retomada das relações diplomáticas, porque será essencial à reintegração financeira e comercial global da ilha. A revisão já foi encerrada pelo Departamento de Estado americano, mas a recomendação final a Obama ainda depende de sinal verde de outras agências federais. A expectativa era que o anúncio seria feito na Cúpula.

— Este é evidentemente um encontro histórico. Era hora de tentarmos uma coisa nova — afirmou Obama. — Ao longo do tempo, é possível virar a página e desenvolver um novo relacionamento entre nossos dois países (…) Estamos na posição de caminhar em direção ao futuro.

O presidente americano reconheceu que há profundas e significativas diferenças entre EUA e Cuba. Por exemplo, os americanos continuarão se pronunciando sobre questões de direitos humanos e os cubanos manifestarão preocupação com políticas dos EUA. Raúl Castro sorriu, consentindo.

— Podemos discordar com o espirito de respeito — afirmou Obama.

Raúl falou em seguida, em espanhol, e disse que concordava com o que Obama havia falado.

— Estamos dispostos a conversar sobre tudo, mas precisamos ser pacientes, muito pacientes — afirmou o cubano. — É possível que a gente discorde em algo hoje sobre o qual concordaremos amanhã.

Raúl repetiu Obama, afirmando que Cuba e EUA podem ter diferenças, mas “com respeito às ideias dos outros”. O cubano brincou, dirigindo-se aos demais integrantes das duas delegações, que “era melhor que ouvissem seus líderes”. Obama riu.

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Barack Obama e Raúl Castro iniciam encontro histórico no Panamá

Reunião é a primeira entre presidentes dos dois países em mais de 50 anos.
Mais cedo, Obama disse que EUA não ficarão presos ao passado.

 O presidente dos EUA  Barack Obama cumprimenta o presidente de Cuba Raul Castro durante encontro na Cúpula das Américas na Cidade do Panamá (Foto: Jonathan Ernst/Reuters)O presidente dos EUA Barack Obama cumprimenta o presidente de Cuba Raul Castro durante encontro na Cúpula das Américas na Cidade do Panamá (Foto: Jonathan Ernst/Reuters)

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e de Cuba, Raúl Castro, iniciaram neste sábado (11) um encontro histórico durante a Cúpula das Américas, na Cidade do Panamá, o primeiro entre presidentes dos dois países em mais de meio século, de acordo com jornais internacionais.

A reunião entre os líderes simboliza a reaproximação e retomada do diálogo entre os dois países, encerrando décadas de tensão política e disputa ideológica.

O último encontro frente a frente aconteceu entre os presidentes Dwight Eisenhower, dos EUA, e Fugencio Batista, de Cuba, em 1956, em outra cúpula das Américas no Panamá, de acordo com o USA Today.

Obama descreveu o encontro como “histórico” e acrescentou que continuará pressionando Cuba sobre o tema de direitos humanos. Anunciou ainda que as conversas e esforços estão focados em reabrir as embaixadas em ambos os países.

Da sua parte, Castro afirmou que seguirá dando passos para normalizar os laços entre as duas nações e que estão dispostos a discutir tudo “com muito respeito às ideias”.

“Pode ser que nos convençam de algumas coisas e de outras não, não se deve criar expectativas”, acrescentou Castro. Ao afirmar que os dois países têm que dialogar “com muito respeito”, o líder cubano reconheceu que existem “muitas diferenças” entre os dois governos.

Os dois sentaram-se lado a lado em uma pequena sala de conferências, com um clima cordial, mas de negócios. Cada um acenou e sorriu para alguns dos comentários feitos pelo outro, em breves declarações a jornalistas.

Mais cedo, Obama disse em discurso no encontro que seu país não ficará preso ao passado e que as mudanças na política entre os EUA e Cuba “abrem uma nova era no Hemisfério”.

“Os EUA não ficarão presos ao passado. É a primeira vez que em mais de meio século que serão restabelecidadas formalmente as relações diplomáticas”, disse Obama, que considerou histórico o fato de estar sentado numa mesma mesa com o presidente de Cuba, Raúl Castro

“Penso que não é segredo que continuarão existindo diferenças entre nossos países (…) mas acredito que se conseguirmos seguir esse movimento adiante, serão criadas novas oportunidades (…) Nunca antes as relações com a América Latina foram tão boas”, complementou o presidente norte-americano.

Durante seu discurso, Obama propôs US$ 1 bilhão para ajudar os países da América Central e anunciou que pretende impulsionar o intercâmbio entre estudantes da América Latina e a potência norte-americana.

