Pesquisa determina a partir de meteoritos que Lua tem 4,47 bilhões de anos

Lua cheia aparece atrás dos Alpes Suíços, vista de Charrat, no sul do país

Lua cheia aparece atrás dos Alpes Suíços, vista de Charrat, no sul do país (Foto: Laurent Gillieron/Efe)

Um grupo de cientistas conseguiu determinar que a Lua tem 4,47 bilhões de anos com uma inovadora análise dos meteoritos que foram expelidos no momento da criação do satélite, cujos destroços acabaram aterrissando na Terra, segundo um estudo publicado nesta quinta-feira na revista “Science”.

Um grupo multidisciplinar de cientistas da Nasa, Universidade do Arizona e Instituto Superior de Estudos Teológicos (ISET) descobriu marcas do momento de criação da Lua nos destroços dos meteoritos rochosos que chegaram na Terra há milhões de anos.

Os especialistas concluíram que a Lua se formou a partir do “maior impacto” da história do Sistema Solar, quando um protoplaneta (pequeno corpo celeste considerado um embrião planetário) colidiu com o corpo celeste que mais tarde se transformaria na Terra.

Não se sabe exatamente quando aconteceu este impacto, pois os cientistas seguem debatendo a idade das amostras de solo e rochas lunares que os astronautas trouxeram de volta à Terra das missões Apolo.

No entanto, os pesquisadores descobriram que, no momento do choque, meteoritos de mais de um quilômetro de comprimento colidiram com velocidade acima da normal em um cinturão de asteroides.

A superfície dos meteoritos se aqueceu acima do normal e deixou atrás de si “um registro permanente do impacto”, que permitiu aos cientistas determinarem que a Lua se formou há 4,47 bilhões de anos, como apontavam outros estudos anteriores.

“O antigo impacto lunar gravou a si próprio”, afirmaram os pesquisadores, que puderam decifrar as marcas do tempo medindo e analisando os meteoritos produzidos após as colisões com o cinturão de asteroides.

“Esta pesquisa está nos ajudando a definir nossas escalas de tempo para saber quando se passou o que no Sistema Solar”, disse Bill Bottke, aluno do Laboratório Lunar e Planetário da Universidade do Arizona.

Os cientistas estão avaliando a possibilidade de utilização destes novos conhecimentos para saber como se formaram outros antigos corpos celestes, como o asteroide gigante Vesta, que se encontra no cinturão de asteroides entre as órbitas de Marte e Júpiter e que abriga centenas de corpos celestes.

A sonda Dawn, da Nasa, visitou durante 14 meses, entre 2011 e 2012, este asteroide gigante, e conseguiu registrar mais de 30 mil imagens para fornecer aos especialistas dados sobre a composição e a história geológica do Vesta, que tem um diâmetro meio de 525 quilômetros.

© Copyright Clube de Astronomia Órion / EFE / UOL

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