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Afinal, Plutão é ou não é um planeta?

Vídeo explica o que levou os astrônomos a deixarem de considerar Plutão como um planeta.
O vídeo que você acabou de ver acima, publicado no canal C.G.P. Grey do YouTube, tenta explicar se, no fim das contas, Plutão é ou não é um planeta. O filme define o que é um planeta, mostra alguns dos avanços científicos e tecnológicos que permitiram uma melhor observação e classificação mais precisa dos corpos celestes e explica os motivos pelos quais Plutão não é mais considerado um planeta.

De acordo com o vídeo (você pode ativar as legendas clicando no botão “cc” do menu), Plutão, na verdade, faz parte de uma área do nosso sistema solar chamada de Cinturão de Kuiper. O grande mistério é predizer quanto tempo o pequeno planeta ficará nessa categoria, pois, com tantos avanços e descobertas, parece que ainda será necessário reorganizar o nosso sistema algumas tantas vezes.

Fonte: YouTube

Cineasta James Cameron chega ao ponto mais fundo do oceano

Primeira atitude do diretor após descer 10.848 metros foi enviar uma mensagem a seu perfil no Twitter.

(Fonte da imagem: Reprodução/National Geographic)

Conhecido pelo trabalho em filmes como Titanic e Avatar, o cineasta James Cameron acaba de incluir mais um item a seu extenso currículo de conquistas. No último domingo (25 de março), ele atingiu o fundo da Fossa das Marianas, ponto mais profundo do oceano, que não era alcançado por um ser humano desde 1960.

Cameron passou três horas no local coletando amostras e registrando vídeos com diversas câmeras 3D de alta resolução. A expedição foi o ponto culminante de sete anos de trabalho, que resultaram na construção do Deepsea Challenger, submarino para somente um tripulante feito com materiais especiais capazes de resistir às altas pressões enfrentadas durante a jornada.

A primeira atitude do cineasta após descer 10.848 metros foi publicar uma mensagem no Twitter divulgando o feito: “Acabei de chegar ao ponto mais fundo do oceano. Chegar ao ponto mais baixo nunca foi tão bom. Mal posso esperar para dividir o que estou vendo com vocês”, declarou o diretor.

As 5 paisagens mais bonitas (e perigosas) do planeta Terra

Alguns lugares impressionam por apresentar uma beleza única e inigualável. Mas será que você tem coragem para ir lá conferir isso de perto?
O planeta Terra conta com lugares espetaculares, cheios de belezas naturais incomparáveis. Nós que vivemos no Brasil sabemos muito bem disso. E foi pensando em retratar um pouco o que há de mais belo em nosso planeta que o Cracket elaborou esta lista muito interessante.

O site elencou cinco dos mais incríveis lugares da Terra. Entretanto, eles levaram em conta também outro fator: o perigo. Dessa forma, a listagem traz locações que não só apresentam um visual incrível, mas que também podem tirar a sua vida em um piscar de olhos. Confira:

5. Tsingy de Bemaraha National Park – Madagascar

O Tsingy de Bemaraha National Park é um parque nacional localizado em Madagascar, na África. O local é protegido pela Unesco, entretanto, não precisa de cercas ou dezenas de guardas florestais para protegê-lo.

Que tal passear nesse parque formado por lâminas de pedra? (Fonte da imagem: Reprodução/Flickr Olivier Lejade)

Ele é formado basicamente por rochas, gigantescas lâminas de pedra que garantem a segurança do lugar. Com mais de 400 quilômetros quadrados, ele é praticamente uma enorme armadilha.

Esses enormes obeliscos de calcário são cheios de lanças pontiagudas capazes de cortar qualquer pessoa, não importando o quão cuidadosos forem os seus movimentos. O parque é tão intransponível que os biólogos o chamam de “biofortaleza”, e sempre que há alguma expedição ao local novas espécies de animais são descobertas.

Este tipo de trabalho, entretanto, é extremamente perigoso. Se a palavra “tsingy” significa algo como “lugar onde você não anda descalço”, utilizar material comum de escalada também não é uma boa ideia.

Rochas por todos os lados (Fonte da imagem: Reprodução/Marco Zanferrari)

Segundo alguns cientistas que realizaram investidas no parque, as rochas são capazes de mastigar cordas e equipamentos com a mesma facilidade que alguém come um pedaço de carne. E uma queda nessas pontas feitas de pedra não deve ser nada agradável, não é mesmo?

4. Boiling Lake – Dominica

Dominica é uma ilha localizada entre Porto Rico e Trinidad e Tobago. Entre as suas principais atrações está um lugar quente, muito quente.

