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Nave russa não tripulada perde controle e cai em direção à Terra

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Nave russa Progress /Foto: Arquivo

Os operadores de voo russos perderam o controle da Progress, uma nave espacial sem tripulação que abasteceria a Estação Espacial Internacional (ISS) e que agora cairá na Terra, anunciou nesta quarta-feira uma fonte russa.

“Começou a cair”, disse o funcionário, que não quis se identificar.

De acordo com a fonte, os controladores de voo russos tentarão agora restabelecer duas vezes a conexão com a nave de carga, mas com poucas possibilidades de sucesso.

“É impossível saber quando cairá exatamente na Terra, depende de muitos fatores. Mas a queda acontecerá em condições incontroláveis”, explicou.

A Progress M-27M transporta material científico e produtos de primeira necessidade, como água e comida, mas sua perda não representará um problema para os seis astronautas que estão na ISS e que dispõem de vários meses de reserva.

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Missão da Nasa fará espaçonave explodir na superfície de Mercúrio

 

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Ilustração da Universidade Johns Hopkins mostra sonda na órbita do planeta Mercúrio

A sonda espacial Messenger, há quatro anos na órbita de Mercúrio, irá chegar ao fim nesta quinta (30) de um jeito pouco comum.

A espaçonave irá se chocar com o próprio planeta. O impacto do veículo de 500 quilos a uma velocidade de 14 mil km/h deve criar uma cratera com 15 metros de comprimento na superfície de Mercúrio.

Esse “voo suicida” será o último ato da missão, que conseguiu enviar para a Terra informações inéditas sobre o menor planeta do Sistema Solar, apenas um pouco maior do que a Lua.

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Telescópio Hubble popularizou a astronomia, diz brasileiro na Nasa

Telescópio espacial comemora, nesta sexta-feira (24), 25 anos no espaço.
Para brasileiro, telescópio mudou tudo o que se entendia por astrofísica.

 Fotografia de 25 de abril de 1990 mostra telescópio espacial Hubble em órbita da Terra  (Foto: Nasa/AP)
Fotografia de 25 de abril de 1990 mostra telescópio espacial Hubble em órbita da Terra (Foto: Nasa/AP)


Infográfico explica como funciona o telescópio Hubble (Foto: G1)

Para o astrofísico brasileiro Rafael Eufrásio, que trabalha na Nasa, o telescópio espacial Hubble inspirou uma geração inteira de novos cientistas. “Desde selos de cartas, a roupas, gravatas e outros adereços é fácil perceber que o Hubble exerceu e exerce um papel fundamental em expor e criar interesse de crianças e jovens a seguirem carreiras científicas em geral”, afirmou o pesquisador.

O instrumento – que orbita a Terra a 570 km de altitude e é resultado de uma colaboração entre a agência espacial norte-americana, a Nasa, e a Agência Espacial Europeia, a ESA – comemora 25 anos no espaço nesta sexta-feira (24).

Eufrásio trabalha desde 2008 no Goddard Space Flight Center da Nasa. Este centro é, entre outras atividades, responsável pelas operações do Hubble. Em seus projetos de pesquisa, que envolvem a identificação das características da formação das estrelas em galáxias entre 10 e 300 milhões de anos-luz da Terra, o brasileiro conta que o Hubble teve o papel de discernir detalhes nas imagens que nenhum dos outros telescópios proporcionava.

O equipamento, que pesa 11 toneladas, mede 13,2 metros de comprimento por 4,2 metros de diâmetro. Com um espelho primário de 2,4 metros de diâmetro, o Hubble possui 100 terabytes de dados arquivados e gera atualmente 140 gigabytes de dados brutos por semana.

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Feliz aniversário, Hubble!

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por Cássio Barbosa

Hoje, dia 24 de abril de 2015, o telescópio espacial Hubble atinge a marca de 25 anos de operações. Vamos repassar um pouco de sua história?

A ideia de um telescópio espacial foi concebida em 1923 por Hermann Oberth, um dos pais dos vôos espaciais que em um artigo afirmava que um telescópio poderia ser posto em órbita da Terra por um foguete. Em 1946, o astrônomo Lyman Spitzer (que dá nome a um outro telescópio espacial já fora de operação) escreveu sobre as vantagens de um observatório extraterrestre. A principal delas é eliminar os efeitos da atmosfera, que distorce e produz imagens borradas. Outra vantagem é evitar o filtro que a atmosfera promove em determinados comprimentos de onda, como o ultravioleta (UV) e algumas partes do infravermelho, por exemplo.

