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Nasa publica a primeira imagem em cores de Plutão

 A Nasa (Agência Espacial Americana) publicou nesta quarta-feira (15) a primeira imagem em cores de Plutão e sua lua maior, Caronte, obtida pela sonda New Horizons, que deve chegar ao planeta anão no mês de julho
A Nasa (Agência Espacial Americana) publicou nesta quarta-feira (15) a primeira imagem em cores de Plutão e sua lua maior, Caronte, obtida pela sonda New Horizons, que deve chegar ao planeta anão no mês de julho

A Agência Espacial norte-americana (Nasa) publicou nesta quarta-feira (15) a primeira imagem em cores de Plutão e sua lua maior, Caronte, obtida pela sonda New Horizons, que deve chegar ao planeta anão no próximo mês de julho. A imagem, feita no dia 9 de abril de uma distância de cerca de 115 milhões de quilômetros, oferece uma “promissora visão deste sistema”, disse o diretor de Ciência Planetária da Nasa, Jim Green.

A fotografia revela que Caronte é mais escura que Plutão, um contraste que pode dever-se a sua composição diferente, ou também pode ter sido causado por uma atmosfera prévia e não visível de Caronte, explicou Green.

As perguntas que esta primeira imagem deixou no dar devem começar a ser resolvidas em poucos meses, quando a sonda New Horizons chegar a Plutão.

A sonda, de 480 quilos, foi lançada do Cabo Canaveral, na Flórida, no dia 19 de janeiro de 2006 em um foguete Atlas V, e deverá chegar às proximidades do planeta anão, o mais afastado do Sol, em 14 de julho.

 

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Tempestades brancas de Saturno ocorrem pelo vapor de água, diz estudo

Nasa/astronomycentral.co.uk

Uma vez a cada 20 ou 30 anos, uma supertempestade maior que a Terra atinge Saturno e seus anéis, oferecendo um espetáculo climático que dura meses, conhecido como as “tempestades brancas”. As tempestades podem se estender por milhares de quilômetros antes de se dissiparem, um fenômeno que já havia sido documentado – mas cuja causa era desconhecida.

De acordo com um estudo publicado nesta segunda-feira (13) pela revista científica britânica Nature Geoscience, este fenômeno ocorre devido à forma como o vapor de água interage na atmosfera do planeta gigante.

Os autores do estudo, Cheng Li e Andrew Ingersoll, cientistas do Instituto de Tecnologia da Califórnia argumentam que as gotas de vapor evitam que gases menos densos emerjam, esfriem e condensem, e que essa reação provoca trovoadas.

Este fenômeno, que pode ser observado da Terra com um telescópio, foi gravado seis vezes desde 1876, mas até agora ninguém havia explicado o motivo da frequência das tempestades.

De acordo com o trabalho de Li e Ingersoll, a frequência é devido à diferença de densidade entre as camadas superiores da atmosfera e as inferiores, uma vez que na maioria das vezes na parte de cima os elementos são menos densos do que abaixo.

Da mesma maneira que o óleo flutua sobre a água, a camada superior de Saturno permanece sobre a camada inferior, impedindo a passagem da água, para arrefecer e condensar, que é o processo normal pelo qual se formam as tempestades.

No entanto, como a camada superior é arrefecida e o calor se difunde para o espaço, esta massa torna-se mais densa e começa a cair. De acordo com o estudo, esse processo leva um par de décadas já que a atmosfera de Saturno é “muito grossa”.

 

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Nasa encontra evidências de água líquida em Marte

Nasa encontra evidências de podem existir 'salmouras' na superfície de Marte
Nasa encontra evidências de podem existir ‘salmouras’ na superfície de Marte

O rover Curiosity, da Nasa, encontrou evidências de que pode existir água em sua forma líquida próximo à superfície de Marte. O “Planeta Vermelho”, por sua distância do Sol, seria muito gelado para conseguir manter água na forma líquida na superfície, mas sais no solo podem diminuir seu ponto de congelamento, permitindo a formação de camadas de água bem salgada – como uma salmoura.

Os resultados dão credibilidade a uma teoria de que as marcas escuras vistas nas imagens como paredes cheias de cratera poderiam ser formadas por água corrente. Essas descobertas recentes da Nasa foram divulgadas na publicação científica Nature. Cientistas acreditam que finas camadas de água se formam quando os sais no solo, chamados de percloratos, absorvem vapor de água da atmosfera.

