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Eclipse lunar total será visível nas Américas esta madrugada

Um eclipse lunar total, o primeiro desde dezembro de 2011, acontecerá na madrugada de segunda para terça-feira e será visível nas Américas do Norte e do Sul e até no Havaí, informou a NASA.

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Este será, também, o primeiro eclipse de uma série de quatro consecutivos até 2015 com intervalo de seis meses, o que os astrônomos chamam de uma tétrade.

Este fenômeno, relativamente raro, ocorreu anteriormente em 2003-2004 e a próxima tétrade está prevista para 2032-2033, informou a agência espacial americana. No total, haverá oito tétrades no século XXI.

Este primeiro eclipse vai começar à 01H53 de terça-feira (hora de Brasília), quando a Lua passar pela sombra da Terra.

Ele será total a partir das 04h06 e vai durar pouco mais de uma hora, com fim previsto para as 05H24. A Lua emergirá totalmente da sombra da Terra às 07H37 de Brasília.

O segundo eclipse lunar desta tétrade vai acontecer em 8 de outubro e os dois últimos, em 4 de abril e 28 de setembro de 2015, respectivamente.

Em alguns meios religiosos, a tétrade tem um significado bíblico porque coincide com festas judaicas importantes, como a Pessah (Páscoa) em 2014 e a Festa dos Tabernáculos, em outubro de 2014 e setembro de 2015.

O telescópio virtual The Slooh, uma plataforma astronômica online, disponibilizará imagens em tempo real do eclipse lunar, enquanto o site da NASA transmitirá também os comentários dos cientistas durante o eclipse, a partir das 03h00 de terça-feira.

Além do elipse lunar, Marte vai passar nesta segunda-feira a 92 milhões de quilômetros da Terra, a menor distância entre o planeta vermelho e o nosso desde janeiro de 2008.

Como ver o eclipse lunar desta madrugada

O eclipse total da Lua será na madrugada desta segunda para terça-feira, com o início às 3 horas, horário de Brasília.

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Para aqueles que estão ansiosos para ver a “Lua Sangrenta”, basta saber: o fenômeno poderá ser visto em todo o Brasil. Só resta torcer para que o clima colabore com um céu mais limpo.

O pico está previsto para as 4 horas e 45 minutos, momento em que a Lua poderá ser vista com uma coloração avermelhada. A duração do eclipse total será de 78 minutos.

Apesar de poder ser visto em todo Brasil, o eclipse será mais bem percebido na fase final nas localidades mais a Oeste do país.

Se o tempo estiver limpo, bastará olhar a olho nu em sentido oeste (na mesma direção do pôr do Sol) para observar o fenômeno. Haverá diversos canais na internet para os mais azarados com o clima.

A NASA fará uma transmissão ao vivo.

Ciência e Astronomia já começou a contagem regressiva para ver o eclipse, que também terá uma transmissão ao vivo no canal.

O Eclipse

Este será o primeiro eclipse de uma série de quatro consecutivos até 2015 com intervalo de seis meses, o que os astrônomos chamam de uma tétrade.

Durante o fenômeno, a Lua, a Terra e o Sol estarão em perfeito alinhamento, o que fará com que a Lua seja coberta pela sombra da Terra. O satélite estará entre a estrela Espiga, a mais brilhante da Constelação de Virgem, e o planeta Marte e apresentará uma tonalidade avermelhada.

Confira a transmissão do Eclipse Lunar Ao Vivo

lua-vermelhaA transmissão do eclipse Lunar será feita pela equipe do grupo Ciência e Astronomia, através do qual o Geográfica Onne intermediará o link para o público. As primeiras transmissões serão feitas às 00:00 horas.

Um eclipse lunar penumbral e total será visível perfeitamente em todo o Brasil, começando por volta das 2:20 da manhã e terminando cerca de6:30 da manhã.
A Eclipsada da Lua Total correrá a partir da 3:00 da manhã, com a lua aproximadamente a 45 graus de elevação em relação ao horizonte. Às 04:00 ela já estará completamente eclipsada, e terá, como companheirosno céu, Spica (α Vir) e Marte, já em direção ao horizonte oeste. Deixe seu PC ligado aqui no blog e fique atualizando.

Cientistas determinam idade da Lua; ela é mais jovem do que calculavam

ImagemEstudo publicado na revista Nature determina por meio de um relógio geológico a idade da Lua. Nosso satélite teria se formado cerca de 95 milhões de anos após a criação do Sistema Solar, mais de 70 milhões de anos depois do que se calculava anteriormente.

