Astronautas embarcam para missão de um ano na ISS

- Os astronautas embarcam na nave espacial Soyuz TMQ-16M nesta sexta-feira (27). No topo, Mikhail Kornienko, cosmonauta da agência espacial russa (Roscosmos), no centro o astronauta da Nasa Scott Kelly e o cosmonauta Gennady Padalka, também da Roscosmos.
– Os astronautas embarcam na nave espacial Soyuz TMQ-16M nesta sexta-feira (27). No topo, Mikhail Kornienko, cosmonauta da agência espacial russa (Roscosmos), no centro o astronauta da Nasa Scott Kelly e o cosmonauta Gennady Padalka, também da Roscosmos.

O astronauta norte-americano Scott Kelly, 50, embarcou juntamente com os russos Mikhail Kornienko, 54, e  Gennady Padalka, 56, para uma missão na Estação Espacial Internacional (ISS). Kelly e Kornienko vão ficar 342 dias na missão e Padalka, seis meses. Eles partiram no foguete Soyuz, da base do Cazaquistão, nesta sexta-feira (27), às 16h42, horário de Brasília. A viagem até a ISS dura seis horas.

Kelly e Kornienko serão os primeiros astronautas a ficar tanto tempo em órbita, quase um ano. Padalka vai bater o recorde pessoal, por ter sido o ser humano a ter ficado o maior tempo no espaço. Ele já passou mais de 710 dias em órbita, levando em conta passagens pela estação espacial russa Mir e mais três estadias na ISS. Kelly e Kornienko participarão de um estudo da Nasa para analisar o efeito da gravidade zero e de voos espaciais no corpo e na mente do ser humano. O objetivo a longo prazo da agência espacial americana (Nasa) é utilizar esses dados no momento de uma missão tripulada a Marte.

O irmão gêmeo de Scott, Mark Kelly, astronauta aposentado, vai participar também do estudo da Nasa, só que da Terra. Ele servirá como “controle” para que seja feita a comparação dos efeitos do espaço no corpo humano. Ele será monitorado periodicamente e seus sinais vitais serão comparados com os do irmão. Scott Kelly disse à agência AFP estar preocupado com o efeito das radiações e da microgravidade. A estadia prolongada afeta o sistema imunológico, reduz a densidade óssea e atrofia os músculos. A falta de gravidade também afeta a visão. “Espero que isto não seja muito difícil e que possamos continuar vivendo e trabalhando no espaço durante períodos mais longos”, disse.

“Com a ISS vamos descobrir se os exercícios físicos intensivos durante as estadias orbitais são eficazes para proteger os astronautas”, explicou a cientista da Nasa Julie Robinson, à agência AFP. Assim como em suas estadias anteriores a bordo da ISS, Scott Kelly vai passar uma parte de seu tempo lendo e vendo jogos de basquete e hóquei na televisão. Além disso, ele tem a intenção de levar um diário onde vai registrar suas experiências e impressões. Kelly disse que sentirá muita falta de sua família.

Os três astronautas vão se unir a outros três oficiais que participam da missão de número 43. Em maio, terá início a Expedição 44, sob o comando do russo Gennady Padalka. Ele se tornará o primeiro astronauta a comandar quatro missões espaciais. A primeira tripulação a morar na ISS chegou em 2 de novembro de 2000. Desde então, a Estação esteve continuamente ocupada.

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