A temperatura dessas camadas líquidas seria de -70°C – muito frio para abrigar qualquer tipo de vida microbiana da maneira que conhecemos. Formadas nos 15cm mais superficiais do solo marciano, essas salmouras também estariam expostas a altos níveis de radiação cósmica – outra coisa que poderia ser considerada um obstáculo para a existência de vida.

Mas ainda é possível que organismos existam em algum lugar sob a superfície de Marte, onde as condições são mais favoráveis.

Ciclo de evaporação

Os pesquisadores reuniram diferentes linhas de evidências a partir do conjunto de informações trazidas pelo rover Curiosity.

O Sistema de Monitoramento do Ambiente do Rover (REMS, na sigla em inglês) – basicamente, a estação meteorológica do veículo – mediu a umidade relativa e a temperatura do local de pouso do rover na cratera de Gale.

A cratera de Gale já teve um lago com condições que podem ter sido favoráveis à vida

Cientistas foram capazes também de estimar o teor de água do subsolo usando dados de um instrumento chamado Dynamic Albedo of Neutrons (DAN). Esses dados reforçavam a evidência de que a água do solo estava ligada a percloratos. Finalmente, o instrumento de Análise de Amostras de Marte deu aos pesquisadores o conteúdo de vapor de água na atmosfera.

Os resultados mostram que as condições estavam adequadas para as salmouras se formarem em noites de inverno no equador de Marte, onde o Curiosity aterrissou. Mas o líquido evapora durante o dia de Marte, quando a temperatura aumenta.

Javier Martin-Torres, um co-investigador na Missão do Curiosity e cientista-chefe no REMS disse à BBC que a descoberta ainda é indireta, porém é convincente. “O que nós vemos são condições para a formação de salmouras na superfície. É parecido com quando as pessoas estavam descobrindo os primeiros exoplanetas”, afirmou.

“Eles não podiam ver os planetas, mas eram capazes de ver os efeitos gravitacionais na estrela. Esses sais de perclorato têm uma propriedade chamada liquidificação. Eles pegam o vapor de água da atmosfera e absorvem para produzir as salmouras.”

Ele acrescentou: “Podemos ver um ciclo de água diário, o que é muito importante. Esse ciclo é mantido pela salmoura. Na Terra, temos uma troca entre a atmosfera e o solo pela chuva. Mas nós não temos isso em Marte.”

Embora se possa pensar que a água líquida se forma a temperaturas mais altas, a formação da salmoura é o resultado de uma interação entre a temperatura e pressão atmosférica. Acontece que o ponto ideal para a formação destas películas líquidas é a temperaturas mais baixas.

O fato de cientistas verem provas da existência dessas salmouras no equador de Marte – onde as condições são menos favoráveis – significa que elas podem aparecer ainda mais em latitudes maiores, em áreas onde a umidade é mais alta e as temperaturas mais baixas.

Nessas regiões, as salmouras podem até existir pelo ano todo.

 

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Cientistas encontram glaciares sob superfície de Marte

Os cientistas têm tentado descobrir como Marte se transformou de um planeta úmido e supostamente semelhante à Terra nos seus primeiros estágios num deserto frio e seco atualmente
Os cientistas têm tentado descobrir como Marte se transformou de um planeta úmido e supostamente semelhante à Terra nos seus primeiros estágios num deserto frio e seco atualmente

Marte tem milhares de glaciares enterrados sob sua superfície, água congelada suficiente para cobrir o planeta com uma capa de gelo de 1,1 metro, disseram cientistas nesta quarta-feira (8). Os glaciares estão em duas faixas nas latitudes centrais dos hemiférios norte e sul.

A informação de radar, recolhida pelos satélites que orbitam o planeta, combinada com modelos de computadores de fluxos de gelo, mostra que Marte tem 150 bilhões de metros cúbicos de água congelada, segundo um estudo publicado na edição desta semana da revista Geophysical Research Letter.

“O gelo nas latitudes médias é, portanto, uma parte importante das reservas de água de Marte”, disse a pesquisadora do Instituto Neils Bohr, Nanna Bjornholt Karlsson, da Universidade de Copenhague, em comunicado.

Os cientistas têm tentado descobrir como Marte se transformou de um planeta úmido e supostamente semelhante à Terra nos seus primeiros estágios num deserto frio e seco atualmente.

Bilhões de anos atrás, Marte, que não tem um campo magnético protetor global, perdeu grande parte de sua atmosfera. Há várias iniciativas para determinar a quantidade de água do planeta que desapareceu e quanto continua na forma de gelo nas reservas subterrâneas.

Cientistas suspeitam que os glaciares permaneceram intactos porque estão protegidos sob uma grossa capa de poeira.