A Lua pode ter se formado cerca de 95 milhões de anos depois do nascimento do Sistema Solar, cerca de 70 milhões de anos mais tarde do que alguns cientistas anteriormente previam. Mesmo com uma margem de erro que parece grande para olhos leigos, de 32 milhões de anos, esta é uma datação mais precisa até agora, o que faz nosso satélite ter cerca de 4,47 bilhões de anos, segundo artigo publicado na versão online da revista Nature, nesta quarta-feira (2).

Pesquisadores chegaram à data ao combinar simulações do início do Sistema Solar com a abundância de elementos que se atraem pelo ferro na crosta da Terra, que devem ter chegado após a colisão que formou a Lua.

A equipe de pesquisadores da França, Alemanha e Estados Unidos simulou o crescimento dos planetas terrestres ( Mercúrio, Vênus, Terra e Marte) a partir de um disco que continha milhares de blocos planetários orbitando o Sol. Ao analisar o histórico de crescimento dos planetas como a Terra em 259 simulações, os cientistas descobriram uma relação entre a data na qual a Terra foi impactada por um objeto do tamanho de Marte que criou a Lua e a quantidade de material adicionado à Terra após esse impacto.

Assim, colocando na simulação de computador detalhes sobre a massa do material adicionado à Terra após a formação da Lua, os pesquisadores conseguiram fazer com que a relação funcionasse como um relógio, indicando a data da criação da Lua.

Este seria então o primeiro “relógio geológico” da história do Sistema Solar que não depende de medições e interpretações do decaimento radioativo de núcleos atômicos para determinar a idade.

“Nós estávamos animados para encontrar um ‘relógio’ para o tempo de formação da Lua que não dependesse de métodos de datação radiométrica. Essa correlação apenas saltou das simulações e foi confirmada em cada simulação antiga que nós olhávamos”, diz o líder do estudo Seth Jacobson.

Outros cientistas já tinham demonstrado que a abundância no manto terrestre de elementos altamente siderófilos, que são elementos atômicos que preferem ser quimicamente associado ao ferro, é diretamente proporcional à massa acrescida à Terra após o impacto que formou a Lua.

“Este resultado é emocionante porque nas mesmas simulações que podem formar Marte em apenas 2 a 5 milhão anos, também podem formar a Lua em 100 milhões de anos. Estes prazos muito diferentes têm sido muito difíceis de capturar em simulações”, diz Kevin Walsh, outro autor da pesquisa.

Além de detalhar a início da formação do Sistema Solar, o novo modelo ajuda os pesquisadores a resolver problemas em outras técnicas de datação que dependem de relógios radiométricos.

Asteroide provoca explosão equivalente a 15 toneladas de TNT na Lua

Corpo de 330 quilos se chocou contra a região conhecida como Mare Nubium a uma velocidade de mais de 60 mil quilômetros por hora
Fonte da imagem: Reprodução/YouTube (Jm Madiedo) Asteroide provoca explosão equivalente a 15 toneladas de TNT na Lua [vídeo]

Aos interessados em uma boa explosão, eis aqui uma que deixaria a maioria dos filmes de ação corada de vergonha. Em 11 de setembro do ano passado, um asteroide de cerca de 330 quilos se chocou contra a superfície da Lua gerando um brilho intenso e uma explosão equivalente à detonação de 15 toneladas de dinamite (TNT).

Para efeitos de comparação, a alardeada colisão capturada pela NASA ao final do ano passado foi equivalente à detonação de “apenas” 5 toneladas de dinamite. O asteroide se chocou contra uma porção lunar conhecida como Mare Nubium a uma velocidade de mais de 60 mil quilômetros por hora.

O momento foi capturado pelos telescópios controlados por um projeto de monitoramento lunar da Universidade de Huelva, na Espanha. Um estudo sobre o ocorrido deve ser publicado em breve na Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

Como não possui a proteção de uma atmosfera, o satélite natural da Terra é constantemente alvejado por corpos celestes que se chocam integralmente contra sua superfície — gerando, eventualmente, brilhos e clarões facilmente visíveis com equipamento adequado.

Prepare-se: hoje à noite vai ter espetáculo no céu!

Lua e Vênus serão protagonistas de belo desfile que será visível aqui no Brasil
Fonte da imagem: History Prepare-se: hoje à noite vai ter espetáculo no céu!