Estamos falando do Boiling Lake, um lago localizado a cerca de 200 pés de profundidade e que, como o seu nome mesmo sugere, conta com água em ebulição, 24 horas por dia, sete dias por semana.

Águas muito, muito quentes. (Fonte da imagem: Reprodução/George Kourounis)

O lugar não conta com aquelas piscinas termais, comuns em vários lugares famosos por permitirem “banhos terapêuticos”. Aqui, a temperatura média da água fica em 197 graus Célsius – isso em medições realizadas na margem do local.

Já no meio do lago, ainda não foram coletados dados precisos sobre as temperaturas atingidas. O calor é tão intenso que algumas pessoas içam tirolesas por cima da água para cozinhar alimentos no vapor.

Ovos cozidos no meio de um lago incandescente (Fonte da imagem: Reprodução/Storm Chaser)

Ficou a fim de ir lá descobrir a temperatura no meio do Boiling Lake? Então tome muito cuidado, pois além da água fervente, existem vários riscos na margem, como o fato de que ali as pedras são bem escorregadias – e um banho no local não é nada recomendado.

3. Bolton Strid, Yorkshire – Inglaterra

À primeira vista, este córrego localizado em Yorkshire (um dos condados históricos mais famosos da Inglaterra) parece inofensivo. Entretanto, o lugar esconde segredos que podem matar qualquer turista desavisado.

As aparências enganam… (Fonte da imagem: Wikimedia Commons)

Basta caminhar ao lado dele para começar a desvendar os seus segredos: antes de apresentar esse aspecto, o riacho é, na verdade, um grande rio chamado Wharfe. Mas para onde vai toda a água?

É aí que está o mistério. Apesar de estreito e com visual calmo e relativamente tranquilo, o lugar conta com águas muito profundas. E essa distância “para baixo” nunca foi medida, uma vez que a correnteza também é muito mais forte do que parece. Além disso, há uma infinidade de cavernas subaquáticas que funcionam como tanques, armazenando toda a água vinda daquele imenso rio.

Talvez por tudo isso, esse pequeno córrego, que parece ser fácil de ser transpassado, apresenta uma taxa de mortalidade de 100%. Isso mesmo, não há notícias de ninguém que tenha sobrevivido a uma queda em suas águas.

2. Triângulo de Afar – África

O Triângulo de Afar, na África, é considerado como um dos pontos mais instáveis de todo o planeta Terra. O lugar fica entre duas placas tectônicas, a africana e a arábica, e as duas estão se distanciando, fazendo com que surja uma grande e impressionante depressão.

Cada vez maior (Fonte da imagem: Reprodução/Harowo)

E não estamos falando de um simples buraco, pois além da crescente profundidade, ele também fica em uma região vulcânica ativa. Dessa forma, alguns dizem ser possível ouvir o barulho do magma incandescente se movimentando embaixo da terra.

Além disso, labaredas de fogo formadas pelo gás inflamável são comuns no lugar, atingindo temperaturas de até 400 graus Célsius. Ou seja, um tombo no Triângulo de Afar pode não só quebrar os seus ossos, mas também cozinhá-lo vivo.

1. Redemoinho de Corryvreckan – Escócia

Os redemoinhos são um fenômeno natural mais famoso nos desenhos animados do que na vida real. Entretanto, essa afirmação pode não ser tão bem aceita assim, pelo menos para os navegadores escoceses.

O redemoinho não para nunca! (Fonte da imagem: Reprodução/Geograph)

O redemoinho é conhecido por ser um dos mais perigosos e violentos de todo o planeta: ele “funciona” eternamente, não dando descanso para nenhuma embarcação. As causas de sua contínua atuação são várias.

Estar posicionado entre duas ilhas ajuda, mas o fator principal é a existência de um grande pináculo, uma espécie de saliência que surge do fundo do mar e vai quase até a superfície. Logo ao seu lado, há uma grande depressão, com quase 70 metros de profundidade.

Dessa forma, complexas forças causadas pela maré, além da formação geológica favorável, fazem com que o Redemoinho de Corryvreckan exista – e não pare nunca de trabalhar.

Você arriscaria? (Fonte da imagem: Reprodução/Seafari)

Em um dia com tempo bom e águas calmas, é possível pagar um barco escocês para levá-lo até perto do turbilhão. Assim, de uma distância relativamente segura, você pode observar o seu comportamento e toda a sua força.

Bem, para quem já enfrentou imensas pedras afiadas, um córrego sem fundo, um lago de água fervente e um buraco que surgiu entre duas placas tectônicas, até que isso parece ser uma tarefa fácil e tranquila…

Sonda Messenger confirma a existência de um oceano de lava em Mercúrio

Dois tipos de pedras descobertas na superfície do planeta comprovam a formação do magma.

