Cúpula das Américas começa com presença histórica de Cuba

O secretário de Estado americano, John Kerry (fundo à direita), ao lado do chanceler cubano, Bruno Rodriguez, realizaram reunião bilateral na noite desta quinta-feira.
O secretário de Estado americano, John Kerry (fundo à direita), ao lado do chanceler cubano, Bruno Rodriguez, realizaram reunião bilateral na noite desta quinta-feira. REUTERS/U.S. State Department/Handout via Reuters

A 7ª Cúpula das Américas que se inicia nesta sexta-feira (10) no Panamá já entrou para a história, com a presença de Cuba. É a primeira vez que o evento vai reunir todos os 35 países do continente. Na quinta-feira à noite, nas reuniões preparatórias com os chefes da diplomacia, o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, se encontrou com o chanceler cubano Bruno Rodriguez.

 Essa foi a primeira reunião do mais alto nível diplomático entre Cuba e Estados Unidos em mais de 50 anos e precede o aguardado encontro, hoje, entre os presidentes Barack Obama e Raúl Castro. A expectativa é de que o líder americano anuncie a retirada de Cuba da lista de países que promovem o terrorismo, uma demanda de Havana para o restabelecimento de relações diplomáticas com Washington.

A cúpula, porém, começa em meio à declaração dos países da Alba contra a interferência política americana na Venezuela. Analistas temem que o cabo-de-guerra entre os dirigentes da Aliança Bolivariana e Washington possa tirar o brilho daquela que deverá ser a imagem-símbolo do evento, o aperto de mãos entre Obama e Castro, simbolizando uma nova inflexão política dos EUA na região. Os dois presidentes já haviam dado um primeiro aperto de mão em Joanesburgo, nos funerais de Nelson Mandela, em 2013.

Expulsão da OEA

Ainda que um encontro reservado entre os dois não tenha sido confirmado, eles estarão lado a lado, o que por si já representa um fato histórico. Por conta da expulsão de Havana da OEA, em 1962, por iniciativa norte-americana, essa é a primeira vez que Cuba participa da Cúpula das Américas.

Nesta quinta-feira, em um encontro na Jamaica a caminho do Panamá, Obama foi efusivamente saudado por líderes de países caribenhos por sua política de abertura em relação a Havana. O democrata chega ao Panamá fortalecido por conta da robustez da economia americana e da preparação de um pacote bilionário de cooperação com a América Central na área energética, visto com um primeiro sinal concreto de Washington de que está disposto a conter a crescente influência chinesa na região.

Brasil

A presidente Dilma Rousseff deve chegar à capital panamenha na manhã desta sexta-feira. Antes da cerimônia oficial da cúpula, a presidente tem vários encontros bilaterais: com o presidente do México, Enrique Peãn Nieto, com o secretário-geral da ONU, Ban KI-moon, e com o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg. A 7ª Cúpula das Américas termina no sábado.

© Copyright Prof. Henrique D. F. Souza / RFI Portugal

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