Nasa se prepara para lançar missão que estudará campo magnético da Terra

Nesta foto cedida pela Nasa, o foguete Atlas V está pronto para o lançamento na base em Cabo Canaveral, nos Estados Unidos. O foguete vai carregar a nave Magnetospheric Multiscale (MMS) até a órbita para que produza a primeira visão tridimensional da reconexão magnética
Nesta foto cedida pela Nasa, o foguete Atlas V está pronto para o lançamento na base em Cabo Canaveral, nos Estados Unidos. O foguete vai carregar a nave Magnetospheric Multiscale (MMS) até a órbita para que produza a primeira visão tridimensional da reconexão magnética

A missão pioneira da Nasa para estudar a interação do campo magnético da Terra com o de outros corpos celestes, como o Sol, está pronta para partir, confirmou nesta quinta-feira (12) a agência espacial americana.

O lançamento está previsto para as 22h44 locais (23h44 de Brasília) das instalações da Nasa na base de Cabo Canaveral, na Flórida (EUA).

Os quatro observatórios espaciais idênticos que compõem o Sistema Multiescala Magnetosférico (MMS, sigla em inglês), que partirá em uma missão de dois anos, estão já a bordo de um foguete Atlas V.

A Nasa informou que a previsão meteorológica continua favorável em 70% e que o lançamento deve durar cerca de meia hora.

A missão proporcionará a primeira vista tridimensional da reconexão magnética da Terra com o Sol, um processo que ajudará a entender como se conectam e desconectam os campos magnéticos no universo.

Os cientistas esperam obter dados sobre a estrutura e a dinâmica da energia trocada pelos campos magnéticos quando estes se encontram, um momento no qual há uma liberação explosiva de energia.

A reconexão magnética produz fenômenos como as auroras, quando o vento solar penetra em nosso “escudo protetor” e as partículas de energia liberadas entram no campo magnético da Terra.

A missão MMS utilizará a magnetosfera da Terra como um laboratório para estudar a reconexão magnética, a aceleração de partículas energéticas e a turbulência.

“Com a MMS teremos a oportunidade de ver, pela primeira vez, a reconexão magnética de dentro, justo quando ela ocorre”, disse Jim Burch, vice-presidente da Divisão de Engenharia e Ciência Espacial do Instituto de Pesquisa Southwest e principal pesquisador da missão.

Além disso, Burch destacou a importância desse projeto “para a pesquisa da fusão nuclear, onde a reconexão magnética demonstrou ser um sério obstáculo para o aproveitamento desta fonte potencial de energia”, disse em comunicado.

A nave espacial MMS inclui 100 instrumentos, 25 em cada unidade, que foram construídos com sensores de grande capacidade que lhes permitirá fazer medições 100 vezes mais rápido do que é possível até agora.

A missão começará a enviar dados à Terra em setembro e está previsto que funcione durante dois anos, mas a Nasa não descarta ampliar sua vida útil.

© Copyright EFE / NASA / UOL

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