Entre as décadas de 1940 e 1960, o grande sucesso de uma série de pequenos telescópios postos em órbita da Terra, seja em balões, seja em foguetes balísticos, demonstrou todo o potencial desta ideia, especialmente depois que o primeiros espectros em raios gama, raios X e UV do Sol foram obtidos. Em 1965, Spitzer foi nomeado chefe de um comitê de estudos para um grande telescópio espacial e, em 1968, a NASA oficialmente iniciou o programa de construção de um telescópio de três metros de diâmetro, chamado na época de Grande Telescópio Espacial (LST, na sigla em inglês). Os planos incluíam manutenção periódica do LST, coisa que começava a tomar corpo com o projeto dos ônibus espaciais que andava em paralelo e seu lançamento estava previsto para 1979. Eventualmente, após sua aposentadoria, o LST seria trazido de volta à Terra e ficaria em exibição em um museu.

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‘Supervazio’ no Universo que ‘suga’ luz intriga astrônomos

A área onde fica o chamado Ponto Frio fica na constelação de Eridano no hemisfério galático sul, como mostra a imagem feita pela Agência Espacial Europeia em colaboração com o telescópio Planck
A área onde fica o chamado Ponto Frio fica na constelação de Eridano no hemisfério galático sul, como mostra a imagem feita pela Agência Espacial Europeia em colaboração com o telescópio Planck.

Astrônomos de uma universidade no Havaí podem ter decifrado um mistério de dez anos e encontrado a maior estrutura conhecida do Universo.

Em 2004, ao examinar um mapa da Radiação Cósmica de Fundo (CMB, na sigla em inglês), resíduo do Big Bang presente em todo o Universo, astrônomos descobriram uma área diferente, surpreendentemente ampla e fria, batizada de Ponto Frio.

A física que estuda a teoria do Big Bang para a origem do Universo prevê pontos quentes e frios de vários tamanhos em um Universo ainda jovem, mas um ponto tão grande e tão frio como o desta descoberta não era esperada pelos cientistas.

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Cápsula Dragon de SpaceX chega à Estação Espacial Internacional

A cápsula não tripulada Dragon da companhia SpaceX chegou nesta sexta-feira à Estação Espacial Internacional (ISS), transportando alimentos e outros itens para os astronautas em órbita.

A astronauta da Agência Espacial Europeia Samantha Cristoforetti sincronizou a cápsula com o braço robótico da estação no momento em que a ISS se encontrava sobrevoando o norte do Pacífico, leste do Japão, informou a Nasa.

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Sonda da Nasa se prepara para mergulho da morte em Mercúrio

Imagem artística mostra a superfície de mercúrio. A sonda MESSENGER da Nasa circulou o planeta durante os últimos quatro anos e vai dar um "mergulho para a morte" no final de abril, quando ficará sem combustível
Imagem artística mostra a superfície de mercúrio. A sonda MESSENGER da Nasa circulou o planeta durante os últimos quatro anos e vai dar um “mergulho para a morte” no final de abril, quando ficará sem combustível

Uma sonda da Nasa que circulou Mercúrio durante os últimos quatro anos vai dar um mergulho para a morte na superfície do planeta no final de abril, quando ficará sem combustível. A sonda MESSENGER (sigla em inglês para Superfície, Espaço, Ambiente, Geoquímica e Alinhamento de Mercúrio) vai terminar sua corrida, como planejado, por volta de 30 de abril, disse a agência espacial norte-americana.Sua missão foi inicialmente apenas para durar um ano, mas como estava operando bem e retornando dados interessantes e descobertas, os cientistas prolongaram sua vida o máximo que podiam.

A principal descoberta da MESSENGER ocorreu em 2012: uma espessa camada de gelo nas regiões polares de Mercúrio, fornecendo “apoio convincente para a hipótese de que o planeta abriga abundante água congelada e outros materiais voláteis em suas crateras polares permanentemente sombreadas”, segundo a Nasa.

“Pela primeira vez os cientistas começaram a ver claramente um capítulo na história de como os planetas internos, incluindo a Terra, adquiriram água e alguns dos blocos químicos de construção da vida”, explicou a agência em comunicado.

Os cientistas acreditam que o planeta mais próximo do Sol provavelmente obtiveram sua água quando cometas e asteroides voláteis ricos fizeram impacto, em algum momento da História.

A MESSENGER foi lançada em 2004 e viajou por mais de seis anos antes de finalmente começar a orbitar Mercúrio em 18 de março de 2011.

Uma vez que a sonda não tripulada é colocada para fora do propulsor, ela não será mais capaz de lutar contra o impulso para baixo da gravidade do Sol e vai cair, atingindo o planeta a mais de 234,6 km/h no lado do planeta que não dá para a Terra.

Não são esperadas imagens do impacto.

“Pela primeira vez na história temos um conhecimento real sobre o planeta Mercúrio, que nos mostra um mundo fascinante como parte de nosso Sistema Solar diversificado”, disse John Grunsfeld, administrador associado da diretoria de Missões Científicas da Nasa.

Os cientistas vão continuar a analisar os dados obtidos a partir da MESSENGER durante os próximos anos, disse ele.

 

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