Castro: ‘Obama está isento da culpa’
Assim que Obama terminou sua fala, o governante anfitrião, Juan Carlos Varela, anunciou a intervenção de Raúl Castro, o que arrancou aplausos de todos reunidos na plenária. O presidente cubano começou seu discurso dizendo que “já era hora de eu falar aqui em nome de Cuba”, referindo-se à primeira participação de seu país na reunião de líderes americanos.

Em sua fala, Castro isentou Barack Obama da culpa de ações políticas contrárias à ilha que foram feitas por “dez antecedentes” do atual líder dos Estados Unidos. Ele afirmou que tem expressado “disposição ao diálogo” com Obama e chamou o governante dos EUA de “um homem honesto”. Logo depois, pediu desculpas por sua emotividade em “defesa da revolução”.O presidente cubano exigiu dos EUA que seja resolvido o embargo comercial imposto em 1962 contra a ilha e ressaltou que seu governo aprecia a possível exclusão de Cuba da lista de patrocinadores do terrorismo. Ele acredita que a potência mundial vai decidir rapidamente sobre o tema e afirma que seu país “nunca deveria ter estado” nesta lista.

O irmão de Fidel Castro afirmou também que vê com bons olhos o fato de Obama considerar que a Venezuela “não é uma ameaça”.

Dilma elogia reaproximação
A presidente Dilma Rousseff elogiou a reaproximação entre Cuba e Estados Unidos durante seu discurso na plenária e defendeu o fim do embargo norte-americano ao país caribenho.

Dilma defendeu que os países convivam com diferentes visões de mundo e que este século seja um período de paz e desenvolvimento para todos. “A VII cúpula inaugura uma nova era nas relações hemisféricas, na qual é uma exigência conviver com diferentes visões de mundo, sem receitas rígidas ou imposições”, afirmou.

“Celebramos aqui agora a iniciativa corajosa dos presidentes Raúl Castro e Barack Obama de restabelecer relações entre Cuba e Estados Unidos, de pôr fim a este último vestígio da Guerra Fria na região que tantos prejuízos nos trouxe […] Os dois presidentes deram uma prova do quanto se pode avançar quando aceitamos os ensinamentos da História e deixamos de lado preconceitos e antagonismos que tanto afetaram nossas sociedades”, disse Dilma.

Ainda de acordo com Dilma, o Brasil está seguro de que outros passos serão dados, como o fim do embargo, “que há mais de cinco décadas vitima o povo cubano e enfraquece o sistema interamericano”. Segundo a presidente, oportunidades deverão nascer nesse novo ambiente.

“Estamos seguros que outros passos serão dados, como o fim do embargo, que há mais de cinco décadas vitima o povo cubano e enfraquece o sistema interamericano. Aí, sim, continuaremos concluindo as linhas que pautarão nosso futuro e estaremos sendo contemporâneos de nosso presente […]. Inúmeras oportunidades nascem desse novo ambiente”, completou.

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Maduro ‘estende mão’ a Obama em cúpula e é alvo de novo ‘panelaço’

Presidente venezuelano convidou líder dos EUA ao diálogo.
País latino foi qualificado como uma ‘ameaça extraordinária’ à segurança.

Presidente venezuelano, Nicolas Maduro, durante a abertura da Cúpula das Américas, no Panamá, nesta sexta (10) (Foto: REUTERS/Carlos Garcia Rawlins)
Presidente venezuelano, Nicolas Maduro, durante a abertura da Cúpula das Américas, no Panamá, nesta sexta (10) (Foto: REUTERS/Carlos Garcia Rawlins)

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, convidou seu colega norte-americano, Barack Obama, ao diálogo, durante seu discurso na Cúpula das Américas, realizada no Panamá neste sábado (11).

“Eu estendo minha mão para resolver os assuntos” entre Estados Unidos e Venezuela, assinalou, acrescentando que os Estados Unidos devem retirar o “decreto desproporcional” contra seu país.

Maduro disse ainda que Obama, “cometeu uma agressão” com seu decreto sobre a “ameaça” que a Venezuela representaria a seu país, mas afirmou que ele “não é” como seu antecessor na Casa Branca, George W. Bush.

Para o presidente venezuelano, “não é suficiente” que Obama tenha dito que não considera a Venezuela uma ameaça e cobrou que o líder americano volte atrás em seu decreto “ameaçador”, o qual qualificou como “irracional e desproporcional”.

