Conheça 7 das galáxias mais fora do comum no universo

Muito além da Via Láctea existem galáxias com formatos e cores simplesmente incríveis que vale a pena conhecer
Fonte da imagem: Reprodução/European Southern Observatory Conheça 7 das galáxias mais fora do comum no universo

O universo é bem maior do que podemos imaginar. Além da Via Láctea, existem muitas outras galáxias espalhadas pelo espaço. E, como esses sistemas se originaram de maneiras diversas e são compostos de elementos diferentes, temos galáxias com formatos e cores simplesmente incríveis.

Formadas por enormes quantidades de gás, poeira, matéria escura e estrelas, reunimos algumas das galáxias mais fora do comum que já foram encontradas no espaço. As imagens são impressionantes e nos fazem pensar sobre a imensidão do universo. Então, conheça um pouco mais sobre essas galáxias mais do que diferentes e depois nos conte o que você achou de cada uma delas.

#1 – Arp 87

Fonte da imagem: Reprodução/NASA

Mais do que uma, a Arp 87 é a união de duas galáxias. Para entender esse processo de formação é importante lembrar que a colisão entre esses sistemas é comum, e uma das principais evidências de que essas duas galáxias entraram em choque é o rastro que existe entre elas. Os especialistas concluíram que elas se encontraram alguns bilhões de anos atrás e a gravidade agiu sobre a matéria conforme elas se afastaram.

Por esse motivo, é bastante provável que elas voltem a se aproximar e eventualmente se transformem em uma única galáxia. Enquanto isso não acontece, elas estão interligadas por uma linha de estrelas, gases e partículas.

#2 – Galáxia Sombreiro

Fonte da imagem: Reprodução/NASA

Como o próprio nome diz, a galáxia tem um formato que lembra o tradicional chapéu mexicano – a protuberância que aparece no meio do sistema e a “aba” lateral que fica ao seu redor nos permite imaginar um sombreiro.

Mas, ao observar com mais atenção, os especialistas notaram que a galáxia é formada por diversos agrupamentos de estrelas, em vez de um conjunto único e gigante. Porém, eles ainda não sabem explicar como os anéis que formam uma estrutura tão detalhada se desenvolveram. Ainda, há uma grande probabilidade de existir um enorme buraco negro no centro da galáxia.

#3 – Centaurus A (NGC 5128)

Fonte da imagem: Reprodução/European Southern Observatory

Apesar de ter um aspecto mais semelhante ao que nos vem à mente quando pensamos em uma galáxia, a Centaurus A tem suas peculiaridades. Se compararmos seu tamanho ao de outras galáxias perceberemos que ela é especialmente grande e os astrônomos já sabem que sistemas dessa magnitude apresentam formas espirais ou elípticas.

Mas, ao atravessar a poeira e observar a galáxia mais atentamente, os astrônomos descobriram que ela apresenta formas espirais e elípticas ao mesmo tempo – o que é bastante incomum e faz com que essa seja a única galáxia elíptica com braços espirais. A teoria é que a Centaurus A tenha absorvido uma galáxia espiral há milhões de anos, mas esse é só um palpite.

#4 – Messier 83

Fonte da imagem: Reprodução/NASA

Também conhecida como “Catavento-do-sul” e “M83”, essa é uma das galáxias mais brilhantes do céu. O sistema foi descoberto há 250 anos, mas foi classificado como uma enorme nuvem de gás até que os especialistas pudessem analisá-la mais de perto.

Os tons vibrantes de rosa e roxo desse enorme catavento são suas características mais marcantes, além das frequentes explosões de supernovas que foram observadas pelos astrônomos. Atualmente, existem oito supernovas ativas na galáxia e reminiscências de mais de uma centena delas.

A coloração rosa é resultado direto da formação de novas estrelas no sistema, que liberam uma enorme quantidade de energia UV. Essa energia é absorvida pela poeira e pelos gases que existem ao redor, o que resulta nessa aparência cor-de-rosa. Apesar de seu visual diferente, essa galáxia é considerada por muito uma das mais bonitas do universo.

#5 – NGC 474

Fonte da imagem: Reprodução/NASA

Ao observarmos as imagens da NGC 474 é mais fácil nos lembrarmos de criaturas marinhas que vivem lá no fundo dos oceanos do que pensar em uma galáxia. Os astrônomos não sabem ao certo o que pode estar provocando a liberação de uma quantidade tão grande de energia – que é o fenômeno que cria esse visual tão incomum –, mas eles têm duas teorias.

Primeiramente, acredita-se que as conchas possam ser reminiscências de galáxias menores que foram absorvidas pela NGC 474. Mas os especialistas também acham que elas possam ser o resultado de uma interação com a galáxia que fica logo atrás dela, o que seria um indício de que uma colisão pode acontecer.

É interessante notar que, por causa dessas estranhas conchas externas da NGC 474, os astrônomos entenderam que as galáxias mais conhecidas apresentam auréolas irregulares como um resultado de colisões com outras galáxias recentemente – considerando a escala de tempo do espaço, é claro.

#6 – NGC 660

Fonte da imagem: Reprodução/NASA

A NGC 660 é um tipo raro de sistema conhecido como “galáxia de anel polar”. Para se ter uma ideia, até hoje foram descobertas apenas uma dúzia delas, sendo que os especialistas sabem que existem mais de dez mil galáxias no universo. Essas estruturas são formadas por anéis, estrelas, poeira, detritos e matéria de outras galáxias que orbitam quase que perpendicularmente com relação ao disco central da galáxia.

E você deve estar se perguntando de onde veio todo esse material. Pois saiba que os especialistas acreditam que ele tenha sido desviado de uma galáxia que passou pela região há muito anos. E, como o anel está consideravelmente afastado no disco galáctico, os astrônomos estão observando atentamente a estrutura para ver como a força gravitacional da matéria escura afeta o disco em uma tentativa de entender mais sobre a própria matéria escura.

#7 – Galáxia do Boto (NGC 2936)

Fonte da imagem: Reprodução/NASA

Basta olhar para a imagem da Galáxia do Boto para entender por que ela recebeu esse nome. Porém, por mais que seu aspecto realmente lembre o mamífero, muitas pessoas enxergam um pinguim protegendo seu ovo. Independente disso, a verdade é que a estrutura é formada por duas galáxias: o “boto” realmente faz parte da NGC 2936, enquanto o “ovo do pinguim” foi catalogado como Arp 142.

A parte do boto costumava ser uma galáxia espiral semelhante à Via Láctea, mas as imensas forças gravitacionais da galáxia mais densa que está atrás dela modificaram consideravelmente seu formato. O olho do boto costumava ser o centro do sistema. Os especialistas acreditam que as duas estruturas devem se fundir dentro de bilhões de anos.

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