No Brasil, 113 cidades se juntam à Hora do Planeta

Na noite deste sábado, num ato simbólico promovido no mundo todo pela rede WWF, governos, empresas e a população demonstraram a sua preocupação com o aquecimento global, apagando as luzes durante 60 minutos. O movimento neste ano chamou a atenção para as necessidades e os desafios em torno da água – alinhada à iniciativa da Unesco, que definiu 2013 como o Ano Internacional da Cooperação pela Água.

No Brasil, a maior parte da eletricidade (90%) vem das hidrelétricas. Para a secretária-geral do WWF-Brasil, Maria Cecília Wey de Brito, estamos muito ligados à agua. “Nada, em lugar nenhum, tem condições de sobrevivência sem água. Nós usamos água muitas vezes sem saber de onde ela vem. Não nos informamos qual sua origem, o que ela contém em sua composição, para onde ela vai depois. Ao chamar atenção para este assunto na Hora do Planeta, este movimento mundial em que apagamos as luzes durante uma hora, mostramos que energia, água e qualidade de vida estão todas intimamente ligadas”, destacou.

Há 12 anos, o WWF-Brasil trata do tema água por meio de dois programas para atuar na revisão das formas de utilização desse recurso natural em todo o País e na consolidação de legislações estratégicas como o Plano Nacional de Recursos Hídricos. Os programas permitiram ainda a mobilização de 17 milhões de pessoas em campanhas de água e clima em todo o Brasil.

Mobilização nacional

No Brasil, a Hora do Planeta contou com o apoio de 113 cidades, sendo 22 capitais, além de mais de 480 empresas e organizações. A cidade-âncora Brasília abriu o evento com a participação de 800 pessoas no show da banda regional Patubatê e DJs Criolina, no Museu Nacional da República, na Esplanada dos Ministérios, um dos monumentos apagados.

A cidade de Florianópolis participou da Hora do Planeta no dia em que comemorou 287 anos, apagando as luzes de seu principal cartão postal: a ponte Hercílio Luz. Foi o quinto ano consecutivo que a capital catarinense participou do movimento. O chamado símbolo da cidade está desativado para o tráfego há mais de 30 anos e teve todas as luzes apagadas. Muitos moradores foram até a ponte para fotografar a estrutura de 800 metros.

Em São Paulo, o grupo Vá de Bike reuniu cerca de 100 ciclistas numa pedalada. O circuito passou por três dos locais e monumentos paulistanos que ficaram às escuras durante a Hora do Planeta: o Vale do Anhangabaú, o Theatro Municipal e a Biblioteca Mário de Andrade.

Em Manaus, o público que assistiu ao show da banda Livre Prisioneiro recebeu mudas por parte da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) e, durante a Hora do Planeta, o grupo Pro-Red fez uma performance artística com luzes negras e lâmpadas de LED.

Na capital carioca, monumentos como o Cristo Redentor, os Arcos da Lapa e a orla de Copacabana também tiveram suas luzes apagadas. Celebridades como o músico Tom Zé, a atriz Paola Oliveira e o chef Alex Atala, entre outros, vestiram a camisa e apoiaram a ação.

A cantora Gaby Amarantos topou o desafio “Eu vou se você for” do WWF e prometeu ficar um dia inteiro longe da internet se mil pessoas curtissem uma foto dela no Instagram. O cineasta Flávio Tambellini também embarcou no desafio e se propôs a usar bicicleta por um mês e plantar uma árvore por semana no Rio de Janeiro se mil pessoas fizessem o mesmo. Essas iniciativas, que já reuniram mais de 4 milhões de interações no YouTube, consistem na produção de um vídeo em que qualquer pessoa assume um compromisso e desafia outra com o objetivo de mudar o planeta.
Sobre a Hora do Planeta
A Hora do Planeta, conhecida globalmente como Earth Hour, é uma iniciativa global da rede WWF para enfrentar as mudanças climáticas. Desde sua primeira edição, em março de 2007, a Hora do Planeta não parou de crescer. O que começou como um evento isolado em uma única cidade – Sidney, na Austrália – tornou-se uma ação global, envolvendo 1 bilhão de pessoas em mais de 5 mil cidades de 152 países. Alguns dos mais conhecidos monumentos mundiais, como as pirâmides do Egito, a Torre Eiffel, em Paris, a Acrópole de Atenas e até mesmo a cidade de Las Vegas já ficaram no escuro durante 60 minutos.

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