Panelaço
Moradores de edifícios próximos ao complexo que recebe a Cúpula das Américas fizeram neste sábado, pelo segundo dia consecutivo, um sonoro “panelaço” quando Maduro tomou a palavra na sessão plenária, segundo a agência EFE.

Venezuelanos fazem panelaço contra o presidente Nicolás Maduro parte da Cúpula das Américas, no Panamá (Foto: REUTERS/Carlos Garcia Rawlins)
Venezuelanos fazem panelaço contra o presidente Nicolás Maduro parte da Cúpula das Américas, no Panamá (Foto: REUTERS/Carlos Garcia Rawlins)

O protesto foi realizado por moradores de pelo menos sete edifícios vizinhos ao centro de convenções Atlapa e foi escutado até dentro das instalações do local.

Além de bater panelas, muitos moradores gritavam “Fora Maduro” e agitavam bandeiras venezuelanas. Esse tipo de protesto já havia sido realizado na noite de sexta-feira, durante a chegada de Maduro para a abertura oficial da VII Cúpula das Américas.

A Venezuela se transformou na pedra do sapato desta Cúpula das Américas, na qual tentou introduzir em um documento já pactuado um parágrafo de condenação às medidas executivas do governo dos Estados Unidos contra o país sul-americano.

Na terça-feira (8), o conselheiro do departamento americano de Estado, Thomas Shannon, foi a Caracas para se reunir com Maduro, em busca por um acordo para a Cúpula das Américas.

A visita de Shannon ocorreu no momento em que Maduro realiza uma campanha nacional e internacional para exigir que Obama anule o decreto de março passado que qualifica a situação da Venezuela como uma “ameaça extraordinária” à segurança dos Estados Unidos.

A Venezuela vive uma polarização política desde o início de 2014, quando uma onda de protestos contra Maduro deixou 43 mortos, centenas de feridos e milhares de detidos, incluindo o líder opositor Leopoldo López, acusado de fomentar a violência nas manifestações.

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‘EUA não ficarão presos ao passado’, diz Obama sobre Cuba no Panamá

Presidente discursou durante a Cúpula das Américas, na Cidade do Panamá.
Obama deve encontrar líder de Cuba, Raúl Castro, ainda neste sábado.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesse sábado (11), durante discurso na Cúpula das Américas, na Cidade do Panamá, que seu país não ficará preso ao passado e que as mudanças na política entre os EUA e Cuba “abrem uma nova era no Hemisfério”.

“Os EUA não ficarão presos ao passado. É a primeira vez que em mais de meio século que serão restabelecidadas formalmente as relações diplomáticas”, disse Obama, que considerou histórico o fato de estar sentado numa mesma mesa com o presidente de Cuba, Raúl Castro

“Penso que não é segredo que continuarão existindo diferenças entre nossos países (…) mas acredito que se conseguirmos seguir esse movimento adiante, serão criadas novas oportunidades (…) Nunca antes as relações com a América Latina foram tão boas”, complementou o presidente norte-americano.

Durante seu discurso, Obama propôs US$ 1 bilhão para ajudar os países da América Central e anunciou que pretende impulsionar o intercâmbio entre estudantes da América Latina e a potência norte-americana.

Castro: ‘Obama está isento da culpa’

O presidente de Cuba, Raúl Castro, na cerimônia de abertura da Cúpula das Américas, no Panamá (Foto: Mandel Ngan/AFP)O presidente de Cuba, Raúl Castro, na cerimônia de abertura da Cúpula das Américas, no Panamá (Foto: Mandel Ngan/AFP)

Assim que Obama terminou sua fala, o governante anfitrião, Juan Carlos Varela, anunciou a intervenção de Raúl Castro, o que arrancou aplausos de todos reunidos na plenária. O presidente cubano começou seu discurso dizendo que “já era hora de eu falar aqui em nome de Cuba”, referindo-se à primeira participação de seu país na reunião de líderes americanos.

Em sua fala, Castro isentou Barack Obama da culpa de ações políticas contrárias à ilha que foram feitas por “dez antecedentes” do atual líder dos Estados Unidos. Ele afirmou que tem expressado “disposição ao diálogo” com Obama e chamou o governante dos EUA de “um homem honesto”. Logo depois, pediu desculpas por sua emotividade em “defesa da revolução”.

O presidente cubano exigiu dos EUA que seja resolvido o embargo comercial imposto em 1962 contra a ilha e ressaltou que seu governo aprecia a possível exclusão de Cuba da lista de patrocinadores do terrorismo. Ele acredita que a potência mundial vai decidir rapidamente sobre o tema e afirma que seu país “nunca deveria ter estado” nesta lista.