Fonte da imagem: TG Daily Sonda Messenger confirma a existência de um oceano de lava em Mercúrio

O satéliteMessenger(Mercury Surface Space Environment Geochemistry), orbitante em Mercúrio desde 2011, registrou dados comprovantes de que o planeta já teve um grande oceano de lava, formado há cerca de 4,5 bilhões de anos. Um grupo de cientistas analisou fluorescência em imagens que mostra o aparecimento de duas composições de pedras distintas.

Em laboratório, esses pesquisadores usaram os registros para tentar recriar esses dois tipos de pedras e as sujeitaram a altas temperaturas e pressões, como forma de simular processos geológicos comuns. O resultado da experiência foi a seguinte conclusão: um oceano de magma criou duas camadas de cristais diferentes que solidificaram e novamente derreteram, criando um magma que se espalhou pela superfície do planeta.

De acordo com o professor de Geologia do instituto MIT, Timothy Grove, o que mais impressiona é que “o acontecimento não é de ontem e a crosta provavelmente tem mais de 4 bilhões de anos”. Grove também declara que as estimativas são de que o oceano de magma esteve presente desde o início da existência de Mercúrio e, provavelmente, foi criado através de um violento processo que deu origem ao planeta.

O Messenger

Lançada em 2004 e em órbita desde o dia 17 de março de 2011, a sonda é a primeira nave a orbitar Mercúrio, a 12 horas de viagem do planeta e em uma altitude de 200 km. Equipada com nove instrumentos científicos, a nave está a 46,14 milhões de quilômetros do Sol e a 155,06 milhões da Terra.

Quer escapar da Via Láctea? Então você precisa alcançar 1,9 milhões de km/h

Cientistas fazem cálculos complexos e chegam à conclusão da velocidade necessária para conseguir fugir da nossa galáxia
Fonte da imagem: Reprodução/Shutterstock Quer escapar da Via Láctea? Então você precisa alcançar 1,9 milhões de km/h

Está cansado da Via Láctea? Não aguenta mais acompanhar a rotação da Terra, o ciclo da Lua e a atividade do Sol? Viver em uma outra galáxia parece uma proposta interessante para você? Então se prepare para acelerar as coisas, literalmente.

Tilmann Piffl e sua equipe de cientistas do Leibniz Institute for Astrophysics em Potsdam, na Alemanha, descobriram que é preciso alcançar a impressionante velocidade de 1,9 milhões de quilômetros por hora para escapulir da Via Láctea.

Um pouco de matemática

Para chegar nesse número estrondoso, os pesquisadores utilizaram dados do levantamento Radial Velocity Experiment (RAVE) e descobriram a velocidade de saída necessária para deixar a nossa galáxia. Ao analisar o movimento de 90 estrelas de alta velocidade e lançar mão de uma série de modelos teóricos complexos para calcular a massa da galáxia, a equipe chegou à velocidade em que os objetos seriam capazes de sair da Via Láctea.

Fonte da imagem: Reprodução/Shutterstock

Os resultados encontrados sugerem que uma aeronave precisaria alcançar a marca de 537 quilômetros por segundo – número que equivale a 1,9 milhões de quilômetros por hora e corresponde a 0,2% da velocidade da luz – caso quisesse escapar da força gravitacional da galáxia. Em termos de comparação, vale notar que um foguete precisa acelerar a 11,2 quilômetros por segundo apenas para conseguir sair da gravidade da Terra.

Mas se você acha que não vai conseguir alcançar a uma velocidade tão alta, o pesquisador Joss Bland-Hawthorn, da Universidade de Sidney, na Austrália, propõe outra solução para você sair da galáxia. O cientista acredita que um sistema de propulsão alimentado pela energia liberada a partir da combinação de matéria e antimatéria daria conta do recado. O único desafio seria criar e armazenar grandes quantidades de antimatéria, já que ela não existe no nosso planeta.

Pesquisa determina a partir de meteoritos que Lua tem 4,47 bilhões de anos

Lua cheia aparece atrás dos Alpes Suíços, vista de Charrat, no sul do país

Lua cheia aparece atrás dos Alpes Suíços, vista de Charrat, no sul do país (Foto: Laurent Gillieron/Efe)

Um grupo de cientistas conseguiu determinar que a Lua tem 4,47 bilhões de anos com uma inovadora análise dos meteoritos que foram expelidos no momento da criação do satélite, cujos destroços acabaram aterrissando na Terra, segundo um estudo publicado nesta quinta-feira na revista “Science”.