Além da evidência de leitos de rios, córregos e minerais, os cientistas que estudavam reveladoras moléculas na atmosfera de Marte no mês passado concluíram que o planeta provavelmente teve um oceano de mais de 1,5 quilômetro de profundidade que cobria quase a metade do seu hemisfério norte.

Marte perdeu 87 por cento dessa água, disseram os cientistas. Atualmente, a maior reserva conhecida de água do planeta está nas suas capas polares.

 

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Nasa prevê descoberta de vida alienígena até 2025

 A sonda Curiosity, da Nasa, enviou um "selfie" feita no solo de Marte, numa região chamada Mojave, no Monte Sharp, uma montanha de cinco quilômetros de altura no centro da cratera Gale, o destino da missão
A sonda Curiosity, da Nasa, enviou um “selfie” feita no solo de Marte, numa região chamada Mojave, no Monte Sharp, uma montanha de cinco quilômetros de altura no centro da cratera Gale, o destino da missão

Existe vida fora da Terra? Aparentemente sim, e poderíamos descobrir sua existência na próxima década. Segundo a cientista-chefe da Nasa, Ellen Stofan, teremos registros de alienígenas que vivem em outros planetas até 2025. Stofan acredita que serão encontrados sinais de vida fora da Terra em até 10 anos, e provas definitivas disso em até 20 anos. “Nós sabemos onde procurar. Então sabemos como procurar”, disse, em um debate transmitido na Nasa TV sobre a possibilidade de encontrar outros “mundos habitáveis”. “Na maiorida dos casos, nós temos a tecnologia e estamos no processo de implementá-la. Então acreditamos que estamos definitivamente no caminho certo para isso”, afirmou.

O quê e onde?

As primeiras descobertas de vida fora da Terra provavelmente estão mais perto do que imaginamos, mas não serão homenzinhos verdes em naves espaciais e, sim, alguma espécie de plâncton ou de alga. Existe muita água no Sistema Solar. É quase certo que existam oceanos de água salgada sob as conchas geladas das luas de Júpiter, Europa e Ganymede, assim como na lua de Saturno, Enceladus.

A água é mantida líquida pela gravidade intensa dos planetas gigantes onde as luas orbitam, que os deforma e contribui para o aquecimento de seus núcleos. Acredita-se que Enceladus tenha atividade vulcânica nas profundezas de seu oceano, o que manteria a água aquecida a uma temperatura de 93º. Acredita-se que todas as três luas têm mais água em seus oceanos do que todos os oceanos da Terra juntos. Ainda não é possível saber se há vida lá, mas são ótimos lugares para começar a procurar.

E também há Marte, é claro. É quase certo que o planeta vermelho teve oceanos algum dia, e há evidências fotográficas sugerindo que ainda existe muita água escondida sob a superfície. Às vezes ela borbulha e forma rios temporários.

O rover Curiosity da Nasa – veículo destinado a explorar a superfície de Marte – recentemente descobriu “moléculas orgânicas que contêm carbono”. Isso significaria “blocos de vida em construção”. É deles que nós somos feitos. No entanto, água e moléculas não significam vida.

Confiança na descoberta

O próximo rover que será lançado com direção à Marte em 2020 irá buscar sinais de que pode ter existido vida no planeta. A Nasa também tem como objetivo enviar astronautas para Marte em 2030, um passo que cientistas como Ellen Stofan acreditam que será “chave” para procurar sinais de vida, porque mesmo com câmeras ultraA sonda Curiosity, da Nasa, enviou um “selfie” feita no solo de Marte, numa região chamada Mojave, no Monte Sharp, uma montanha de cinco quilômetros de altura no centro da cratera Gale, o destino da missãotecnológicas, encontrar fósseis usando o veículo é muito difícil – às vezes é preciso procurar embaixo da pedra, não nela em si. “Sou uma geóloga Eu saio a campo e abro rochas para procurar por fósseis”, disse Stofan no painel.

“Isso é difícil de encontrar. Então eu acredito fortemente que será necessário, em algum momento, colocar humanos na superfície de Marte – geólogos, astrobiólogos, químicos – para buscar provas da existência de vida que eles possam trazer de volta para a Terra para cientistas analisarem.”

A Nasa também está planejando uma missão para a Europa, uma das luas de Júpiter, que deverá ser lançada em 2022. O principal objetivo dessas missões,que custarão cerca de US$ 2,1 bilhões (R$ 6,4 bilhões), é estudar se a lua congelada tem potencial habitável e, ao fazer isso, procurar também sinais de vida nas nuvens de vapor de água que aparentemente irrompem do polo sul da Europa.