O irmão de Fidel Castro afirmou também que vê com bons olhos o fato de Obama considerar que a Venezuela “não é uma ameaça”.

Dilma elogia reaproximação
A presidente Dilma Rousseff elogiou a reaproximação entre Cuba e Estados Unidos  durante seu discurso na plenária e defendeu o fim do embargo norte-americano ao país caribenho.

Dilma defendeu que os países convivam com diferentes visões de mundo e que este século seja um período de paz e desenvolvimento para todos. “A VII cúpula inaugura uma nova era nas relações hemisféricas, na qual é uma exigência conviver com diferentes visões de mundo, sem receitas rígidas ou imposições”, afirmou.

“Celebramos aqui agora a iniciativa corajosa dos presidentes Raúl Castro e Barack Obama de restabelecer relações entre Cuba e Estados Unidos, de pôr fim a este último vestígio da Guerra Fria na região que tantos prejuízos nos trouxe […] Os dois presidentes deram uma prova do quanto se pode avançar quando aceitamos os ensinamentos da História e deixamos de lado preconceitos e antagonismos que tanto afetaram nossas sociedades”, disse Dilma.

Ainda de acordo com Dilma, o Brasil está seguro de que outros passos serão dados, como o fim do embargo, “que há mais de cinco décadas vitima o povo cubano e enfraquece o sistema interamericano”. Segundo a presidente, oportunidades deverão nascer nesse novo ambiente.

“Estamos seguros que outros passos serão dados, como o fim do embargo, que há mais de cinco décadas vitima o povo cubano e enfraquece o sistema interamericano. Aí, sim, continuaremos concluindo as linhas que pautarão nosso futuro e estaremos sendo contemporâneos de nosso presente […]. Inúmeras oportunidades nascem desse novo ambiente”, completou.

Encontro entre líderes está previsto

Obama e Raúl Castro se encontram antes da inauguração da Cúpula das Américas nesta sexta (10) no Panamá (Foto: REUTERS/Peru Presidency)Obama e Raúl Castro se encontram antes da inauguração da Cúpula das Américas nesta sexta (10) no Panamá (Foto: REUTERS/Peru Presidency)

Além de se encontrar durante os eventos previstos na cúpula, é esperado que os presidentes se reúnam neste sábado, segundo afirmou um assessor da Casa Branca. Será a primeira reunião entre um presidente americano e um cubano em mais de cinco décadas de conflito bilateral.

Obama e Castro conversaram por telefone nesta quinta, depois que os dois mandatários chegaram ao Panamá para a cúpula. Na sexta, se cumprimentaram na abertura do encontro.

A última vez que os dois presidentes falaram por telefone foi em 17 de dezembro, quando anunciaram ao mundo seu acordo para restabelecer suas relações, depois de 53 anos de tensões. No anúncio, Obama disse que a normalização das relações com Cuba encerram uma “abordagem antiquada” da política externa americana.

Ao justificar a decisão, o presidente disse que a política “rígida” dos EUA em relação a Cuba nas últimas décadas teve pequeno impacto.

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Obama: Mudanças em relação a Cuba abrem uma nova era no hemisfério

Presidente discursa antes de esperado encontro com Raúl Castro

Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, destaca reaproximação com Cuba em discurso na Cúpula das Américas, no Panamá – JONATHAN ERNST / REUTERS

CIDADE DO PANAMÁ — O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou neste sábado que a reaproximação com Cuba marca o início de uma nova era no hemisfério e nas relação entre os povos dos dois países. A declaração, na primeira sessão plenária da Cúpula das Américas, na Cidade do Panamá, vem antes de um esperado encontro entre o líder americano e o presidente cubano, Raúl Castro.

— Os EUA não ficarão presos ao passado. É a primeira vez que em mais de meio século que serão restabelecidadas formalmente as relações diplomáticas — discursou Obama. — Nunca antes as relações com a América Latina foram tão boas.

Olhando para Raúl Castro, o presidente chamou atenção para as diferenças entre EUA e Cuba, mas ressaltou que era preciso aproveitar o bom momento.

— Penso que não é segredo que continuarão existindo diferenças entre nossos países, mas acredito que se conseguirmos seguir esse movimento adiante, serão criadas novas oportunidades — insistiu o presidente americano. — Eu acredito firmemente que podemos aproveitar o momento para abrir uma nova era nas relações bilaterais e hemisféricas.

