Imagens inéditas revelam que pôr do Sol em Marte é azul

Registros no planeta vermelho foram feitos pelo robô Curiosity, com o auxílio da câmera fotográfica colorida Mastcam

 

O fenômeno pode ocorrer devido a efeito causado por partículas de poeira presentes na atmosfera marciana

O robô Curiosity, da Agência Espacial Americana (Nasa), gravou pela primeira vez com uma câmera colorida uma sequência de quatro imagens do pôr do Sol em Marte, no último 15 de abril, mas divulgada somente neste mês. Bem diferente do que ocorre com a Terra, o planeta vermelho se tinge de azul durante o desaparecimento do astro.

Estudiosos especulam que o fenômeno ocorre devido a efeito causado por partículas de poeira presentes na atmosfera marciana, que permitem a penetração mais eficiente da luz azul do que de outras cores com ondas mais compridas.

O veículo localizado dentro da cratera Gale fez as imagens no período de 6 minutos e 51 segundos, com o auxílio da câmera fotográfica Mastcam, quase mil dias depois da chegada do Curiosity ao planeta. Como o equipamento é apenas um pouco menos sensível à luz azul que o olho humano, as cores foram calibradas para compensar.

 

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Nível do mar está aumentando mais rapidamente, diz estudo

 Imagem mostra alguns locais com geleiras e calotas de gelo no leste da Groenlândia e no fundo camada de gelo (em cima à direita). A foto mostra a área onde o gelo já derreteu devido ao aquecimento global
Imagem mostra alguns locais com geleiras e calotas de gelo no leste da Groenlândia e no fundo camada de gelo (em cima à direita). A foto mostra a área onde o gelo já derreteu devido ao aquecimento global. Foto: Frank Paul/Science

A elevação do nível do mar em todo o mundo acelerou ao longo da última década, ao contrário do que indicavam estimativas anteriores – é o que aponta um estudo publicado nesta segunda-feira pela revista Nature Climate Change.

Estudos precedentes baseados em dados de satélite mostraram que a alta do nível dos oceanos nos últimos dez anos tinha desacelerado com relação à década anterior.

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Aumento do nível do mar se acelerou na última década, diz estudo

Pessoa mergulha no mar nas ilhas Seychelles, arquipélago do oceano Índico
Pessoa mergulha no mar nas ilhas Seychelles, arquipélago do oceano Índico

O aumento do nível do mar se acelerou nos últimos dez anos em comparação com décadas anteriores, revelou um estudo publicado nesta segunda-feira (11) na revista “Nature”.

O estudo contradiz as estimativas e as previsões de outras pesquisas, que indicavam que o crescimento do nível das águas foi menor na última década se comparado aos anos anteriores.

Ao calcular outra vez o crescimento do nível mar, os cientistas descobriram que entre 1993 e 1999 ele foi menor do que o divulgado em outros estudos e tiveram que ajustá-lo entre 0,9 e 1,5 milímetro menos. Isto representa que, embora o avanço do mar tenha sido ligeiramente inferior ao publicado no passado, o crescimento acelerou nos últimos anos, comparado as últimas décadas do século 20, como demonstram os ajustes feitos nos dados.

A pesquisa destaca que os estudos prévios baseados em dados de satélite não levaram em conta o movimento do terreno vertical (VLM) ao calcular o aumento do nível do mar. A equipe da Universidade de Tasmânia, na Austrália, liderada por Christopher Watson, utilizou dados do sistema de posicionamento global (GPS) combinados a dados provenientes de marégrafos distribuídos pelos oceanos. Esta técnica permitiu aos pesquisadores identificar e corrigir erros nas medições para obter uma variação do nível dos oceanos mais próxima à realidade.

Os autores do estudo ressaltam que é “razoável” pensar que esta aceleração no crescimento do nível do mar se deve ao degelo da Antártida e da zona da Groenlândia, como também demonstraram recentes estudos.

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Halo de gás em torno da galáxia de Andrômeda é muito maior do que se pensava

Observações com o telescópio espacial Hubble mostram que bolha difusa de material em torno da maior vizinha da Via Láctea se estende por cerca de 1 milhão de anos-luz

 A galáxia de Andrômeda vista pelo observatório espacial Galex, da Nasa, na faixa ultravioleta, a mesma usada pelos astrônomos para estudar seu halo Foto: Nasa
A galáxia de Andrômeda vista pelo observatório espacial Galex, da Nasa, na faixa ultravioleta, a mesma usada pelos astrônomos para estudar seu halo – Nasa

Observações feitas com o telescópio espacial Hubble mostram que o halo de gás em torno da galáxia de Andrômeda, a maior vizinha de nossa Via Láctea, é muito maior e mais maciço do que se pensava. Segundo os astrônomos, a bolha escura e difusa de material relativamente quente, mas quase invisível, se estende por cerca de 1 milhão de anos-luz em torno de Andrômeda, a maior caminho de chegar na nossa galáxia, com uma massa total estimada em metade de todas as estrelas da própria Andrômeda. A descoberta representa mais uma pista sobre a evolução e estrutura das majestosas galáxias espirais gigantes como Andrômeda e Via Láctea, um dos tipos mais comuns vistos no Universo.

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