Maduro ‘estende mão’ a Obama em cúpula e é alvo de novo ‘panelaço’

Presidente venezuelano convidou líder dos EUA ao diálogo.
País latino foi qualificado como uma ‘ameaça extraordinária’ à segurança.

Presidente venezuelano, Nicolas Maduro, durante a abertura da Cúpula das Américas, no Panamá, nesta sexta (10) (Foto: REUTERS/Carlos Garcia Rawlins)
Presidente venezuelano, Nicolas Maduro, durante a abertura da Cúpula das Américas, no Panamá, nesta sexta (10) (Foto: REUTERS/Carlos Garcia Rawlins)

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, convidou seu colega norte-americano, Barack Obama, ao diálogo, durante seu discurso na Cúpula das Américas, realizada no Panamá neste sábado (11).

“Eu estendo minha mão para resolver os assuntos” entre Estados Unidos e Venezuela, assinalou, acrescentando que os Estados Unidos devem retirar o “decreto desproporcional” contra seu país.

Maduro disse ainda que Obama, “cometeu uma agressão” com seu decreto sobre a “ameaça” que a Venezuela representaria a seu país, mas afirmou que ele “não é” como seu antecessor na Casa Branca, George W. Bush.

Para o presidente venezuelano, “não é suficiente” que Obama tenha dito que não considera a Venezuela uma ameaça e cobrou que o líder americano volte atrás em seu decreto “ameaçador”, o qual qualificou como “irracional e desproporcional”.

Panelaço
Moradores de edifícios próximos ao complexo que recebe a Cúpula das Américas fizeram neste sábado, pelo segundo dia consecutivo, um sonoro “panelaço” quando Maduro tomou a palavra na sessão plenária, segundo a agência EFE.

Venezuelanos fazem panelaço contra o presidente Nicolás Maduro parte da Cúpula das Américas, no Panamá (Foto: REUTERS/Carlos Garcia Rawlins)
Venezuelanos fazem panelaço contra o presidente Nicolás Maduro parte da Cúpula das Américas, no Panamá (Foto: REUTERS/Carlos Garcia Rawlins)

O protesto foi realizado por moradores de pelo menos sete edifícios vizinhos ao centro de convenções Atlapa e foi escutado até dentro das instalações do local.

Além de bater panelas, muitos moradores gritavam “Fora Maduro” e agitavam bandeiras venezuelanas. Esse tipo de protesto já havia sido realizado na noite de sexta-feira, durante a chegada de Maduro para a abertura oficial da VII Cúpula das Américas.

A Venezuela se transformou na pedra do sapato desta Cúpula das Américas, na qual tentou introduzir em um documento já pactuado um parágrafo de condenação às medidas executivas do governo dos Estados Unidos contra o país sul-americano.

Na terça-feira (8), o conselheiro do departamento americano de Estado, Thomas Shannon, foi a Caracas para se reunir com Maduro, em busca por um acordo para a Cúpula das Américas.

A visita de Shannon ocorreu no momento em que Maduro realiza uma campanha nacional e internacional para exigir que Obama anule o decreto de março passado que qualifica a situação da Venezuela como uma “ameaça extraordinária” à segurança dos Estados Unidos.

A Venezuela vive uma polarização política desde o início de 2014, quando uma onda de protestos contra Maduro deixou 43 mortos, centenas de feridos e milhares de detidos, incluindo o líder opositor Leopoldo López, acusado de fomentar a violência nas manifestações.

© Copyright Agência EFE / G1

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