Durante seu pronunciamento, Obama propôs US$ 1 bilhão para ajudar os países da América Central e anunciou que pretende impulsionar o intercâmbio entre estudantes da América Latina e os EUA.

RAÚL ELOGIA OBAMA

Fortemente aplaudido, o presidente cubano discursou depois de Obama. Ele começou sua intervenção dizendo que “já era hora de eu falar aqui em nome de Cuba”. Castro arrancou risos entre os presidentes quando afirmou que tinha mais tempo para falar, já que não havia participado das reuniões anteriores.

— Já era hora de eu falar, me devem 48 minutos pelas outras Cúpulas — brincou Castro, antes de rasgar elogios a Obama. — O presidente Barack Obama é um homem honesto e isso se deve à sua origem humilde. Dez presidentes anteriores a Obama têm dívidas com Cuba, menos o presidente Obama.

Na sexta-feira, antes da abertura oficial da cúpula, os líderes cumprimentaram-se brevemente. O encontro previsto pra este sábado será o contato de mais alto nível entre os dois países desde antes da Revolução de 1959, ou seja, há mais de 56 anos.

Enquanto Obama deve levantar a questão da reforma política em Cuba, Raúl está buscando um fim do embargo comercial dos EUA e a retirada do país da lista de Estados que apoiam o terrorismo. Cuba foi incluída na lista pelo Departamento de Estado dos EUA em 1982, e a exclusão é fundamental para reintegração cubana ao comércio e aos sistema financeiro internacionais.

DILMA DEFENDE FIM DO EMBARGO

Em seu discurso na Cúpula, a presidente Dilma Rousseff elogiou a iniciativa de Obama de iniciar o processo de reaproximação com Cuba, segundo ela “um dos últimos vestígios da Guerra Fria”, mas condenou a sanção dos Estados Unidos à Venezuela.

De acordo com Dilma, o bom momento das relações entre os paises americanos não admite medidas unilaterais. A declaração foi feita neste sábado, na sessão plenária da VII Cúpula das Americas, a primeira com a presença de Cuba. Dilma defendeu ainda o fim do embargo dos EUA à ilha caribenha.

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Raúl Castro isenta Obama por ações dos EUA cometidas contra Cuba

Presidente cubano participa da Cúpula das Américas, com Barack Obama.
É a primeira vez que Cuba é integrada ao encontro de líderes americanos.

O presidente de Cuba, Raúl Castro, na cerimônia de abertura da Cúpula das Américas, no Panamá (Foto: Mandel Ngan/AFP)
O presidente de Cuba, Raúl Castro, na cerimônia de abertura da Cúpula das Américas, no Panamá (Foto: Mandel Ngan/AFP)

O presidente de Cuba, Raúl Castro, isentou Barack Obama da culpa de ações políticas contrárias à ilha que foram cometidas por “dez antecedentes” do atual líder dos Estados Unidos.

Em sua fala, Castro afirmou que tem expressado “disposição ao diálogo” com Obama e chamou o governante dos EUA de “um homem honesto”. Logo depois, pediu desculpas por sua emotividade em “defesa da revolução”.

Castro começou seu discurso na Cúpula das Américas, na Cidade do Panamá, dizendo que “já era hora de eu falar aqui em nome de Cuba”, referindo-se à primeira participação de seu país no encontro dos líderes do continente americano.

Ele iniciou sua intervenção logo após a fala do líder norte-americano. Assim que o governante anfitrião, Juan Carlos Varela, anunciou seu nome, todos na plenária o aplaudiram.

Fim do embargo
O presidente cubano exigiu dos EUA que seja resolvido o embargo comercial imposto em 1962 contra a ilha. “Esse e outros elementos devem se resolver no processo de normalização das relações.

O líder cubano ressaltou ainda que seu governo aprecia a possível exclusão de Cuba da lista de patrocinadores do terrorismo e acredita que a potência mundial vai decidir rapidamente sobre o tema. Segundo ele, seu país “nunca deveria ter estado” nesta lista.

