Vinte e dois anos após queda de Collor, impeachment volta à agenda do país

Vinte e dois anos após o ruidoso processo que resultou no afastamento de Fernando Collor de Mello da Presidência da República, a palavra impeachment voltou à agenda política do país.

Ainda que nenhum grande partido esteja defendendo a abertura de um processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff –pelo menos explicitamente–, o assunto ganhou força nas ruas a partir das grandes manifestações anti-Dilma do dia 15 de março.

O tema é um dos principais motes para os protestos marcados para este domingo (12).

Do ponto de vista político, porém, a situação guarda poucas semelhanças com a de 1992. Collor pertencia a um partido nanico, o PRN. Sem apoio de sindicatos ou outros movimentos sociais, parecia muito mais isolado no Congresso. E ainda era publicamente acusado de corrupção por seu próprio irmão, Pedro Collor.

Juridicamente também há diferenças. No entendimento mais comum entre juristas, Dilma só poderia ser afastada se houvesse provas de envolvimento direto dela em crimes cometidos no atual mandato. Ou seja, de janeiro para cá.

Editoria de Arte/Folhapress
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