Poluição do mar e dos rios causa prejuízos para economia das cidades

Com mais praias limpas, receitas dos hotéis poderiam aumentar em até R$ 882 milhões/ano, calcula Associação Brasileira da Indústria de Hotéis.

Este domingo (22) é o Dia Mundial da Água. Já imaginou se todas as nossas praias, rios e lagoas estivessem livres da poluição? Além de bom para a saúde, seria saudável também para a economia.

Uma cidade maravilhosa cercada de águas, nem sempre limpas. Nas praias, quase 27% das amostras coletadas no ano passado desaconselharam o banho de mar. Nos rios, a situação é ainda pior. Dos 15 pontos de coleta analisados no município do Rio, nenhum apresentou qualidade ótima ou boa. Apenas cinco estão em situação regular. Nos outros dez rios, a qualidade da água foi considerada ruim.

Quem mora na cidade já se acostumou a ver imagens de rios poluídos, cheios de esgoto sem tratamento e lixo flutuante. Mas o que não se viu ainda é a conta que o Jornal Nacional vai mostrar. São números importantes e surpreendentes que revelam como a despoluição total das nossas águas pode impactar de forma direta a saúde, a qualidade de vida e a economia da cidade. Com mais praias limpas, as receitas dos hotéis poderiam aumentar em até R$ 882 milhões por ano.

“Nós estamos falando em 12% de perda de ocupação na oferta hoteleira. Se você calcular isso, dá cerca de 7 mil quartos que deixam de ser ocupados por dia, fruto dessa poluição. Fora que o turista vem e faz compras aqui. O prejuízo é muito grande”, calcula Alfredo Lopes, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis.

Quem vive de atividades aquáticas vê no Rio de Janeiro um potencial para virar um grande polo de lazer, principalmente na Baía de Guanabara.

“É todo um comércio relacionado a esse lazer. Nós estamos falando de quiosques, de restaurantes, de bares. Hoje, o Rio de Janeiro perde uma fortuna por não ter condições de água adequadas. Isso o poder público precisa entender, de que mais que um custo é o melhor investimento que o Rio de Janeiro pode fazer”, diz Marco Aurélio Ribeiro, presidente da Confederação Brasileira de Vela.

Um dos maiores ganhos da água limpa é a redução do número de casos de doenças, como diarreia, hepatite e leptospirose, entre outras. Água limpa traz saúde, qualidade de vida e desenvolvimento econômico para qualquer cidade.

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