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Raúl Castro estreia na Cúpula: ‘Já era hora de eu falar aqui’

Presidente cubano elogiou Barack Obama e pediu apoio dos líderes do continente para derrubar o embargo comercial

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O presidente cubano, Raúl Castro, participa pela primeira vez da Cúpula das Américas – AFP/RODRIGO ARANGUA

CIDADE DO PANAMÁ — Sob aplausos entusiasmados dos demais 34 chefes de Estado e governo quando teve seu nome anunciado, o presidente de Cuba, Raúl Castro, fez seu histórico discurso na VII Cúpula das Américas, ao qual o país comparece pela primeira vez. É o marco do retorno cubano à comunidade interamericana. Ele discursou em seguida do presidente dos EUA, Barack Obama, que reafirmou o compromisso com o pleno restabelecimento das relações diplomáticas entre Washington e Havana.

Muito bem-humorado, Raúl Castro foi apresentado pelo presidente do Panamá, Juan Carlos Varela, e declarou ao microfone, para risadas e aplausos dos demais líderes regionais:

— Já era hora de eu falar aqui!

Conhecido, como o irmão Fidel Castro, pelos discursos longos, Raúl disse que era um “estranho esforço” ter que resumir sua fala aos 8 minutos recomendados pela organização do evento, mas afirmou que iria tentar, arrancando novamente risos. E então provocou gargalhadas e aplausos mais entusiasmados dos líderes, ao emendar:

— Mas como vocês me devem pelo menos seis Cúpulas, eu vou pedir permissão ao presidente Varela para me estender um pouquinho.

Em seguida, Raúl começou a fazer um extenso histórico da luta do povo cubano pela independência e soberania, o apoio dos EUA às forças armadas e repressoras na ilha nos séculos 19 e 20 e depois do passo a passo da Guerra Fria. Dedicou-se a esta parte por mais de 20 minutos.

Porém, Raúl Castro elogiou o presidente dos EUA, Barack Obama, não só pelo passo de retomar as conversas com Cuba após 53 anos, mas pelo seu empenho em iniciar uma discussão no Congresso americano para que seja derrubado o embargo econômico que “continua prejudicando o povo cubano”.

— Temos que continuar apoiando o presidente na sua intenção de eliminar o bloqueio — disse Raúl. — Temos que agradecer ao presidente Obama, que também nasceu já com o embargo em vigor, e sua disposição de iniciar o debate com o Congresso.

Raúl notou a “origem humilde” de Obama, que tratou como qualidade, novamente levantando forte aplauso da plateia. E disse que soube deste passado lendo dois livros do presidente americano. Obama permaneceu de cabeça baixa, e esboçou leve sorriso.

— Mas ainda vou ler tudo com calma — disse, rindo, arrancando risos da plateia.

Em seguida, prometeu, rindo, terminar em breve o discurso, quando já tinha 32 minutos e meio dominando o microfone da sessão de trabalho dos chefes de estado e governo:

— Querem que eu corte pela metade, vou acelerar um pouco.

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Cúpula das Américas tem pela 1ª vez os 35 países do continente americano

Dilma tem encontro marcado com Obama para a tarde deste sábado (11).
Líderes vão falar sobre uma possível visita da presidente aos EUA.

Pela primeira vez, os 35 países do continente americano participam da Cúpula das Américas. O encontro começou na noite desta sexta (10) no Panamá e foi retomado neste sábado (11) pela manhã.

A presidente Dilma Roussef tem um encontro com o presidente americano Barack Obama às 14h30, horário do Panamá – 16h30 em Brasília. Eles vão falar sobre uma possível visita de trabalho da presidente aos estados unidos. Dilma cancelou uma visita de estado a Washington em 2013, depois das denúncias de espionagem por parte da Agência Americana de Segurança Nacional.

Mas o encontro mais esperado é entre os presidentes de Cuba e dos Estados Unidos. Barack Obama e Raúl Castro se cumprimentaram, um símbolo da aproximação entre os dois países, depois de mais de 50 anos de afastamento.

Obama pode anunciar ainda hoje a retirada de Cuba da lista de países que financiam o terrorismo – um passo fundamental para a reabertura de embaixadas em Havana e Washington.

O presidente Raúl Castro fez o primeiro discurso de Cuba na Cúpula das Américas. Ele elogiou o presidente Obama e pediu o fim do embargo econômico. Mas, antes disso, fez várias críticas aos Estados Unidos.

A Venezuela também é um tema importante na Cúpula das Américas. O presidente Nicolas Maduro se movimentou bastante nas últimas horas para conseguir apoio de países vizinhos contra os Estados Unidos. A Venezuela bloqueou a carta final do encontro. É a terceira vez na história que a Cúpula termina sem esse documento, que só é publicado se houver consenso. Maduro exige que o presidente americano suspenda as sanções contra autoridades venezuelanas. E provavelmente não será atendido.

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