De acordo com o pessoal do History, hoje à noite deve ocorrer um belo e raro espetáculo celeste. Segundo explicaram, trata-se de um raro desfile lunar que será visível em toda a América do Sul, durante o qual a Lua parecerá três vezes maior, mais brilhante e mais alta do que o habitual. Isso significa que quem adora observar o satélite terá a oportunidade de conferir o astro em mais detalhe, inclusive a olho nu.

Além disso, o satélite dividirá a cena com Vênus que, graças à posição em que se encontra no momento, estará 48 vezes mais brilhante do que Mercúrio e 85 vezes mais luminoso do que Saturno. Para assistir ao desfile, fique de olho no céu a partir do pôr do Sol, e para encontrar Vênus, procure pelo planeta logo abaixo da Lua, aproximadamente 7° à direita do satélite. E aproveite, pois, segundo o History, este evento só vai se repetir daqui a muitos anos.

A água que temos em nosso planeta é igual à presente na Lua

Pelo menos é o que cientistas descobriram em uma pesquisa recente que analisou amostras de água encontradas em solo lunar.

Fonte da imagem: Pixabay A água que temos em nosso planeta é igual à presente na Lua

 

 

De acordo com os pesquisadores da NASA, em estudo divulgado no portal The Verge, a água presente na Lua e a encontrada em ambiente terrestre é proveniente da mesma fonte. Isso foi descoberto porque cientistas têm pesquisado como ocorreu a formação do nosso satélite natural, há 4,5 bilhões de anos.

O que sugeriu tamanha semelhança entre a água que nós conhecemos e a depositada em solo lunar foi justamente a análise de pequenas amostras de vidro retiradas de vulcões lunares durante as missões Apolo 15 e 17, que ocorreram em 1971 e 1972, respectivamente. Avaliações anteriores haviam detectado que a proporção de deutério e hidrogênio da água presente na Lua era alta e, agora, com as amostras dos vulcões, novos testes sugerem que a proporção desses dois elementos tem, na verdade, valores muito próximos aos da água da Terra.

Um dos autores do estudo, Alberto Saal, professor de Geologia na Brown University, nos EUA, explica que a ciência enxerga esse tipo de pesquisa como uma busca por uma impressão digital da origem da água e que essa nova descoberta é, finalmente, essa impressão.

Teorias

Fonte da imagem: Pixabay

A teoria antiga para o surgimento da água na Lua era a de que ela provinha da colisão com cometas, enquanto o estudo atual evidencia que a proporção de deutério de hidrogênio é a mesma encontrada em condritos carbonáceos, que são estruturas com alto teor de carbono e que acumulam minerais e água. Essas estruturas estão presentes nos meteoritos que, hipoteticamente, transmitiram à Terra a água que temos hoje.

Saal explica que, com isso, pode-se concluir que a água da Terra veio do mesmo lugar que a água da Lua, e não de cometas. Essas descobertas são pequenas peças para os cientistas que buscam entender o contexto no qual a Lua surgiu. Até agora, pesquisadores trabalham com a possibilidade de que a Lua surgiu depois de um enorme impacto que quebrou um pedaço de nosso planeta.

O problema com essa teoria é que um impacto desse tamanho produziria muito calor e faria com que toda a água evaporasse. Esse tipo de dúvida e contradição faz com que cientistas ao redor do mundo continuem a pesquisar esse tipo de mistério. A própria NASA já tem planos de, em 2017, realizar pesquisas mais intensas em solo lunar para avaliar mais amostras de água.

O que aconteceria a nós se a Lua deixasse de existir?

Saiba por que a vida na Terra depende tanto da presença de nosso satélite natural.

Fonte da imagem: Reprodução/Pixabay O que aconteceria a nós se a Lua deixasse de existir?

Você consegue imaginar em quantos aspectos aquele corpo celeste que orbita o nosso planeta é importante para a manutenção de nossas vidas? A Lua é responsável por diversos fatores que influenciam o nosso ecossistema, que vão desde o controle da rotação da Terra até o equilíbrio das estações e da temperatura na superfície terrestre.

Se por acaso a Lua deixasse de existir de uma hora para outra no universo, a vida na Terra mudaria dramaticamente. O efeito imediato seria a baixa das marés oceânicas, pois a interferência do campo gravitacional da Lua é responsável por grande parte do movimento das águas marítimas.