Um grupo multidisciplinar de cientistas da Nasa, Universidade do Arizona e Instituto Superior de Estudos Teológicos (ISET) descobriu marcas do momento de criação da Lua nos destroços dos meteoritos rochosos que chegaram na Terra há milhões de anos.

Os especialistas concluíram que a Lua se formou a partir do “maior impacto” da história do Sistema Solar, quando um protoplaneta (pequeno corpo celeste considerado um embrião planetário) colidiu com o corpo celeste que mais tarde se transformaria na Terra.

Não se sabe exatamente quando aconteceu este impacto, pois os cientistas seguem debatendo a idade das amostras de solo e rochas lunares que os astronautas trouxeram de volta à Terra das missões Apolo.

No entanto, os pesquisadores descobriram que, no momento do choque, meteoritos de mais de um quilômetro de comprimento colidiram com velocidade acima da normal em um cinturão de asteroides.

A superfície dos meteoritos se aqueceu acima do normal e deixou atrás de si “um registro permanente do impacto”, que permitiu aos cientistas determinarem que a Lua se formou há 4,47 bilhões de anos, como apontavam outros estudos anteriores.

“O antigo impacto lunar gravou a si próprio”, afirmaram os pesquisadores, que puderam decifrar as marcas do tempo medindo e analisando os meteoritos produzidos após as colisões com o cinturão de asteroides.

“Esta pesquisa está nos ajudando a definir nossas escalas de tempo para saber quando se passou o que no Sistema Solar”, disse Bill Bottke, aluno do Laboratório Lunar e Planetário da Universidade do Arizona.

Os cientistas estão avaliando a possibilidade de utilização destes novos conhecimentos para saber como se formaram outros antigos corpos celestes, como o asteroide gigante Vesta, que se encontra no cinturão de asteroides entre as órbitas de Marte e Júpiter e que abriga centenas de corpos celestes.

A sonda Dawn, da Nasa, visitou durante 14 meses, entre 2011 e 2012, este asteroide gigante, e conseguiu registrar mais de 30 mil imagens para fornecer aos especialistas dados sobre a composição e a história geológica do Vesta, que tem um diâmetro meio de 525 quilômetros.

© Copyright Clube de Astronomia Órion / EFE / UOL

60 bilhões de planetas habitáveis podem estar orbitando a Via Láctea

Novos cálculos mostram que a estimativa é de que exista o equivalente a quase dois planetas Terra para cada estrela anã vermelha da galáxia.
Fonte da imagem: Shutterstock 60 bilhões de planetas habitáveis podem estar orbitando a Via Láctea

Um novo estudo publicado no periódico Astrophysical Journal Letters reforça a ideia de que existe vida em outros planetas. Baseados em simulações computadorizadas, os cientistas refizeram os cálculos acerca do comportamento das nuvens em planetas extrassolares e chegaram a resultados surpreendentes.

Ao revisitar estudos anteriores, os pesquisadores conseguiram ampliar drasticamente a zona considerada habitável na órbita de estrelas anãs vermelhas, que são menores e mais pálidas do que o Sol. Os dados do telescópio Kepler Space, da NASA, sugeriam que existia um planeta aproximadamente do tamanho da Terra na zona habitável de cada estrela anã vermelha. Os novos cálculos, que se assemelham às simulações usadas para prever o clima na Terra, dobram essa estimativa.

O segredo está nas nuvens

“As nuvens levam ao aquecimento e causam resfriamento na Terra. Elas refletem os raios solares para esfriar os elementos e absorvem a radiação infravermelha da superfície para criar um efeito estufa. Isso é parte do que faz com que o planeta se mantenha morno o suficiente para ter vida”, explica o autor do estudo, Dr. Dorian Abbot, da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos.

Um planeta que orbita o Sol, por exemplo, teria que completar sua órbita em cerca de um ano para poder manter uma quantidade suficiente de água em sua superfície e, por consequência, ter nuvens. Os cientistas explicam que, para estrelas menores, como é o caso das anãs vermelhas, o tempo total da órbita seria de apenas alguns meses para garantir a mesma incidência de luz que recebemos do Sol.

Fonte da imagem: Shutterstock

Outro dado relevante é que esses planetas com órbitas menores sempre manteriam um dos lados voltados para o Sol, assim como acontece com a Terra e a Lua. Os cálculos demonstram que isso implicaria uma maior presença de nuvens refletoras na região subestelar.

A conclusão é que, se houver água na superfície do planeta, haverá o surgimento de nuvens. O resfriamento que essas nuvens causariam dentro da zona habitável seria suficiente para permitir a manutenção da água na superfície do planeta mesmo com a proximidade do Sol. E esse pode ser um dos indícios de que não estamos sozinhos na Via Láctea.