E a vida em torno de outras estrelas? O telescópio espacial James Webb, que será lançado em 2018 e custará US$ 8,8 bilhões (R$ 26,8 bilhões), é tão poderoso que pode analisar gases na atmosfera de planetas em volta de outras estrelas, buscando sinais de vida. Missões a Marte pretendem explorar melhor a superfície do planeta em busca de resposta sobre a possibilidade de vida no planeta.

 

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Dias de Saturno são seis minutos mais curtos do que se acreditava

A Terra cabe 5,6 vezes no espaço da largura dos anéis de Saturno
A Terra cabe 5,6 vezes no espaço da largura dos anéis de Saturno

Cientistas da Universidade de Tel Aviv, em Israel, descobriram que o período de rotação de Saturno é diferente do que se acreditava até então. A confusão sobre a duração exata do dia no planeta começou no início dos anos 80, quando a nave Voyager definiu o período como de 10 horas e 39 minutos (em escala da Terra, é claro). A nave fez o cálculo baseado nas emissões de ondas de rádio emitidas pelo planeta. Porém, a nave Cassini, que chegou ao planeta em 2004, calculou um período mais longo, de 10 horas e 47 minutos.

Intrigados com essa discrepância, os cientistas, liderados pela professora Ravit Helled, perceberam que o campo magnético em volta do planeta é diferente de outros campos como o de Júpiter, por exemplo, que libera ondas de rádio que não deixam dúvida sobre a duração do dia em seu planeta (que é de 9 horas e 55 minutos, caso esteja curioso).

Os números conflitantes das duas naves mostraram que os períodos medidos não refletiam a rotação de Saturno. O time de Ravit deduziu a duração do dia a partir do campo gravitacional do planeta. Ao rodar rapidamente, o planeta distorce sua “linha do Equador” e seu campo gravitacional. Os cientistas calcularam essa distorção e chegaram à conclusão de que o dia em Saturno dura 10 horas, 32 minutos e 45 segundos, com uma margem de erro de 46 segundos.

O novo cálculo muda o que se sabia até então sobre a velocidade rotacional do planeta e também sobre a velocidade dos ventos.

Clube de Astronomia ÓrionClube de Astronomia Órion

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Curiosity encontra nitrogênio fixado em sedimentos em Marte

Sonda Curiosity coleta amostras do solo, em foto de 25 de fevereiro de 2015

O veículo Curiosity encontrou nitrogênio fixado em sedimentos em Marte: “um novo passo na avaliação da habitabilidade deste planeta, já que o nitrogênio é um elemento imprescindível para a vida”.

Essa foi a principal conclusão do estudo divulgado na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences” (PNAS), no qual participaram pesquisadores espanhóis do Centro Superior de Pesquisas Científicas (CSIC) e que sugere a existência do ciclo do nitrogênio em Marte em algum momento de sua evolução como planeta.

A presença do elemento no planeta foi verificada a partir do instrumento Sample Analysis at Mars (SAM, sigla em inglês), que coletou amostras de três lugares diferentes, informou o CSIC em uma nota de imprensa.

Duas dessas amostras foram conseguidas com perfurações feitas em rochas batizadas como “Sheepbed”, durante uma missão na “Yellowknife Bay”, local onde, acredita-se, existiram lagos e rios em algum momento da história geológica do planeta. A terceira amostra provém de um depósito de areia, que representa a poeira de Marte.

Francisco Javier Martín Torres, pesquisador do Instituto Andaluz de Ciências da Terra (centro conjunto do CSIC e da Universidade de Granada), explicou que a disponibilidade de nitrogênio bioquímico útil, junto com as condições que “provavelmente existiram em Marte e a possível presença de compostos orgânicos em seu solo, refletem um cenário potencialmente habitável para algum tipo de ser vivo no passado”.

Torres explicou que a presença de nitrogênio no planeta é um fator a ser levado em consideração em relação à possibilidade de existir vida em Marte na atualidade, já que, este elemento é imprescindível na síntese de moléculas como as proteínas RNA e DNA.

No entanto, de acordo com o estudo, ainda não há indícios de algum mecanismo que faça com que o nitrogênio fixado no solo retorne à atmosfera e mantenha o ciclo do nitrogênio, como acontece na Terra.

Por isso, os pesquisadores sugerem que, se a vida existiu em algum momento na superfície de Marte, não esteve em todo o planeta, mas esta afirmação ainda deve ser comparada com estudos posteriores. EFE

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