De maneira simplificada, as massas oceânicas sofrem uma aceleração de intensidade quando estão mais próximas do satélite natural. Isso significa que regiões diferentes da superfície terrestre recebem intensidades diferentes de acordo com o posicionamento da Lua e o movimento do satélite em torno do nosso planeta.

A mudança no fluxo das marés seria sentida por muitas espécies que têm seus ciclos de vida associados pelos movimentos oceânicos. Até mesmo animais que vivem em ambiente terrestre, na costa ou na superfície, teriam seus padrões de comportamento afetados na ausência da Lua, pois a luminosidade do satélite natural orienta aves e mamíferos de vida noturna.

Uma Terra fora do eixo

Em longo prazo, porém, as consequências de um desaparecimento da Lua seriam muito mais graves. O satélite ajuda a estabilizar o eixo de rotação do nosso planeta dentro de uma inclinação de mais ou menos 23 graus. Isso significa dizer que a Lua define a existência de nossas estações e mantém a temperatura do planeta em níveis moderados.

Na ausência do satélite, a Terra teria um movimento de rotação similar ao de Marte. O Planeta Vermelho apresenta uma variação de eixo de 15 a 35 graus ao longo de dezenas de milhares de anos devido à influência do campo gravitacional de todos os outros planetas do sistema solar. Essa variação provoca climas e temperaturas extremas em sua superfície e pode fazer com o que o gelo que se encontra hoje nos polos se movimente até próximo da faixa central do planeta.

Fonte da imagem: Reprodução/PixabayO fato de a Lua estabilizar o eixo de rotação do nosso planeta é o que permitiu a evolução de seres e organismos multicelulares mais complexos e sensíveis às condições do ambiente. Sem um ecossistema estável, a vida como conhecemos simplesmente não existiria. A Lua foi determinante no processo de formação de nosso ecossistema ao longo dos milhões de anos de existência.

Como se isso tudo já não bastasse, alguns astrônomos acreditam que a Lua desempenha ainda um papel fundamental em limpar o céu de cometas e pequenos asteroides que poderiam atingir o nosso planeta. Sem o satélite em órbita, a Terra seria alvo de muitos mais corpos vindos do espaço.

Saiba como a Lua era vista por aqueles que viviam há 200 anos

Os astrônomos daquela época acreditavam que nosso satélite natural era habitado por criaturas bizarras.
Fonte da imagem: Pixabay Saiba como a Lua era vista por aqueles que viviam há 200 anos

Sua avó entende de tecnologia ou atende o controle remoto quando toca o telefone? Se ainda hoje percebemos a dificuldade de pessoas do nosso convívio com a modernidade de tudo, imagina como eram as coisas há séculos!

Já houve um tempo em que o homem achava que a Terra era chata, que logo depois do fim do oceano vinha uma queda livre assustadora a nos levar a alguma espécie de limbo. E a Lua, que hoje sabemos se tratar de um satélite natural lindão, sem luz própria, cheio de fases e crateras, já foi vista de uma maneira completamente diferente no passado, sabia?

Denúncia! Há vida na Lua!

Fonte da imagem: Reprodução/SmithsonianLibraries

O site Boing Boing publicou uma matéria a respeito de como a Lua era vista em 1836. As pessoas, àquela época, acreditavam que havia vida por lá. Mas não estamos falando de uma vida semelhante à que há na Terra, mas uma um pouco mais mítica, repleta de pessoas cabeludas e com asas, unicórnios e senhoras nuas que pareciam insetos.

O cenário descrito acima mais parece roteiro de algum filme de fantasia, mas, acredite, esse era o pensamento das pessoas que habitavam a Terra há quase 200 anos e, historicamente falando, isso nem é tanto tempo assim, certo?

Um táxi para a estação lunar

Fonte da imagem: Reprodução/SmithsonianLibraries

O Instituto de Imagem e Coleções Smithsonian, em Washington, nos EUA, comenta uma série de desenhos dessa época cujas intenções eram anunciar a descoberta de vida na Lua. A notícia foi publicada no jornal New York Sun, que já existia na época, divulgando que o astrônomo britânico Sir John Herschel havia descoberto vida na Lua.

A suposta vida lunar incluía os já citados homens com asas, que, pelas ilustrações, parecem com as de morcego – viria daí a ideia de criar o Batman? –, e formas extravagantes, dantescas. A ideia, naquela época, era criar uma expedição para a Lua, usando um navio (!) que seria suspenso por balões de hidrogênio. Simples assim.